CRÍTICA – Um Lugar Silencioso
10 abr

CRÍTICA – Um Lugar Silencioso

Filmes

Julia Giarola

Filme: Um Lugar Silencioso
Título original: A Quiet Place
Data de lançamento: 5 de abril de 2018
Duração: 1h 30min
Direção: John Krasinski
Gênero: Suspense, Terror
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Em uma fazenda dos Estados Unidos, uma família do meio-oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

Nestes últimos anos podemos ver um padrão interessante onde comediantes estão mostrando um grande talento para dirigir terror. Tendo Jordan Peele como grande exemplo pelo sucesso de Corra! (confira nossa crítica aqui) em 2017, John Krasinski segue nos mesmos passos deixando sua carreira de ator de comédia de lado por um tempo, para entregar um hora e meia de pura tensão. Um Lugar Silencioso, assim como o filme dirigido e escrito por Peele, apresenta uma sensibilidade intrigante que parece vir do humor presente no histórico de ambos diretores que com certeza encontraram um novo e refrescante nicho.

Apelando para um choque já nos primeiros minuto do filme, Um Lugar Silencioso não segura nada, surpreendendo com a nova direção que a história toma já nesse início tenso. Estabelecendo bem o contexto do ambiente a partir da cena inicial, o filme prende a atenção e fixa seu ritmo de prender o fôlego. A maneira em que John Krasinski trás atenção aos elementos chave da trama reflete bem os mínimos detalhes que toda a tensão construída se apoia. Cada passo, cada movimento tem um propósito no enredo, que é sólido e envolvente.

Explorando um clima de melancolia e medo, o longa trás crianças para o centro da história aumentando ainda mais o constante perigo que está ao redor. A falta de explicação a respeito da situação em que o mundo se encontra não pesa o filme, esse que supera este tema já massante e concentra, então, em aspectos mais relevantes e íntimos dessa família que faz de tudo para simplesmente sobreviver.

Um olhar privado sobre os papéis de gênero dentro da própria família – onde o garoto sai com o pai e a garota fica em casa com a mãe – é apenas um dos aspectos sutis que trazem com muito sucesso conflitos internos que ajudam a estabelecer um contexto emocional para os personagens e suas respectivas dinâmicas. Tudo isso é construído para uma conclusão épica e satisfatória, criando peso em todos os aspectos da história.

Para um filme bem silencioso, o design de som de Um Lugar Silencioso é incrível, acrescentando à tensão criada pela trama e por John Krasinski. Sem seguir uma estrutura segura, o longa apresenta um enredo relativamente simples, deixando para elevá-lo com os temas adjacentes e brilhantes atuações do elenco. Emily Blunt – como é de se esperar – é a dona do filme desde o começo, apresentando uma interpretação poderosa e expressiva; forte e cativante. Ela carrega um peso emocional enorme aumentando o aspecto dramático do filme. Adicionando drama, a tensão aumenta ainda mais.

Com certeza esta está sendo uma década incrível para os filmes de suspense e terror, estes que agora apresentam um nível alto de sofisticação e atenção aos detalhes. Entre todos os longas incríveis do gênero que foram lançados nos últimos anos, Um Lugar Silencioso com certeza é um dos destaques, criando ambiente e tensão do início ao fim. Definitivamente um filme que ninguém deveria perder!

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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