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Crítica

CRÍTICA: Atração de Risco

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Ao se dedicar à arte de maneira típica, os artistas responsáveis por trazer o o filme atona têm que imediatamente lutar contra um mercado saturado por obras internacionais que recebem um apoio e suporte incomparável ao nacional. Explorando um ambiente técnico que retrocede-se aos anos 2000 tanto com a música quanto com o clima, Atração de Risco mostra a importância do cinema independente no país, apesar de não trazer 100% da ousadia dos filmes semelhantes.

Tendo que tomar vários passos para trás durante a evolução dos filmes nacionais, Atração de Risco representa o reinicio da sétima arte no país. Esta é um função honrosa, porém extrememente dificil durante a geração cética e auto-batizada de críticos de todas as artes. Aspectos técnicos correspodem bem ao cinema independente, pecando com cenários neutros e vazios, que mostram uma subestimação coletiva do poder da direção de arte no resultado final.

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Carlos (Renato Siqueira) e Jéssica (Angélica Oliveira) em Atração de Risco

Apresentar atores mais desconhecidos ajudou a sair do pré-conceito criado com o cinema brasileiro e comparação direta às novela, auxiliando a audiência a enxergar com mais clarezas as boas atuações do longa que, em sua maioria cumprem a função de carregar o suspense da trama. Renato Siqueira pode muito bem ser o elemento mais forte do filme, carregando bem a jornada emocional que adiciona ao gênero pouco visto no país.

Há uma falta de dinâmica na edição que prejudica muito as cenas de luta não caprichosas. Com este aspecto técnico em mente, Atração de Risco não faz nada de muito errado, mas é difícil apresentar um filme que é ao mesmo tempo pico de entertenimento e que tenha um rítmo que corresponde ao nosso subcoscinete de histórias visuais. Recursos fáceis são utilizados para construir as cenas, deixando o longa a desejar no aspecto espetáculo.

Isso tudo porém pode ser anulado uma vez que a trama é levada em considerção. Se apresentando como um filme novo no mercado nacional, a trama inicial se desenvolve lentamente, mas pega seu ritmo quando nos identificamos com o personagem de Carlos (Renato Siqueira). A história de perseguição e chantagem emocional acaba envolvendo mesmo que, sob análise, seja superficial, classificando Atração de Risco um filme que vale a pena ser adicionado na lista dos fãs do gênero.

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Fabiana (Camila Esteves) e Carlos (Renato Siqueira) em Atração de Risco

Em relação ao cinema internacional, é inevitável a comparação de qualidade quando se trata de filmes nacionais. Algo que não costuma acompanhar a crítica, porém, é a diferença entre o nível de apoio oferecido a cada um, vinda tanto do investimentos nacional, tanto quanto do preconceito depositado em cada obra que é lançada. Assim como todo grande filme de hollywood, o cinema brasileiro tem sua história que deve ser considerada quando há uma análise no desenvolvimento da arte no país. Em pleno 2020, não se pode ignorar o psicionamento do cinema brasileiro em sua própria história que, assim como Atração de Riso, deve tomar vários passos para trás durante a evolução, cabendo aos novos artistas o reinicio da sétima arte no país.

Assista ao trailer:


Título: Atração de Risco
Título original: Atração de Risco
Ano de lançamento: 2020
Direção:Renato Siqueira, Beto Perocini
Gênero: Suspense
País: Brasil

Sinopse: Atração de Risco é o novo longa de suspense dos cineastas Renato Siqueira e Beto Perocini, conhecidos pelo longa independente “Diário de um Exorcista” que recebeu indicações em diversos festivais de cinema, sendo o primeiro longa-metragem de terror com lançamento mundial pela Netflix em 2017.
A trama acompanha Carlos, um publicitário bem sucedido e casado com Fabiana. Depois de um evento na empresa, um casal desenvolve uma obsessão doentia pelos dois, ameaçando suas vidas.

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