CRÍTICA: Good Girls — 2ª Temporada
03 jun

CRÍTICA: Good Girls — 2ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Série: Good Girls
Título original: Good Girls
Ano de lançamento: 2019 (Netflix)
Duração: 13 episódios
Criadora: Jenna Bans
Gênero: Comédia/Drama
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Beth Bolland (Christina Hendricks), Annie Marks (Mae Whitman) e Ruby Hill (Retta) são três mães de família, duas das quais são irmãs, lidando com problemas financeiros e maternais. Cansadas de estarem sempre perdendo, elas decidem planejar um assalto a um supermercado, e o sucesso do plano faz com que fiquem no meio de uma operação ainda maior e mais perigosa.

Apostando na ideia de envolver mulheres sem antecedências e/ou conhecimento com o crime, Good Girls foi uma série que conquistou os amantes de comédia desde a primeira temporada, mas pode não ser tão funcional durante esta 2a temporada, distribuída originalmente pela Netflix em território brasileiro, o show tem muito que ser discutido.

Após a cruel dúvida de Beth, muitos estavam aguardando o resultado da tensa e complicada situação que a mulher se encontrava; dividida em matar o esposo ou o criminoso com quem estava usando para benefícios criminais. Além dessa resposta, a nova temporada aprofunda em uma investigação podendo colocar a vida de todos em risco.

Good Girls é uma série dirigida por Jenna Bans, porém oficialmente exibida na França pela NBC, introduzindo assuntos importantes e colocando mulheres no poder — nem todas as vezes — o título conseguiu conquistar um público bastante diversos, só que, pode comprometer essa conquista durante a 2a temporada.

A história presente nesta série ganhou as pessoas por mesclar comédia, drama familiar e uma leve investigação de forma funcional, sem nenhum aspecto ultrapassar o outro, sabendo dosar cada detalhe e fortalecendo bastante o enredo. Mas, a 2a temporada pode decepcionar determinados expectadores justamente por não respeitar o equilíbrio, focando bastante em uma investigação de gato e rato, deixando o humor saturado e sem muito funcionalidade.

Provavelmente a 2a temporada de Good Girls consegue ser interessante pelo fato dos coadjuvantes se revelarem quem são, surpreendendo em diversos momentos e de formas divergentes, inclusive Allison Tolman vivendo Mary Pat é uma das mais reveladoras, sendo uma atriz incrivelmente bem gesticulada e prometendo bastante na 3a temporada, já que sua situação fica aberta, deixando um gancho ótimo para trabalhar em um ano com mais cuidado.

A inclusão é um dos quesitos mais admirados dentro da série, a diretora soube representar a diversidade de forma natural, em partes romantizando a aceitação e compreensão familiar. Sandie é um adolescente que levantou diversos questionamentos durante a 1a temporada e quase todos são respondidos durante a sequência, deixando assuntos para ser tratado com mais cuidados na 3a temporada (já confirmada, clique aqui para saber mais). Além dele, a orientação de outros personagens é admirável, demonstrando como a orientação independe do seu trabalho, automaticamente incluindo LGBTQIA+ em setores não visivelmente presentes devido o preconceito.

Christina Hendericks vivendo Beth Boland continua sendo bastante focada, principalmente a sua relação com a família e rede criminal, o que deixa a mulher bastante dividida. A desconstrução social desta protagonista anda sendo realizada desde a primeira temporada e nesta é nítido como ela anda desconfortável com a realidade social, como a perfeição está longe de ser presente em qualquer família, além disso, Ruby Hill e sua filha Sara Paxton também sofrem com isso, mas lidam de forma diferente.

Jenna Bans realizou um trabalho com altos e baixos na direção desta temporada, o foco na investigação comprometeu diversos outros gêneros presentes no enredo, porém ela conseguiu explorar o passado das protagonistas, o que chamou muito a atenção. Em alguns episódios Bans demonstra como Beth, Ruby e Annie eram e quais foram suas relações desde então, o que reforça muito a personalidade das protagonistas.

A produção de Good Girls não conseguiu se destacar como na estreia da série, o roteiro é um pouco cansativo, deixando alguns episódios bastante arrasados. A fotografia é a mesma de antes, a trilha sonora não é muito presente, porém bastante confortável durante os episódios. Mesmo não se destacando na produção, o show trata de assuntos importantes com maestria, automaticamente trazendo um enredo muito necessário.

A 2a temporada de Good Girls contém um ritmo totalmente diferente, outros assuntos são explorados e o humor fortemente presente na 1a temporada é cansativo nesta sequência. Chamando a atenção devido os assuntos tratados, e não pelas protagonistas, a série consegue ter altos e baixos, muitas das vezes trazendo novidades e outras não.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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