CRÍTICA: Shippados – 1ª Temporada
25 jun

CRÍTICA: Shippados – 1ª Temporada

Notícias, Séries

Amanda Barros

2656245Título: Shippados
Título original: Shippados
Ano de lançamento: 2019 (Globoplay)
Duração: 12 episódios
Criadores: Alexandre Machado e Fernanda Young
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Rita (Tatá Werneck) está sempre à procura de um namorado e costuma recorrer a aplicativos de relacionamentos para isso. Após um encontro desastroso com um pretendente, ela conhece Enzo (Eduardo Sterblitch) em um bar e os dois percebem que têm muitas coisas em comum – até mesmo o azar no amor.

Devido ao boom das plataformas de streaming  como Netflix, Hulu Amazon, as grandes emissoras pelo mundo resolveram criar seus próprios serviços de distribuição de conteúdos exclusivos, dentre elas, a Rede Globo lançou, não há muito tempo a plataforma Globoplay e desde então vem lançando conteúdos exclusivos, dentre eles a nova série Shippados.

Shippados já traz um diferencial no nome fazendo referência a um termo muito utilizado na internet, que significa quando duas pessoas são juntas e há o apoio de outras, isso significa que elas são “shippadas”. A série traz a história de três casais, mas principalmente a história de Rita (Tatá Werneck) e Enzo (Eduardo Sterblitch), ambos sem muita sorte no amor em tempos de aplicativo, porém as coisas parecem mudar quando eles se conhecem em um bar e percebem que têm mais em comum do que imaginam.

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A história do casal acontece das maneiras mais malucas possíveis e isso se deve muito à personalidade dos dois e de como ambos agem em relação aos próprios sentimentos e as amizades que eles vão construindo junto com o seu namoro. Em meio a isso, conhecemos outros dois casais completamente diferentes dos protagonistas e isso é usado como uma maneira de comparar como as seis pessoas se relacionam entre si.

O casal principal com certeza é de conquistar o público tanto pela comédia quanto pela química e boas atuações de Tatá Werneck Eduardo Sterblitch, porém os casais secundários servem mais no plano da comédia do que realmente do romance. Com destaque para a atuação de Clarice Falcão surpreende pela naturalidade e pela comédia até para quem já conhecia o trabalho da cantora como comediante.

O roteiro é bem escrito, porém cai de qualidade próximo aos últimos episódios com a grande quantidade de reviravoltas e recursos de histeria fora de medida por parte dos personagens como se fosse uma espécie de solução para que a temporada pudesse realmente ter 12 episódios, quando talvez precisasse somente de 10, entretanto, não prejudicou a história como um todo.

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Um ponto ainda a destacar que prejudica o roteiro é a maneira como é tratada a relação do casal principal que conta com surtos desnecessários, principalmente por parte de Rita que chega inclusive a culpar a TPM, atitude que é um retrocesso para uma série que promete tratar de maneira cômica assuntos do cotidiano e de relacionamentos, porém às vezes passa do limite e ao invés de simplesmente fazer uma piada, ridiculariza questões que devia abordar de maneira mais coerente.

A trilha sonora da temporada traz o melhor dos movimentos conhecidos como Nova MPB e Indie Brasileiro encaixando da maneira correta as músicas para cada momento, que embala muito bem a história tanto dos protagonistas quanto dos secundários. O elenco também foi muito bem escolhido e conseguiu de maneira geral construir bons personagens que condizem com a história.

Shippados é uma série com muito potencial para trazer muito mais conteúdo do que trouxe nessa primeira temporada e retrata o mundo contemporâneo com um humor que pode ser considerado por muitos confuso e até ácido, entretanto a série não se aprofunda tanto e por enquanto se atém a garantir gargalhadas do público, trabalho que o elenco, mas principalmente Sterblitch e Werneck, fazem de maneira muito satisfatória.

Nossa nota é:

35

Assista ao trailer:

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