CRÍTICA – Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal
05 ago

CRÍTICA – Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

Filmes, Notícias

Amanda Barros

Título: Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal
Título original: Extremely Wicked, Shocking Evil and Vile
Data de lançamento: 25 de julho de 2019 (Brasil)
Duração: 1h 58min
Direção: Joe Berlinger
Gênero: Biografia; Drama
Nacionalidade: Estados Unidos

Sinopse: Cinebiografia de Ted Bundy (Zac Efron), serial killer que matou, pelo menos, 30 mulheres em sete estados norte-americanos durante a década de 1970. O foco principal é a relação disfuncional entre o assassino e sua namorada, Liz Kendall (Lily Collins), que durou sete anos.

Ted Bundy foi um Serial Killer dos mais conhecidos da história dos Estados Unidos, e muitos filmes e documentários já foram feitos contando um pouco sobre a história do assassino tão cruel que tem mais de 30 mortes de mulheres confirmadas, entretanto, o longe-metragem de Joe Berlinger buscou uma nova abordagem para a história do monstro.

O assassino não é uma figura completamente desconhecida pelo público, filmes como The Riverman Ted Bundy já trouxeram a história dele, porém não exatamente dele, mas sim dos crimes em si e como é de se esperar as produções sobre o serial killer são do gênero terror focando apenas nos assassinatos e pouco nas pessoas que estavam ao redor dele.

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O filme traz logo de cara o primeiro e o último encontro entre Ted Bundy (Zac Efron) e Liz Kendall (Lily Collins) a fim de demonstrar a diferença entre esses dois momentos, o que mostra também como o longa será abordado a partir de então, sem ordem cronológica e dando grandes saltos no tempo para poder contar a história do famoso assassino.

O desenvolvimento de Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal deixou a desejar no quesito edição e montagem justamente por narrar a história dessa maneira, pois quando se utiliza muito do recurso de salto no tempo e grandes recortes se torna de difícil compreensão para quem não conhece previamente a história de Bundy, entretanto ainda é possível acompanhar o enredo com certo atropelo.

Mesmo assim, o longa se sustenta muito bem devido às grandes atuações no filme, mas com destaque total para Zac Efron (High School Musical) e Lily Collins (Simplesmente Acontece), dois talentos que já foram considerados apenas “rostos bonitos” mostraram ao que vieram e deram um grande show de interpretação e química, uma parceria que com certeza deveria ser repetida em outras produções de diferentes gêneros.

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Collins interpreta toda a dor de Liz que reluta em acreditar que o homem de sua vida possa ter cometido tantas atrocidades, a atriz traz exatamente o que o roteiro precisa, ainda que sejam em momentos confusos, mas jamais por culpa dela. Efron, por sua vez não fica para trás e entrega uma atuação sensacional que mescla muito magnetismo e charme com um pouco de maldade, nos momentos em que lhe é requisitado, é válido destacar também que aos créditos do filme onde aparecem imagens reais de Bundy fica mais do que provado que Zac estudou muito bem seu personagem.

Há quem afirme que o título glorifica o assassino, porém não é o objetivo da história, inclusive as mulheres que se apaixonam pelo serial killer, não são naturalizadas no roteiro, mas sim tratadas como um fenômeno psiquiátrico, mesmo que explicado em poucas palavras. A grande questão do longa é a busca em humanizar todos os personagens, pois a história é contada pela perspectiva de Liz, ainda que o roteiro tenha deixado-a de lado mais ou menos no meio do filme.

Entretanto, a humanização citada aqui não é a declaração de inocência do assassino, muito pelo contrário, é a relação que ele manteve com as pessoas, não só a irresistível face do mal, mas também o homem que ele tentava se mostrar, amoroso e atencioso. A história mostra a confusão que Bundy provocava nas pessoas e em momento nenhum tenta explorar a violência, nem justificar dando os motivos ou a origem do assassino que nem mesmo psiquiatras conseguiram identificar, mas mostra os efeitos reais dele em quem o rodeava e até amava.

Nossa nota é:

35

Assista ao trailer: 

 

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