CRÍTICA: Dirty John – O Golpe do Amor — 1ª Temporada
14 fev

CRÍTICA: Dirty John – O Golpe do Amor — 1ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Série: Dirty John — O Golpe do Amor
Título original: Dirty John
Ano de lançamento: 2019 (Netflix)
Duração: 8 episódios
Criadores: Jeffrey Reiner
Gênero: Policial/Drama
Nacionalidade: Estados Unidos

Sinopse: Como um romance com o carismático John Meehan (Eric Bana) se transformou em uma rede de segredos, negação, manipulação, e ultimamente, sobrevivência – com terríveis consequências.

Debra Newell é uma mulher que já teve quatro casamentos fracassados, tentando encontrar alguém para suprir sua carência ela decide criar uma conta em um aplicativo de relacionamentos. Frequentemente saindo com caras totalmente fora de suas expectativas, ela encontrava-se vazia por se decepcionar em seus diversos encontros, porém acaba sendo surpreendida com John Meehan.

Ainda na persistência em encontrar alguém pelo aplicativo, Debra acaba conhecendo John, um homem que diz ser médico. No primeiro encontro a mulher acaba se sentindo bastante confortável, sentimento jamais encontrado nas outras vezes, jurando ter encontrado o homem de sua vida, ela acaba desenvolvendo um relacionamento sério com o suposto médico. Porém, a tão fragilizada Debra Newell não sabe o perigo que está correndo.

Dirty John – O Golpe do Amor é uma série distribuída originalmente no Brasil pela Netflix, ela foi indicada ao Globo de Ouro 2019 e é baseada em uma história verdadeira, claro, contendo cenas e personagens dramatizados. O título foi exibido oficialmente pela Bravo, uma pequena emissora estadunidense, e pode ser mais uma série de sucesso da plataforma de streaming.

Mantendo-se em um relacionamento bastante arriscado, a série consegue nos apresentar diversos assuntos extremamente necessários diante da sociedade em que vivemos. Aprofundando na vida de duas pessoas que se conheceram através de perfis virtuais, acompanhamos os perigos enfrentados por Debra Newell, protagonizada por Connie Britton, consequentemente envolvendo toda a sua família e seus bens matérias e financeiros.

Connie Britton é um dos destaque de Dirty John, ela consegue transmitir a personalidade de uma mulher de meia idade vivendo novos amores, onde não abre a visão para os problemas e críticas alheias, tornando uma cega devido os sentimentos. A sua interpretação como Debra é fantástica, inclusive dando bastante originalidade para a série, ela consegue viver uma personagem feliz e apaixonado, mas, ao mesmo tempo, uma mulher amargurada e mais uma vez decepcionada.

Por outro lado, acompanhamos a história de John Mehaan, vivido por Eric Bana. É muito comum encontrarmos homens misteriosos com passado extremamente ocultos e perigosos, com John a receita é a mesma, porém a forma que o diretor Jeffrey Reiner soube trabalhar em suas farsas, é totalmente curioso. Além do suposto médico, a atriz Juno Temple, vivendo a filha do casal acaba sendo outro destaque, demonstrando o outro lado de uma filha ciumenta não tão apresentado em séries.

A história é bastante intensa, seja em momentos de paixões ou decepções. De início John Maheen consegue conquistar até mesmo o expectador com toda a sua manipulação, conhecendo os pontos fracos e fortes de sua companheira. Porém, quando a sua verdade identidade começa a aparecer, a tensidade começa ser negativa, dando poucas opções para Nebra Newell, deixando-a sem caminhos e aguçando cada vez mais a atenção de quem assiste.

Jeffrey Reiner soube desenvolver uma série bastante engajada, a forma que o diretor trabalhou com o timming nos episódios pode ser um dos motivos que deixa a história instigante. Ele conseguiu apresentar a perspectiva de cada personagem de forma suave e ao mesmo tempo tensa, comprometendo toda a ansiedade do expectador para conhecer a verdadeira identidade de John Mehaan e o destino de toda a trama. Para uma primeira temporada Reiner soube utilizar elementos incríveis para abranger Dirty John – O Golpe do Amor.

A produção não contém tantas novidades, mas teve um trabalho excepcional. Connie Britton também está como produtora executiva neste título, porém o roteiro de Alexandra Cunningham é um dos pontos com altos e baixos, onde ela acerta em cheio em determinados momentos, mas em outros acaba não suprindo a expectativa do expectador, podendo comprometer um pouco da história, mas não é um pecado cometido por ela, apenas ponto para ressaltar; já que a série é mantida entre amores e tensões, revelações e farsas.

Dirty John – O Golpe do Amor é uma série com potencial de surpreender e prender os expectadores em cada episódios justamente devido a história instigante e curiosa. Mesmo carregando poucas novidades dentro do gênero, é um título incrível que ao longo da narração vai tornando cada vez mais prometedor.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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