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Crítica Dark | Desencaixados

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Título: Dark

Título Original: Dark

Ano de lançamento: 2017

Duração: 26 episódios

Criadores: Baran bo Odar, Jantje Friese

Gênero: Ficção Científica/ Drama/ Suspense

Nacionalidade: Alemanha

Sinopse: “O apocalipse está acontecendo em Winden. Após descobrir que Martha (Lisa Vicari) pertence a uma realidade paralela, Jonas (Louis Hoffmann) precisa entender como essa versão da pequena cidade alemã pode interferir em seu próprio destino. Já os que continuam na realidade até então conhecida buscam uma forma de quebrar o ciclo, que agora modifica não apenas o tempo, mas também o espaço. São dois mundos complementares, divididos entre a luz e a escuridão.”

Dark é uma série que, por muitos, é considerada confusa. Isso acontece, pois todos os personagens têm suas trajetórias extremamente bem explicadas ao longo das temporadas. Ficou famosa por dar um nó na cabeça dos espectadores, e a maioria das explicações dos acontecimentos ser um complexo paradoxo.Isso não mudou durante a terceira temporada. Apesar de algumas linhas do tempo serem esclarecidas, a simples existência de alguns personagens permanece como uma interrogação, mesmo com o fim da série.

A princípio, nos primeiros episódios, tudo acontece rapidamente, então é necessário relembrar alguns acontecimentos das temporadas anteriores para uma melhor compreensão. O site oficial da série conta com uma árvore genealógica, em que é possível rever alguns acontecimentos, sendo bastante útil para o entendimento da nova leva de episódios.

De todas as temporadas, essa última é a que requer mais atenção. Qualquer detalhe perdido faz uma grande diferença, pode ser que essa não tenha sido a melhor escolha de enredo, já que em uma series finale os fãs esperam algo com explicações mais explícitas para um encerramento mais tranquilo. Por isso também essa seja uma das menos atrativas das três temporadas, e ainda sim, uma das mais intrigantes.

Um dos novos mistérios apresentados nessa nova temporada, além da revelação da existência de uma realidade paralela no ultimo episódio da segunda temporada, é a presença do Desconhecido. Ele é chamado assim, pois sua origem não é revelada até a metade da série, apesar de se mostrar ser uma peça importante para o acontecimento do apocalipse. Esse personagem é a principal peça para um entendimento mais claro, e sua aparição sem explicação nos primeiros episódios, ainda que seja algo clássico de Dark, traz mais perguntas que respostas, o que não é reparado até o último episódio.

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No entanto a criatividade para a criação da nova realidade paralela deve ser muito elogiada. O novo mundo, que somente apresenta algumas diferenças quanto aos personagens, tem o ambiente transformado. (Spoiler Alert) As decisões podem ser parecidas mas as consequências são opostas. A principal diferença é no mundo pós-apocalíptico que, enquanto na realidade “original” é um mundo chuvoso, que neva e faz muito frio, no segundo mundo é um deserto gigante.

Pode-se dizer que a última temporada da série também pode ser considerada a mais cansativa e menos estimulante de assistir. Basicamente quem assiste é carregado pelo simples fato de querer conhecer o destino dos personagens e o esclarecimento de dúvidas anteriores. Claro que alguns episódios têm revelações interessantes, mas nem todos são assim. Não é uma temporada que você não consegue parar de assistir, essa você consegue parar, com uma boa pausa reflexiva, para absorver os acontecimentos.

Por fim, o final dessa série enigmática pode dividir opiniões, mas diria que é uma surpresa emocionante. Não é algo esperado ou desejado, mas com algum conhecimento de paradoxos, realidades paralelas e viagem no tempo, o que abrange vários fãs de Dark, é um final deduzível. Apesar disso, a série induz certa curiosidade e vontade de questionamento, por isso vale muito a pena assistir.

Por Safira Andrade

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