Título: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se
Autor(a): Mark Manson
Gênero: Autoajuda
Páginas: 224
Editora: Intrínseca
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Sinopse: O que acontece conosco quando nos damos conta de que não poderemos resolver todos os problemas da vida? Como será nossa reação ao aceitar que “o verdadeiro segredo não é fazer uma limonada com os limões que a vida nos dá, mas conviver numa boa com a úlcera no estômago que vem em seguida.”? Como lidar com nossas limitações e entender que o mundo não é uma competição de velocidade? Para isso, Mark Manson nos propõe “A Sutil Arte de Ligar o F*da-se”. O livro trará um passo-a-passo que expõe o porquê devemos nos importar apenas com o que REALMENTE importa e deixar pra lá trivialidades.
Desde que tenho este livro, eu já o li umas três vezes e pretendo reler novamente em breve. Mas afinal, do que se trata “A Sutil Arte de Ligar o F*da-se”? É autoajuda? É uma obra de humor ácido? Não, nada disso caro leitor. Este livro está mais para um soco no baço e vou te explicar o porquê.
Mark Manson escreveu este livro baseado em algumas premissas nada convencionais, dentre elas estão:
1 – Você não é especial
2 – Você está errado em tudo (eu também)
3 – Fracassar é seguir em frente
4 - … E aí você morre
A partir disso, você já consegue vislumbrar um pouco do que virá. O autor nos leva a algumas reflexões incômodas, como a ideia de que não somos tão especiais como imaginávamos (e gostaríamos) de ser. Também somos levados a refletir sobre a morte. Dessa forma, Mark nos traz o insight de que sim, logo estaremos mortos e de nada adiantará muitas guerras que travamos diariamente. Esse é um outro ponto super importante do livro: para não desperdiçarmos nossas energias em coisas desimportantes, já que o fim da linha é logo ali.
“A cultura de consumo e do exibicionismo que vivemos nos entregam vidas incríveis nas redes e faz com que nós enxerguemos sentimentos negativos como a ansiedade, medo e culpa como um problema. A gente abre o Instagram e vê todo mundo ali “chafurdando em felicidade” enquanto a gente tá aqui, fazendo a mesma coisa, repetindo um trabalho chato — ou então apenas não fazendo essas coisas legais — e é quando a gente pensa que a nossa vida é pior do que a gente imaginava porque “somos bombardeados com essas imagens de gente absurdamente feliz com uma vida maravilhosa da porra” e é impossível não sentir que há algo coisa errada com a nossa vida.” - Página 15
Este trecho exemplifica bem o que tem acontecido com nossas vidas desde o uso intensivo da internet e do crescimento das redes sociais. Nosso dia-a-dia é comum (ao menos a vida da maioria de nós). Não somos grandes estrelas da música nem ganhamos milhares de reais com a Bolsa de Valores. Assim, entrar na internei e ver notícias como as citadas acima, nos faz sentir pequenos e sem importância. Mas isso é uma grande besteira, afinal, nem todo mundo pode ser famoso. Ou milionário.
“A ideia não é fugir das merdas que acontecem, é descobrir com qual merda a gente vai querer lidar.” - Página 25
Essa talvez seja uma das frases mais importantes do livro. Confesso que quando me deparei com o título da obra, eu imaginei que o autor iria me ensinar a como ligar o f*da-se pra tudo, mas Mark nos propõe justamente o contrário: ele nos pega pela mão e com uma linguagem franca e direta explica que devemos SIM nos importar com algumas coisas. Entretanto, para as coisas desimportantes ou supérfluas devemos ligar o f*da-se. Segundo ele, só assim conseguiremos atingir nossos objetivos e sermos felizes. (Mesmo que a felicidade não dure para sempre, haha)
“Ficamos mal por estarmos mal; nos culpamos por nos culparmos. Ficamos irritados com nossa irritação; ansiosos com nossa ansiedade. Qual é o meu problema? Daí a importância de lugar o foda-se. É isso que vai nos salvar, nos fazendo aceitar que o mundo é uma doideira e que tudo bem, porque sempre foi assim e sempre será.“- Página 16
O trecho citado acima explica bem um dos pilares do livro, já que segundo Mark, queremos estar bem o tempo todo isso por si só trará frustrações, afinal, é impossível. Um outro ponto importante e que particularmente considero uma das sacadas geniais do livro, é o fato de Mark nos orientar sobre a morte. Nós não queremos pensar em morrer, mesmo sabendo que esse é o nosso destino. Vivemos nossas vidas sem pensar que um dia (ou ainda hoje) chegaremos ao fim da linha.
“Quer saber? Não se encontre. Nunca conheça quem você é. Porque é isso que faz você se empenhar e viver em estado de constante descoberta. Essa postura vai força-lo a ser humilde nos julgamentos e na aceitação das diferenças” - Página 149
É com este trecho que termino a resenha de “A sutil Arte de Ligar o F*da-se”. Espero que você tenha gostado e se você ainda não leu, recomento muito este livro. Acredito que principalmente agora, nesse período de isolamento e dificuldades, escolher nossas batalhas e ligar o f*da-se para bobagens será primordial para a nossa sobrevivência. Abraços!
Por Beatriz Ferreira