CRÍTICA: A Ordem — 1ª Temporada
08 mar

CRÍTICA: A Ordem — 1ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Título: A Ordem
Título original: The Order
Ano de lançamento: 2019 (Netflix)
Duração: 10 episódios
Criadores: Shelley Eriksen e Dennis Heatonque
Gênero: Suspense/Fantasia
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Jack Morton (Jake Manley) está no primeiro ano da faculdade quando se junta a uma sociedade secreta chamada The Order. Lá ele descobre um mundo de mágica, monstros e intriga. Em meio a obscuros segredos de família e uma batalha subterranea entre lobisomens e artes mágicas ocultas, ele se encontra cada vez mais envolvido em uma aterrorizante e mágica jornada para descobrir o seu próprio eu.

Jack Morton é órfão de mãe e infelizmente abandonado pelo pai, atualmente ele vive junto com o seu avô e ambos tem a missão de entrar em uma sociedade secreta onde possivelmente podem encontrar Edward, o pai de Jack. Se organizando há anos para participar do grupo, o jovem acaba entrando em uma universidade que oficializou/concretizou o “mito” tão especulado.

Fazendo de tudo para encontrar os responsáveis pela sociedade, o calouro deixa sua simpatia falar mais alto e, além disso, consegue se destacar durante algumas aulas. Porém, quando menos esperava foi convidado para integrar ao grupo, o terrível convite foi responsável por mudar toda a sua vida, obrigando-o ter atitudes indesejadas, automaticamente entrando em uma nova realidade bastante arriscada e dividida.

A Ordem é uma série criada por Shelley Eriksen (Rookie Blue) e Dennis Heatonque (Ghost Wars) está sendo distribuída originalmente pela Netflix em território nacional. Mesmo contendo elementos semelhantes, o elenco estrelado por Jake Manley, Sarah Grey e Matt Frewer e o enredo acaba trazendo pequenas singularidades para o título.

Sustentar uma história envolvendo lobisomens e seres mitológicos é um risco para qualquer diretor, diante de tantos títulos que incluí esses seres é necessário bastante criatividade para não fazer voltas nos clichês cansativos já conhecido no mercado. Infelizmente, em The Order — título original — não encontramos tantas novidades, mas de uma forma ou de outra o enredo consegue ser curioso.

Aprofundando cada vez mais no passado de Jack Morton (Jake Manley) e, ao mesmo tempo, em sua missão dentro da sociedade secreta, acompanhamos uma história cheia de rodeios, consequentemente tornando-se cansativa de acompanhar. O que consegue segurar a atenção do telespectador é o motivo do menino ter tanta sede pelo grupo, mas diversas informações são relevadas e não têm explicações, tornando A Ordem uma série repleta de pontas soltas, dificultando a compreensão.

Shelley Eriksen e Dennis Heatonque tinham diversos elementos para trabalharem em uma série única e incrivelmente atraente, mas falharam ao não ousar no desenvolvimento dos personagens e na trama. O mistério de Jack, a sociedade secreta, as magias e as investigações poderiam mesclar de forma admirável e instigante durante os episódios, mas acabam sendo repetitivos e sem animação, dando a impressão que já assistimos a série.

Com um roteiro cansativo e diálogos arrastados, The Order acaba sendo bastante decadente na produção, os efeitos visuais em partes são agradáveis, mas em alguns momentos acabam sendo grotescos e desinteressantes.

A Ordem poderia ser uma série de sucesso se fosse lançada há alguns anos, remetendo diversas vezes em shows como Supernatural, The Originals, The Wolf e uma com o enredo extremamente similar chamada The Magicians. Talvez essa seja uma opção de história agradável para quem gosta de clichês, automaticamente sendo um pesadelo para quem busca novidades.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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