Bom Dia, Verônica x Diário de uma Escrava
08 mar

Bom Dia, Verônica x Diário de uma Escrava

Coluna

Victor Tadeu

Março é conhecido como o mês das mulheres e nada melhor do que escrever uma matéria sobre elas. Hoje venho compartilhar com vocês a minha experiência literária com Bom Dia, Verônica e Diário de uma Escrava, ambos livros foram publicados pela DarkSide Books, escritos por mulheres e abordam temas que muitas das vezes a sociedade prefere não enxergar.

Bom Dia, Verônica conta a história de Verônica uma escrivã do DHPP que se encontra em uma situação constrangedora. A protagonista vê uma mulher pular do décimo primeiro andar do prédio em que trabalhava, além disso, ela recebe uma ligação na mesma semana, a mulher do outro lado da linha dizia que seu marido matava mulheres. Diário de uma Escrava conta a história de Laura, uma menina que foi sequestrada aos 14 anos e mantida em uma espécia de buraco, onde vivia em situações precárias e consequentemente tinha se tornado uma escrava sexual do seu agressor. Sabendo um pouco sobre os livros, irei assemelhar o que ambos têm em comum e como eles defendem o direto das mulheres.

Os livros têm semelhanças que devem ser levadas em considerações, eu fiz a leitura de Bom Dia, Verônica e depois de Diário de uma Escrava, então consegui notar algumas características que favoreceram a construção e a realidade de cada história. Ambos tratam de relacionamentos marcados pela internet, em especial os sites de relacionamentos que encontramos em salas de bate-papo. Além disso, os agressores têm o costume de chamar as mulheres por algum apelido, como Passarinha e Ursinha, eles também fazem de tudo para esconderem suas identidades, principalmente o nome verdadeiro.

Ambas histórias têm um potencial de crítica muito grande e que devem ser discutidas com mais frequência. Não sei se é spoiler, mas irei dizer as críticas que são feitas, só que não irei especificar de qual livro é cada uma dela; agressão a mulher, desaparecimentos sem explicações de jovens e mulheres, agressão doméstica, pressão psicológica a mulher, machismo, preconceito, sexismo e muitos outros. Algumas pessoas compararam os livros como um ato feminista, pois as autoras exploram bastante os direitos das mulheres e escrevem de uma forma muito realista como algumas pessoas tratam as mulheres diante de seus direitos.

A escrita das autoras não são limitadas, algumas pessoas — sou uma delas — sentiu-se um pouco incomodado durante a leitura, pois a forma nua e crua que elas escrevem só colaboram para a realidade através das palavras. Além disso, Diário de uma Escrava foi baseado em fatos reais e eu tenho uma certa certeza que Bom Dia, Verônica também tem algumas passagens reais. Ou seja, são dois livros bem realistas que conseguem limpar os olhos daqueles que preferem ser cegos diate de determinado assunto.

Algum tempo atrás eu tinha lido que Diário de uma Escrava estava sendo avaliado para uma adaptação cinematográfica, mas sinceramente, eu acho que não seria legal. Acho que ambos os livros poderiam ser adaptados para uma série, pois são histórias que devem ser exploradas com profundidade e duas horas de adaptação são seria capaz de realmente relatar ou passar tudo que as autoras queriam. Então uma série baseada em ambos livros, poderia ser um grande avanço para o reconhecimento dos nacionais.

Enfim, Bom Dia, Verônica e Diário de uma Escrava são livros escritos por mulheres com grande potencial na literatura, infelizmente elas não conseguem agradar todos pelas histórias pesadas que escreveram, mas felizmente elas conseguiram colocar temas que devem ser olhados com mais atenção na estante de vários leitores. Eu já resenhei os dois livros, então se vocês quiserem saber a minha opinião sobre eles, é só acessar as resenhas.

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