CRÍTICA – Homem-Aranha: Longe de Casa
07 jul

CRÍTICA – Homem-Aranha: Longe de Casa

Filmes, Notícias

Amanda Barros

spider-man-far-from-home-poster-fury-mysterioTítulo: Homem-Aranha: Longe de Casa
Título original: Spider-Man: Far From Home
Data de lançamento: 4 de julho de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 9min
Direção: Jon Watts
Gênero: Super-herói; Ação
Nacionalidade: Estados Unidos

Sinopse: Peter Parker (Tom Holland) e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury (Samuel L. Jackson) a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio (Jake Gyllenhaal) que pode não ser quem parece.

O encerramento da grande fase de Vingadores não foi em Ultimato, mas sim em Homem-Aranha: Longe de Casa, a nova história do teioso traz o adolescente em uma viagem à Europa, onde ele planeja se declarar para a garota que gosta, MJ (Zendaya), mas parece que não são os mesmos planos de Nick Fury (Samuel L. Jackson) para o garoto.

Quando finalmente Fury consegue falar com Peter (Tom Holland) ele coloca o adolescente numa missão para enfrentar alienígenas que planejam destruir a terra, para isso Nick chama Mysterio (Jake Gyllenhaal) e monta uma dupla com Parker para que juntos destruam os monstros, os Elementais.

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Uma das grandes novidades que já havia sido anunciada era o uso do traje furtivo pelo herói e teve um uso bem satisfatório e condizente com a história. Inclusive o roteiro leve e bem construído foi um dos pontos altos do longa que contou com reviravoltas, umas previsíveis, outras nem tanto

Passando para as atuações, Tom Holland trouxe carisma como sempre e uma face mais humana do herói lembrando o público que antes de ser o Homem-Aranha, Peter Parker ainda é apenas um adolescente com desejos de acordo com a sua idade e a responsabilidade de ser um herói, ou até mesmo de substituir o Homem de Ferro são fardos que podem ser pesados demais para alguém tão novo carregar.

Já o mais que consagrado Jake Gyllenhaal não teve uma atuação brilhante, mas isso se deve ao roteiro que não traz um personagem tão profundo que possa ser explorado mais do que foi por ele, o ator entrega uma atuação satisfatória, mas nada além do comum. Já Zendaya mostrou outras nuances de MJ e deixou claro que sua personagem não é a mesma que já foi retratada antes em outras versões da história do herói, mas que a garota tem uma personalidade forte e diferente e convence bastante no papel, além de ter uma química inegável com seu parceiro de cena, Tom Holland.

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A trilha sonora como sempre muito bem escolhida e utilizada também na partes de alívio cômico do enredo, inclusive em partes que relembram acontecimentos tristes do filme anterior do Universo Marvel, mas também foi usada para fazer referências a personagens que o público tanto ama e dar um novo espírito mostrando quem realmente será o novo herói e qual posição ele ocupará nessa nova fase.

O longa reforçou a imagem do “amigo da vizinhança”, mas também mostrou o quanto Peter poderá ser importante nessa nova fase que irá surgir para próximos filmes solo ou mesmo em outras produções, além disso, o final principalmente nas cenas pós-créditos, deixa um grande fio solto que provavelmente será o pontapé para novas histórias do herói e com certeza choca muitos espectadores.

Homem-Aranha: Longe de Casa traz o espírito do herói que grande parte do público fã de Marvel ama, mas conta também com certas camadas de profundidade do personagem, entretanto, peca em alguns momentos por um roteiro um pouco previsível e um vilão não muito bem construído, mas com certeza é um filme que vale a ida ao cinema.

Nossa nota é: 4

Assista ao trailer:

 

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