Título: Santa Adrenalina
Autor(a): Cláudia Lemes
Páginas: 126
Editora: Lendari
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Sinopse: Um bom thriller precisa de envolvimento do leitor. Precisa de surpresas, viradas na história, personagens com quem eles podem se identificar, torcer, e admirar. Bons thrillers mantêm a tensão entre uma cena de ação e outra, jogam obstáculos cada vez maiores no caminho do protagonista, apresentam conflitos internos angustiantes. Podem ter cenas de sexo eletrizantes e momentos de puro horror. Antecipação a cada passo que o protagonista dá, lentamente, em direção àquela porta fechada, com a mão suada esticada enquanto ele ouve seus próprios batimentos cardíacos. Um bom thriller faz o seu leitor exclamar palavrões, dormir de luz acesa, e roer as unhas. Seu thriller precisa ter uma estrutura forte, personagens interessantes, um subplot criativo, descrições vívidas, tensão crescente, viradas bruscas, um clímax de tirar o fôlego e um final inesperado e satisfatório para o leitor.
Todo leitor busca aquele livro que te envolva do início ao fim, cheio de surpresas e reviravoltas, com aqueles protagonistas que torcemos e os antagonistas que amamos odiar. Todo escritor se esforça para escrever um livro assim. “Santa Adrenalina” de Cláudia Lemes é um guia prático para ajudar os autores a escreverem bons thrillers.
“Seu thriller precisa ter uma estrutura forte, personagens interessantes, um subplot criativo, descrições vívidas, tensão crescente, viradas brucas, um clímax de tirar o fôlego e um final inesperado e satisfatório para o leitor.” – Página 13
E quando falamos em thriller, não pense apenas em suspense. Um thriller pode ser do drama à fantasia, do romance ao sci-fi. Cláudia utilizou toda a sua experiência em anos de estudos, cursos, pesquisas e sua própria experiência como autora para criar essa obra-prima.
“Se a protagonista não sente medo, por que o leitor deveria? (…) Pessoas sentem coisas (até psicopatas sentem coisas, embora sintam menos medo). É seu trabalho brincar com o que sentem, e contaminar o leitor” – Página 73
Um livro necessário não só para autores, mas blogs e leitores devem se aventurar nessas páginas. Uma linguagem clara e objetiva, com exemplos e histórias que nos dão a impressão que estamos com a autora em um bate-papo descontraído.
“Thrillers precisam gerar medo no leitor. E a maior parte dos thrillers pede um pouco de horror, seja sobrenatural ou humano.” – Página 87
Aprendemos desde a estrutura da trama, a como construir personagens, organizar capítulos e cenas, cliffhangers, plot twists, descrições acertivas, como criar conflitos, cenas de lutas e armas, um bom clímax, além de uma série de dicas e truques para destravar bloqueios. Como aprendi lendo esse livro. Que trabalho impecável! Super recomendo!
Por Rodrigo Fonseca