RESENHA: O Mar de Monstros
30 mar

RESENHA: O Mar de Monstros

Resenhas

Victor Tadeu

Título: O Mar de Monstros
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto-juvenil/Fantasia
Número de páginas: 304
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Sinopse: O Mar de Monstros é o segundo volume da série Percy Jackson e os olimpianos, best-seller do The New York Times. Nessa nova aventura, Percy e seus amigos estão em busca do Velocino de Ouro, único artefato mágico capaz de proteger da destruição seu lugar predileto e, até então, o mais seguro do mundo: o Acampamento Meio-Sangue. Com o envenenamento da árvore de Thalia por um inimigo misterioso, as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento estão ameaçadas, e é preciso buscar o antídoto.

Assim, nossos heróis partem em uma arriscada e incrível viagem pelo Mar de Monstros, localizado nas coordenadas 30-31-75-12: uma referência ao Triângulo das Bermudas. Lá, enfrentam seres fantásticos e muitos perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança – quando Percy irá questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição. Combinando fatos contemporâneos com mitologia, fantasia com erudição, O Mar de Monstros diverte, encanta e ensina pais e filhos.

Com a missão bem-sucedida, Percy Jackson retorna para a casa de sua mãe e volta a ter uma vida “normal”. Ele já estava frequentando uma escola e durante o ano inteiro não havia se metido em nenhuma confusão, Perseu mesmo estava surpreendido com sua resistência, pois não via a hora de bater nos garotos que provocavam seu novo amigo Tyson.

Antes de ir para escola Percy sonha com Grover e sentia que o sátiro estava querendo dizer alguma coisa, no sonho o menino bode estava em apuros, vestido de noiva e correndo de um enorme monstro, além disso, tudo parecia muito real. As férias estavam chegando e tomando o café da manhã Percy conversa com sua mãe sobre retornar ao Acampamento Meio-Sangue e sua mãe não acha uma boa ideia, Quíron havia dito para ela sobre a situação que se encontrava o local mais seguro para os semi-deuses, mas o garotinho que agora tem 13 anos começa contar seu sonho para sua mãe e diz que seu amigo está em perigoso e precisa ajudá-lo.

Inconformado com a resposta que recebeu de sua mãe, Percy Jackson corre à estação de metrô para encontrar com Tyson e irem para a escola. A história de Tyson é muito triste e comovente, o pobre garoto que sofre bullying na escola, morava em uma caixa de geladeira no meio da rua, ou seja, o menino era um morador de rua desde pequeno, além disso era órfão. Chegando na escola Percy começa a pedir aos deuses que as horas passem rápido, ele queria muito ir embora para casa e continuar a conversar com sua mãe para saber o que aquele sonho tinha haver com Grover.

Na escola as coisas estavam começando a sair do controle, o filho de Poseidon não aguentava mais as piadinhas que os brutamontes faziam com Tyson. Tudo piorou quando seu professor inventou de fazer os alunos jogarem queimada na qual Percy e o líder dos valentões decidissem qual era o time. É óbvio, o time foi dividido injustamente, os meninos fortes estavam de um lado e do outro estavam os fracos, Percy e Tyson. Tudo piorou quando alunos que eles nunca tinham visto participou do jogo com uma agressão fora do comum, a bola que eles lançavam na direção de Percy Jackson era extremamente fortes e ele começou a desconfiar de onde vinha toda aquela força. Tudo foi revelado quando uma bola fora arremessada com fogos indicando que os novos alunos não passavam de monstros.

O cenário mudou repentinamente, os alunos que estavam com medo das bolas ficaram apavorados com os monstros, eles arremessavam bolas e a única pessoa que aguentava resistir aos fogos era Tyson, e Percy ficou confuso com a resistência do seu amigo. Mas o pobre garotou ficou mais confuso ainda quando Annabeth apareceu no estágio ajudando-os a lidarem com a situação. É de se esperar que eles conseguissem escaparem dos monstros, mas o que eles não esperavam era seus rostos estampados em jornais novamente chamando-os de rebeldes e fugitivos. A única opção que eles tiveram fora ir para o Acampamento Meio-Sangue onde possivelmente estariam protegidos.

“Um monte de folhas mortas e acumulava na base da árvore. No centro do tronco, a metro do chão, havia uma perfuração do tamanho de um buraco de bala, gotejando seiva verde. (página 55)”

Chegando ao Acampamento o trio depara com uma cena de cortar o coração. A árvore que protegia toda aquela área estava em situação precária e os semi-deuses lutavam contra dois touros de bronze. Estava realmente um caos, até que todos são salvos novamente por Tyson que resistiu ao fogo. Muitos não aceitavam Tyson no local, segundo eles o pobre órfão era um monstro e não era confiável, aquilo cortou o coração de Percy, ele não queria que o seu amigo também sofresse no Acampamento.

Entre várias descobertas e revelações, Percy Jackson encara uma nova aventura, ele descobre uma forma de salvar o Acampamento e a árvore que protegia todos. O garotinho não tinha muito tempo e muito menos tempo para esperar, tudo fora decidido rapidamente e com a ajuda de um dos deuses. Com a colaboração de Tyson e Annabeth, Percy Jackson novamente encara uma nova aventura, eles estavam encarregados de salvarem três coisas: o Acampamento Meio-Sangue, Grover e a árvore. Será que três crianças eram capazes de lidar com a situação? Descubra lendo O Mar de Monstros, o segundo livro da série Percy Jackson e os Olimpianos.

“Alguém tinha bagunçado meu lugar favorito em todo o mundo, e eu não era… bem, um campista feliz. (página 57)”

O Mar de Monstros é o segundo livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, o livro é escrito por Rick Riordan e publicado pela Editora Intrínseca. Nessa obra você encontra Percy com 13 anos em uma nova missão e com novos amigos e inimigos, além disso, você acompanha o amadurecimento de Percy Jackson com as revelações que para ele são feitas.

Em Maio eu fiz a leitura de vários livros e li O Mar de Monstros em dois dias, isso não significa que eu adorei o livro, pois para quem leu a primeira resenha sabe como foi a minha primeira leitura com O Ladrão de Raios. Creio que ainda não consegui tirar as adaptações da cabeça, achei que a continuação tinha mais haver com o filme, pois teve várias críticas negativas no primeiro filme, só que pensei errado. A adaptação cinematográfica de O Mar de Monstros é mil vezes pior do que a de O Ladrão de Raios, eu não sei como fora aprovado essa falta de educação com a história e com os fãs, e sinceramente, isso me incomodou muito durante a leitura, porque mais uma vez eu li achando que era a mesma história, mas não, é muito diferente. Só que durante a leitura eu acabei de conscientizando que eu leria uma história totalmente diferente do que conhecia e a leitura acabou fluindo.

A diagramação da segunda edição segue o mesmo padrão da primeira, a fonte é boa aos olhos, o espaçamento é confortável e tem um sumário de capítulos no início do livro que acaba nos ajudando. Além disso, a escrita de Rick Riordan permanece boa e bem agradável aos pequenos jovens. Não podemos deixar de falar da capa, ela condiz muito com a história, achei a ilustração muito bem elaborada e retrata perfeitamente uma cena que os personagens enfrentam.

Como eu disse na primeira resenha da obra, os personagens tinham atitudes que não conduziam com a idade deles, mesmo sendo filhos de deuses eles vivenciaram uma sociedade que nem crê em mitologia, eu disse na resenha de O Ladrão de Raios que isso me incomodou muito, pois eles tinham atitudes “pesadas” e pensamentos infantis, mas eu acabei aprendendo o que eu nunca tinha colocado em mente. O público foco do livro não são pessoas da minha idade (tenho 18 anos), o público é para novos adolescentes, é uma fantasia infanto-juvenil, ou seja, eu não posso ficar me metendo nessa área, pois tem uma grande chance de me agradar e ao mesmo tempo uma grande chance de me incomodar, e estou dizendo isso para corrigir minha fala da resenha anterior, eu deveria reconhecer o público primeiro para depois falar sobre a maturidade dos personagens.

“ — Tudo bem. Eu vou ser um bom monstro. Assim você não precisar ficar zangado. (página 76)”

Em O Mar de Monstros eu não fiquei apegado por nenhum personagem que eu já conhecia, o único que chamou a minha atenção e que eu fiquei torcendo o tempo inteiro por ele foi Tyson. Galerinha, pensam em uma criatura fofa, inocente e que sempre procura fazer o bem, essa criatura é Tyson. O garoto é enorme e tem a mente de uma criança de 8 anos — isso é explicado na história —, eu fiquei extremamente encantado por ele e me apeguei muito no seu jeito de ser.

Eu achei a história em si muito legal, mas teve partes que arrastei a leitura de uma forma incomodativa. Quando chegou na metade do livro eu comecei a ficar cansado com a história, estava achando o roteiro desgastado e realmente sentir que o autor estava seguindo determinada ordem, isso foi bem nítido ser notado por mim. De uma forma geral eu fiquei incomodado, mas acabei relevando.

Mais uma vez eu acabei escrevendo uma resenha grande, só que não foi imensa como a anterior. Mas enfim, eu recomendo essa obra para todos, principalmente para o público infantil, pois a séries tem um tom de humor muito agradável para crianças, eu dava altas risadas com as falas de Percy e os pensamentos de Tyson, é realmente cômico e lembra bastante desenhos animados. Muitos dizem que o livro é para os meninos, mas eu discordo, acho que história não tem gênero e cada um deve ler aquilo que interessa, até porque, em O Mar de Monstros temos presença de meninas lidando com os problemas e acompanhamos o amadurecimento dos jovens. Uma coisinha que havia esquecido de dizer… O livro não fala somente sobre mitologia grega, nessa continuação a maior das lições é a aceitação e o perdão, um assunto que instiga a curiosidade de muitas pessoas. Então, você já começou ler a série? Não?! Então leia a resenha de O Ladrão de Raios e se aventure junto com Percy Jackson!

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