CRÍTICA: Osmosis – 1ª Temporada
26 jun

CRÍTICA: Osmosis – 1ª Temporada

Notícias, Séries

Myrna Ariel

Título: Osmosis
Título Original: Osmosis
Ano de Lançamento: 2019
Duração: 1 Temporada
Criador: Andrey Fouché
Gênero: Ficção científica / Drama
Nacionalidade: França


Sinopse:
Em um futuro não muito distante, Paris se torna a primeira cidade do mundo a colocar em funcionamento um serviço capaz de encontrar o par perfeito para cada pessoa com 100% de compatibilidade. Esse algoritmo parece ser a solução para muitos que sonham em encontrar sua alma gêmea, mas tudo tem seu preço.

A Netflix vem investindo em produções originais voltadas para o gênero de ficção científica, tanto os filmes como as séries fazem um grande sucesso na plataforma, mas existem algumas que acabam sendo esquecidas, como é o caso de Osmosis.

A série apresenta uma realidade onde a tecnologia vem sofrendo grandes avanços e diversas aplicações no cotidiano. Os irmãos Paul e Esther Vanhove são os criadores da Osmosis, uma empresa que está desenvolvendo uma tecnologia capaz de encontrar a alma gêmea de cada pessoa. Esther (Agathe Bonitzer) é a grande mente por trás dos algoritmos e Paul (Hugo Becker) é o CEO da empresa e a prova de que a Osmosis funciona. Os preparativos finais para o lançamento do produto já começaram, os últimos testes serão realizados e os candidatos já se voluntariaram, mas problemas irão surgir junto com pessoas que possuem outros planos para essa tecnologia.

Osmosis é uma série francesa, criada por Andrey Fouché e produzida pela Netflix, que chegou à plataforma em março desse ano dividindo as opiniões dos críticos. O enredo traz uma história que chama a atenção e desenvolve-se cuidadosamente ao decorrer dos episódios, e assim como foi apresentado nos trailers Esther e Paul são os criadores de um produto que permite que as pessoas amem, mas essa tecnologia não vem com a advertência de que o amor pode machucar.

Ao ser divulgado qual era a proposta da série logo ela começou a ser comparada a Black Mirror, o que fez muitas pessoas assistirem aos episódios utilizando outra série como padrão comparativo. As duas podem ser de ficção, mas possuem propósitos um pouco diferentes. Osmosis apresenta uma ligação entre a ciência e o amor, abordando os problemas de cada um – estando juntos ou separados.

Os personagens são muito bem construídos, principalmente os irmãos, que serão a base para todos os acontecimentos. Esther Vanhove é ótima lidando com computadores, códigos e sistemas, mas a compatibilidade que ela tem com a tecnologia acaba faltando quando a questão é a interação com outros humanos. São poucas as pessoas em quem ela confia e a bagunça que é os seus sentimentos fica nítida a cada episódio, o que é uma das características mais marcante, pois é ela a responsável por desenvolver algo capaz de oferecer amor verdadeiro, sendo que não entende muito disso.

Paul Vanhove é a voz a frente da Osmosis. Enquanto Esther passa os dias tranca em sua sala junto com a inteligência artificial, Martin, trabalhando no projeto, Paul é o responsável por disseminar a ideia da Osmosis pelo mundo. Ele e sua namorada, Joséphine, são o protótipo da tecnologia revolucionária e terão que lidar com os problemas que isso pode causar na relação deles.

Além de toda abordagem tecnológica, a série também traz o lado da população que não é a favor desse novo avanço e que está preocupada com a preservação dos valores éticos, pois uma vez ligada a Osmosis não existem mais segredos. Cada usuário da tecnologia terá a sua mente ligada a Martin (I.A.), e então uma boa parte da sua vida começa a ser monitorada.

Osmosis é uma série com pontos altos e baixos, em alguns episódios a história demora um pouco a fluir, mas logo em seguida isso é recompensado com uma reviravolta no enredo. É uma série boa, mas que possui um roteiro que pode ser muito mais explorado. Osmosis está em sua primeira temporada, mas até agora nenhuma informação sobre uma continuação foi dada, a saída de Andrey Fouché da produção foi anunciada antes mesmo da estreia. Espera-se que até o final do ano a Netflix se pronuncie sobre o futuro da série.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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