CRÍTICA: O Escolhido – 1ª Temporada
02 jul

CRÍTICA: O Escolhido – 1ª Temporada

Notícias, Séries

Amanda Barros

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Título: O Escolhido
Título original: O Escolhido
Ano de lançamento: 2019 (Netflix)
Duração: 6 episódios
Criadores: Carolina Munhoz e Raphael Draccon
Gênero: Suspense; Sobrenatural
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Três jovens médicos são enviados a um vilarejo remoto do Pantanal para vacinar seus moradores contra uma nova mutação do vírus da Zika. Quando seus esforços para tratar a população são recusados, o trio se vê subitamente preso em uma comunidade isolada e coberta de segredos. Os residentes são devotos de um líder enigmático que diz ter o poder de curar doenças sem fazer uso da medicina. Isso os levará a confrontar a força da fé sobre a ciência

2019 realmente parece ser o ano das produções brasileiras, o cenário ganha cada vez mais expressão com séries como Sob Pressão (Rede Globo), 3% (Netflix), Shippados (Globoplay), Coisa Mais Linda (Netflix), entre outras. Sendo assim, no dia 28 de junho de 2019 a Netflix ganhou mais uma história para o seu catálogo, a série O Escolhido.

A história se passa no Pantanal, no vilarejo fictício de Aguazul, um lugar que não costuma receber muitos visitantes, pois os moradores não são dos mais hospitaleiros, mesmo assim os três médicos Damião (Pedro Caetano), Enzo (Gutto Szuster) e Lúcia (Paloma Bernardi) resolvem ir ao vilarejo para aplicar a vacina obrigatória do governo contra o vírus da Zica.

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A série apresenta os personagens já inseridos no contexto de suas vidas atuais e vai destrinchando-os ao longo dos 6 episódios, já fica claro logo no começo que a protagonista é Lúcia que ao que parece encanta de cara Mateus (Mariano Mattos Martins), o líder da cidadezinha que se mostra muito gentil, principalmente com a médica.

O enredo explora bem o conceito de fanatismo, sem indicar nenhuma religião especificamente, mas não poupa críticas a isso durante todos os episódios e mostrando até onde vai o ceticismo das pessoas diante de situações extremas, inclusive basicamente todo o conflito da trama gira em torno da fé e da falta dela. Nesse caso, a fé em questão se destina ao chamado Escolhido (Renan Tenca) que traz uma ótima atuação confundindo o espectador e prendendo a atenção.

Mais um ponto positivo da trama é a forma com que ela é conduzida, tendo continuidade entre um episódio e outro deixando sempre um ar de suspense que incita o espectador a continuar envolvido na história e em seus mistérios. Muito disso se deve ao uso do folclore, fauna e flora locais que dão todo ar de brasilidade que a série precisa, desde lendas da região até a animais que vivem na área do Pantanal.

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Nem tudo saiu tão perfeito na série, um dos maiores defeitos são os textos que por vezes parecem não estar tão encaixados e até mesmo são artificiais. Além disso, a falta de explicação de diversos eventos prejudica a narrativa, o mistério é um fator muito importante, mas pode ultrapassar a linha tênue entre mistério e falta de informação.

É compreensível que a primeira temporada seja uma introdução para uma história maior, principalmente pelas séries procurarem produzir o maior número de temporadas possível, entretanto isso pode fazer com que muitos espectadores terminem de assistir com a sensação de não ter assistido muito conteúdo, mas sim uma série de perguntas.

A fotografia é mais um dos pontos favoráveis da produção que tem a ajuda do cenário maravilhoso do pantanal, mas que sabe aproveitar muito bem esses espaços e tem imagens de encher os olhos de qualquer um. A trilha sonora, em sua maioria instrumental, foi bem colocada e traz o clima de suspense necessário para toda a trama nos momentos certos.

O Escolhido não está entre as melhores séries de 2019, mas mostra grande potencial para contar uma história fantástica e macabra, vale a pena ver pelo mistério, porém só fará sentido se realmente houver uma continuação.

Nossa nota é:

3

Assista ao trailer:

 

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