CRÍTICA: Gatunas — 1ª Temporada
17 jun

CRÍTICA: Gatunas — 1ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Título: Gatunas
Título original: Trinkets
Ano de lançamento: 2019 (Netflix)
Duração: 10 episódios
Diretoras: Amy Andelson, Emily Meyer, Kirsten Smith
Gênero: Drama/Comédia
Nacionalidade: Estados Unidos

Sinopse: Moe (Kiana Madeira), uma adolescente de 16 anos, é obrigada a frequentar as entediantes reuniões do grupo de apoio “Ladrões de Lojas Anônimos”. Mas tudo muda quando ela conhece Tabitha Foster (Quintessa Swindell) e Elodie Shaw (Brianna Hildebrand): duas meninas que aparentemente podem ter tudo que desejam. A partir daí, as três começam uma amizade improvável.

Visando aumentar as séries de drama adolescente, a Netflix demonstra bastante interesse em lançar os títulos desse gênero dentro do catálogo. Com uma frequência admirável, porém nem sempre agradável, a plataforma de streaming está explorando cada vez mais as dificuldades enfrentadas na adolescência, e esse é o caso de Gatunas, uma série Original Netflix.

Três adolescentes com personalidades totalmente diferentes são unidas em um grupo anônimo, onde diversas outras pessoas com hábito de furtar se encontram para tentar controlar o vício. Mas, durante as reuniões elas acabam desenvolvendo uma união muito forte, principalmente quando os problemas que carregam internalmente são compartilhados.

Gatunas é uma adaptação em série do livro escrito por Kirsten Smith que gira em torno de três adolescentes se unindo para lidar com seus problemas. Essa é uma produção Original Netflix e conta com Brianna Hildebrand, Kiana Madeira e Quintessa Swindell no elenco.

A fase adolescente é complicada para qualquer pessoa, esse é o momento que todos estão se descobrindo e começando a ter responsabilidade sob suas vidas, consequentemente aparecendo diversos problemas que muitos são sabem lidar. Explorando questões importantes e necessárias, a série é mais um drama adolescente que consegue se destacar devido os assuntos trabalhados, infelizmente sendo acarretada por um roteiro fraco e forçado.

As protagonistas Moe (Kiana Madeira), Tabitha Foster (Quintessa Swindell) e Elodie Shaw (Brianna Hildebrand) carregam suas individualidades e conseguem ser fracamente apresentados ao longo dos episódios, principalmente por cada uma trazer um assunto diferente para ser trabalhado sem muita atenção. A homossexualidade é tratado de forma natural, relacionamento abusivo na adolescência é apresentado e problemas familiares não é tão aprofundado, desenvolvendo um combo de empecilhos que giram em torno da vida de algumas pessoas, o que é semelhante em outras histórias do gêneros, mas precisam ser fortemente trabalhados para um impacto funcional.

Dentro de um cenário bastante comum e já visto em outras histórias, o show consegue ser muito eficiente ao demonstrar como mulheres unidas podem ajudar uma as outras, levantando uma mensagem de sororidade muito linda, mas não tão reflexiva. Gatunas é um título para quem está procurando um drama adolescente, onde não existem enigmas e tantos mistérios, automaticamente apresentando algo leve e confortável.

As diretoras realizaram uma série divertida de assistir, porém sem muitas novidades. Como estamos assistindo um clichê contemporâneo, é possível idealizar o final desde os primeiros episódios, o que incomodará quem procura por contextos surpreendentes. Tentando desenvolver um mistério investigativo elas deixaram diversas pontas soltas que provavelmente serão aprofundados em uma futura continuação, na qual precisam tomar cuidado para não ser previsível quanto essa estreia.

Totalmente prejudicado pelo roteiro e as atuações medianas, a produção consegue acertar de forma magnífica na trilha sonora, justamente por aposta em músicas indies. Infelizmente a forma como a história é produzida deixa o expectador muito longe dos sentimentos das protagonistas, inviabilizando a possível empatia que deveríamos sentir, acarretando todo o contexto que poderia ser incrível caso um esforço a mais tivesse surgido.

Gatunas é uma série desenvolvida para um público-alvo; aquele que está disposto reviver cenários iguais, situações semelhantes, porém aprendendo lições e recebendo mensagens quase não tão diferente. Sem muitas novidades a adaptação consegue ser calmamente interessante e receptiva para assistir, mas claro, sem muitas expectativas.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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