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Crítica

CRÍTICA: Elite – 4ª temporada

Elite perdeu a oportunidade de produzir uma das melhores temporadas ao se limitas nos personagens veteranos e nas cenas de sexos excitantes

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Elite 4

Após muito esperar, os assinantes da Netflix puderam conferir a quarta temporada de Elite, série espanhola de sucesso dentro da plataforma de streaming. Com todos os acontecimentos da temporada anterior, era de se esperar uma uma nova jornada na vida dos estudantes de Las Encinas, principalmente com a chegada de novos alunos, mas, infelizmente, a história se destaca somente  no que já era comum: as cenas de sexo.

Com a morte de Polo (Álvaro Rico) e o arco final de alguns outros personagens, a trama segue com os dramas de seis adolescentes que continuam presentes no espaço escolar, porém se expande com a chegada de quatro novos alunos. Desta vez a investigação gira em torno de Ari (Carla Díaz), filha do novo diretor de Las Encinas que é encontrada apagada dentro de um lago durante a festa de virada de ano.

Como as outras temporadas da série, esta também é composta por oito episódios que ao longo deles o telespectador vai entendendo o que ocorreu antes do crime, mas a técnica não funciona tão bem como antes.

Elite 4 temporada

Dirigido por Carlos Montero e Darío Madrona, esta quarta temporada tinha tudo para ser uma das melhores, mas se perdeu em um enredo fraco e com muitas pontas soltas. Por meio de poucos episódios foi difícil se conectar com a maioria dos novos personagens e entender os mistérios que rondam a sua vida, principalmente a de Phillipe (Pol Granch), príncipe com um passado suspeito e que chega na cidade para limpar acusações não reveladas na série.

A temporada consegue se salvar e fugir de um âmbito entedioso pela vida de  Mencía (Martina Cariddi), filha caçula do novo diretor, e com as cenas de desejos e dramas sexuais de quase todos estudantes. Fora essa personagem e as cenas de sexo bem excitantes, o enredo não consegue ser tão instigante e curioso ao ponto de fazer o telespectador se interessar cada vez mais pelo crime da história, como o caso das três temporadas anteriores.

Inclusive, a estreia de Mencía na série abriu margem para diversos debates atuais e reais na vida dos adolescentes e seus relacionamentos com os pais. Já, por outro lado, alguns dramas tornam bastante cansativos, desgastantes e às vezes incoerentes, principalmente quando se trata do relacionamento de Ander (Arón Piper) e Omar (Omar Ayuso), na qual é sustentado por diversas desestabilidade e que agora passa por algumas turbulência com a tentativa de formar um trisal com Patrick (Manu Rios), irmão de Mencía e também filho do novo diretor.

Elite 4

Com muito sexo, pouca história e um tempo limitado para explorar a vida de novos integrantes, a quarta temporada de Elite perde a chance de ter sido uma das melhores.

A produção brinca bastante com músicas, cores vibrantes e trabalha bastante com ângulos, é muito gostoso acompanhar o que a equipe tinha para oferecer, mas infelizmente tudo se comprometeu com a qualidade do enredo, que por meio do roteiro não soube aproveitar oito episódios para suprir a expectativas diante de tanta novidade a ser explorada.

É nítido como a série se arrastou com esta temporada para agradar aos fãs, e mesmo que houvesse a oportunidade agradar, não foi necessariamente isso que aconteceu. A quarta temporada de Elite é interessante, conquista o público com as cenas de sexo, mas não consegue chegar ao nível das anteriores, sendo assim, um pedido de socorro para acabar caso os diretores realmente não tenham algo grande para entregar em uma possível continuação.

ASSISTA AO TRAILER:


Pôster EliteTítulo: Elite
Título original: Élite
Ano de lançamento: 2021
Criadores:Carlos Montero e Darío Madrona
Gênero: Drama adolescente
Nacionalidade: Espanha

Sinopse: Depois de concluídas as investigações sobre a morte de Polo (Álvaro Rico) e Marina (María Pedraza), alguns dos mais icônicos alunos de Las Encinas decidem seguir seu próprio caminho. Nadia (Mina El Hammani), Lu (Danna Paola) e Carla (Ester Expósito) vão fazer faculdade no exterior, enquanto Valerio (Jorge López) passa a comandar os negócios da família. Quando um novo ano letivo começa, Guzmán (Miguel Bernardeau), Samuel (Itzan Escamilla), Rebeka (Claudia Salat), Omar (Omar Ayuso) e Ander (Arón Piper) voltam para a escola como veteranos. Eles logo descobrem que um novo diretor está à frente da prestigiosa instituição: Benjamín (Diego Martin), um dos empresários mais poderosos da Europa. Com ele vem sua família – incluindo seus três filhos adolescentes, Ari (Carla Díaz), Patrick (Manu Rios) e Mencía (Martina Cariddi), que sempre conseguem se safar dos problemas. Por outro lado, Cayetana (Georgina Amorós) também retorna a Las Encinas, agora como auxiliar de limpeza, tendo rejeitado a oferta da mãe de Polo de arcar com os custos de seus estudos.

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