CRÍTICA:  Love, Death & Robots — 1ª Temporada
15 mar

CRÍTICA: Love, Death & Robots — 1ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Título: Love, Death & Robots
Título original: Love, Death & Robots
Data de lançamento: 2019 (Netflix)
Duração: 18 episódios
Direção: Tim Miller, David Fincher
Gênero: Animação
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Uma coleção de contos animados que mistura ficção científica, fantasia e terror. Histórias sobre as aventuras de lobisomens soldados, caçadores de recompensas de cyborg e até mesmo de aranhas alienígenas. Sinopse oficial não divulgada.

Quando se trata de animações, diversas pessoas conseguem especular histórias infantis focadamente para crianças. Porém, há alguns meses a Netflix está criando um portfólio admirável com suas animações destinadas ao público adulto, como (Des)encantado que conseguiu atingir agradar diversos assinantes, mas, por outro lado, Police Paradise e Super Drags que contêm alguns probleminhas.

Mas, seguindo a linha de animações, a Netflix está distribuindo originalmente Love, Death & Robots, um título produzido por Joshua Donen, David Fincher, Jennifer Miller e Tim Miller, onde encontraremos histórias divergentes sobre inúmeros assuntos importantes e, ao mesmo tempo, questionáveis.

O show é uma animação em forma de antologia, ou seja, os episódios não são necessariamente complementares. Em cada um deles assistimos uma história diferente, envolvendo outros cenários, outros personagens e outro enredo, onde os produtores aproveitam para explorar diversos assuntos. Acreditamos que antologias podem ser um novo mecanismo para a cinematografia, já que na literatura anda fazendo bastante sucesso, uma forma de conhecer várias crônicas de modo rápido, legível e agradável.

Explorando questões interessantes de forma rasa, porém intensa, acompanhamos diversas histórias nessa animação que são passadas entre o presente e o futuro, e às vezes vagamente explorando um cenário passado, onde somos introduzidos em enredos envolvendo entidades, enaltecendo o lado obscuro. Por outro lado, também são nos apresentados elementos futurísticos e científicos como robôs, alienígena e entre outros que complementam e enriquecem o título.

Apesar de Love, Death & Robots conter episódios com teor sexual, os produtores foram responsáveis o suficiente para não se limitar somente em histórias envolvendo sexo, um elemento muito presente e às vezes sem influências em séries e/ou animações que seguem o mesmo gênero, esse erro encontramos fortemente em Super Drags, um show que tinha tudo para ser sucesso da plataforma de streaming. Por outro lado, o título aposta em quesitos simples, comum, mas que divergem os enredos um dos outros, conseguindo alcançar um destaque muito admirável.

Um dos destaques da animação é o fato dos produtores trabalharem com a sexualidade de forma clara, porém sem focar somente nela. É admirável perceber que os LGBTQ+ estão conquistando seus espaços, porém é ainda mais incrível saber que eles são introduzidos em histórias como qualquer outra pessoa, assim igualando aos outros. — Mesmo não sendo tratado socialmente iguais. — Outro ponto muito importante de ser ressaltado é como mulheres fortes são introduzidas nos episódios, uma representatividade incrível, onde os produtores utilizam as mesmas para quebrar alguns tabus impregnados na sociedade.

Os episódios são extremamente admiráveis, navegando me episódios 2D e outros 3D, os produtores conseguiram desenvolver uma animação visualmente encantadora; é prazeroso acompanhar os efeitos muito das vezes realistas. Talvez o roteiro dos episódios podem comprometer um pouco dos enredos, mas o trabalho visual acaba sobressaindo.

Love, Death & Robots é uma animação que pode te agradar e decepcionar ao mesmo tempo, ela é repleta de histórias agradáveis, porém todas variando entre 6 a 17 minutos, deixando um gosto de que mais — podendo te decepcionar. — Esse é um título que o público nerd com toda certeza será grato aos produtores, simplesmente por conter diversas referências, porém essas similaridades não são complexas o suficiente para acarretar a experiência de um expectador fora do nicho nerd.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

Comentários