RESENHA: Mortina
06 jun

RESENHA: Mortina

Notícias, Resenhas

Amanda Barros

Título: Mortina
Autora: Barbara Cantini
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: História em quadrinhos
Número de páginas: 56
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Sinopse: Mortina é uma menina diferente de todas as outras: ela é uma menina-zumbi. Passa os dias no Palacete Decrépito com sua tia Fafá Lecida e seu inseparável amigo, o galgo albino Tristão.
O maior sonho de Mortina é ter amigos de sua idade para brincar, mas sua tia nunca deixa que ela saia de casa, porque tem medo da reação dos humanos ao conhecerem a pequena zumbi.
Para sua alegria, um dia a oportunidade perfeita aparece: o Dia das Bruxas, quando todas as crianças saem às ruas com as fantasias mais horripilantes. Mortina nem vai precisar trocar de roupa para encarar a maior aventura de sua vida.

Uma história em quadrinhos voltada para o público infantil, mas com o tema um pouco… Macabro? Esse é o cenário em que se encontra a HQ Mortina, escrita e ilustrada pela italiana Barbara Cantini.

Mortina conta a história de uma garotinha com esse mesmo nome, mas ela é diferente das outras crianças, ela é uma menina zumbi, porém, por causa disso ela nunca pode brincar com outras da mesma idade, pois sua tia teme que elas possam ser descobertas.

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“Ah, e seus olhos eram redondos como uma bola. E contornados por duas olheiras arroxeadas. E qual é o problema? Roxo é uma cor linda e, ainda por cima, está super na moda” (página 6)

A HQ é de autoria de Barbara Cantini, junto com as ilustrações também feitas pela autora. A história foi lançada esse ano (2019) pela editora Companhia das Letrinhas, um selo editorial dedicado ao público infantil da Companhia das Letras.

O enredo conta a história de Mortina que por mais que seja uma garotinha zumbi, tudo o que ela mais deseja é poder conhecer um pouco mais do mundo, no vilarejo de Logo Ali e brincar com outras crianças, mas o grande problema é suas condições de vida, fisionomia e qualquer outra diferença — exótica — que seja impossível de ser escondida.

Porém, Mortina vê essa possibilidade surgir quando ouve falar da festa de Halloween, uma celebração onde todos se fantasiam de monstros para pedir doces ou travessuras nas casas de seus vizinhos, e é aí que a pequena aventura dessa mini zumbi começa.

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“Tia Fafá Lecida soltou um uivo e desmaiou. Quando voltou a si, ficou furiosa e disse à sobrinha que ninguém nunca acharia que ela era uma menina normal. E mais uma vez a proibiu de sair” (página 17)

O livro tem uma linguagem de fácil compreensão e isso é válido devido ao público-alvo ser o infantil. Além disso, a escrita de Barbara é muito clara e por vezes até objetiva demais, mas nada que prejudique a experiência de conhecer a história. A obra não é tão engraçado quanto promete ser na capa, mas não deixa a desejar em questão de conteúdo.

Companhia das Letrinhas é um dos selos da Companhia das Letras que mais traz edições memoráveis, e dessa vez não foi diferente. A edição de Mortina é em capa dura e tem um acabamento incrível, além de uma impressão com cores que não perdem a qualidade no miolo da HQ. O grande destaque vai para as ilustrações de Barbara Cantini que traz todo o clima que a história precisa ter.

Mortina pode parecer uma história muito simples à primeira vista, principalmente se lida por adultos, mas se bem observada, ela tem certa profundidade que normalmente as crianças ensinam ao mais velhos, a lição de que talvez o que te torne diferente seja o que você tem de melhor.

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