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Série • Control Z  | Desencaixados

Sempre pense duas vezes antes de se comunicar pela internet, pois como em Control Z, sua privacidade por estar em jogo. A nova série mexicana da Netflix narra a história de diversos adolescentes vivendo momentos tentos em El Colegio Nacional, pois existe um hacker que está brincando com os segredos de todos, fazendo diversas chantagens e expondo suas intimidades, caso as coisas saem de controle.

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Por outro lado, existe Sofia, uma garota conhecida como louca por todos os alunos. Observadora como a mesma diz, ela começa analisar toda a situação para saber quem realmente é o responsável por toda essa invasão de privacidade. Porém, ela acaba passando por momentos duvidosos ao lado de Javier, o novo aluno do colégio.

Control Z, dirigido por Carlos Quintanilla, Adriana Pelusi e Miguel García Moreno, é a nova série de suspense mesclada com drama adolescente Original Netflix. Com cenas de tirar o fôlego, acompanhamos Ana Valeria Becerril, Zión Moreno, Michael Ronda e entre outros atores nessa produção.

Primeiro de tudo é necessário ressaltar que dentro dessa série existem vários momentos bastante humilhantes, consequentemente sendo gatilho para pessoas que passaram por situações semelhantes. Então, desde já reforçamos que existem exposição transfóbica, fortes momentos de bullying e automutilações. E é através das questões levantadas nesses quesitos que o enredo torna-se gradativamente mais tenso, possivelmente conquistando o expectador após o primeiro episódio.

Uma das grandes questões de Control Z é saber a verdadeira identidade do/da hacker, apesar de todo o contexto bastante problemático, ele é um dos melhores personagens de toda a trama. Sempre fazendo um jogo de gato e rato com os alunos, expondo os problemas que condiz com nossa realidade e entre outros fatores. Porém, o que mais chama a atenção, é que além de hacker, o/a criminoso(a) também é stalker e isso não é ressaltado nas cenas, o que seria de extrema importância, já que muitos não sabem exatamente o significado de um “stalker”.

Drama adolescente está sendo uma grande aposta entre diversos diretores, apesar desse detalhe está ficando muito limitado com as diversas opções de histórias já produzidas, a direção de Control Z conseguiu se destacar ao apresentar adolescentes burgueses passando por momentos pesados. Durante os episódios é possível lembrar vagamente de Elite, Sex Education, Euphoria, Gossip Girl e entre outras produções do gênero.

As personalidades construídas e apostadas na trama são incríveis, os personagens não fogem do nosso atual contexto social, apresentando pessoas corruptas, agressivas, intolerantes, gananciosas e entre outras. Mas quem se destaca é Ana Valeria Becerril vivendo a protagonista Sofia, por outro lado, Michael Ronda (Soy Luna) também desenvolve um excelente trabalho com Javier, todos de certa forma são ótimos. Só que, Luis Curiel que viveu Luis, é o responsável por nos comover desde o primeiro episódio até o último, arrancando muitas lágrimas dos mais sensíveis.

Toda a ideia de Control Z é muito interessante e inteligente, porém a direção ainda precisa melhorar em determinadas questões na hora da produção, principalmente em cenas que está lotada de alunos e em outros momentos poucos figurantes e os personagens principais, é um pouco estranho esses momentos e isso é muito nítido no episódio final. Apesar dessas pequenas falhas, é preciso parabenizar a cotação de elenco, pois escolheram uma mulher trans (Zión Moreno) para realmente viver uma transgênero dentro da série, isso é de muita importância para as causa LGBTQIA+

Por se tratar de uma investigação, a série acaba sendo muito dinâmica, nos colocando ao lado de Sofia e seus companheiros na missão de desvendar a verdadeira identidade do/da hacker. E o mais incrível de todo esse elemento, é que a própria produção também faz um jogo de gato e rato conosco, tornando a história ainda mais interativa e instigante.

Com diversos outros dramas adolescentes, Control Z consegue se destacar por explorar um contexto completamente diferente de todos os outros títulos popularmente conhecidos. A série pede uma 2a temporada, devido algumas pontas soltas e principalmente para nos explicar o final completamente surpreendente


Por Victor Tadeu

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