CRÍTICA: Amizade Dolorida — 1ª Temporada
24 abr

CRÍTICA: Amizade Dolorida — 1ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Título: Amizade Dolorida
Título original: Bonding
Data de lançamento: 24 de abril de 2019 (Netflix)
Duração: 7 episódios
Direção: Rightor Doyle
Gênero: Comédia/Drama
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Pete (Brendan Scannell), um jovem homossexual, e Tiff (Zoe Levin), uma dominatrix, eram melhores amigos nos tempos de colégio, mas os dois foram perdendo o contato com o passar do tempo. Anos depois, eles se reencontram inesperadamente na agitada Nova York. Agora, uma amizade de longa data está prestes a se fortalecer.

Aos poucos a Netflix está aumentando o seu catálogo com séries importantes para seus assinantes, muitas delas quebrando tabus sexuais como Big Mouth, Sex Education e entre outros lançamentos de sucesso. Portante, fora lançado a série Amizade Dolorida que explora a realidade dentro das práticas de BDSM.

Tiff tem uma vida dupla e precisa de ajuda para sustentar o seu trabalho noturno como dominatrix, porém sua única opção é recrutar seu antigo amigo de escola chamado Pete que recentemente assumiu ser homossexual. Entrando em situações completamente novas, picantes e muitas das vezes engraçadas, Pete vive novas aventuras em um mundo totalmente diferente do seu.

Amizade Dolorida é uma série de sete episódios que foi originalmente distribuída pela Netflix, ela é escrita e dirigida por Rightor Doyle e pode ser mais um título de sucesso presente dentro da plataforma de streaming, principalmente devido os assuntos tratados. Nela acompanhamos a atuação de Zoe Levin, Brendan Scannell e entre outros.

A abordagem de assuntos sexuais são considerados importantes para diversas pessoas se sentirem representadas ou adquirir conhecimento de uma realidade distante da sua. Em Amizade Dolorida os expectadores acompanharão uma história recheada de BDSM — Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo — e, além disso, um humor leve, dramas da vida e complicações comprometedoras de Tiff e Pete.

Tentando eliminar a visão marginalizada da sociedade com quem trabalha em profissões como dominatrix, prostituição — não é o caso de dominatrix — e entre outros, o diretor soube elevar o assunto ao explorar a vida de Tiff e Pete durante o dia, assim ele demonstrou como eles têm suas dificuldades sociais, financeiras e, acima de tudo, empenho em suas profissões e estudo, ceifando o esteriótipo de pessoa sem conhecimento e subindo a relevância da série.

Zoe Levin vivendo Tiff é muito interessante durante a história, pois vamos conhecendo a personalidade da protagonista aos poucos, sabendo os seus limites e o motivo deles, além disso, a atriz soube expressar — com altos e baixos — a personagem. Por outro lado, Brendan Scannell como Pete também acaba elevando uma representatividade dentro de Amizade Dolorida, dando as mãos para sua companheira de trabalho e juntos passando uma mensagem incrível de autoconhecimento, de se permitir e amizade.

Ficar encarregado de dirigir, escrever e produzir uma série sozinho é um compromisso bastante severo e comprometedor, e em partes Rightor Doyle conseguiu assumir essa responsabilidade sabendo dosar aos poucos o enredo de Amizade Dolorida. Como diretor ele soube aproveitar o aparente baixo investimento para apostar no ritmo dos episódios e desenvolver uma história interessante com diversos elementos curiosos e reais, já que muitas cenas presentes na série são baseadas em suas experiências.

A série contém uma produção que demonstra ter um investimento baixo, justamente diante das formas que utilizaram para desenvolver alguns cenários. Porém, o roteiro também escrito por Rightor Doyle consegue ressaltar diversas cenas — nem todas —, mesmo que elas sejam equilibradas entre humor, drama e algumas picantes.

Amizade Dolorida é uma série bastante importante para o público destinado, principalmente pelo fato de quebrar diversos tabus fortemente impregnados dentro de relações sexuais e/ou mercado pornográfico, onde muitos acreditam que os fetiches são limitados de acordo com um padrão estabelecido socialmente. Esse é um título que já venceu o prêmio de Melhor Série Episódico no Festival de Cinema LGBT Outfest e foi merecido, pois os curtos episódios são hipnotizantes e interessantes.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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