CRÍTICA — The Silence
10 abr

CRÍTICA — The Silence

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: The Silence
Título original: The Silence
Data de lançamento: 10 de abril de 2019 (Netflix)
Duração: 1h e 30min
Direção: John Leonetti
Gênero: Suspense
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma família luta para sobreviver em um cenário completamente devastado por algum tipo de espécie desconhecida. Aprendendo a caçar para comer, eles contam apenas uns com os outros em um planeta onde agora quase ninguém é confiável. Enquanto a iminência de um desconhecido ataque final assola seus pensamentos, só lhes resta tentar entender as circunstâncias.

Tudo estava tranquilamente normal até alguns cientistas liberarem criaturas mortais dentro de uma caverna, infelizmente comprometendo todo o mundo. Em questão de horas os jornais televisivos começam noticiar a situação; qualquer barulho era motivo de criaturas desconhecidas te atacar até a morte.

Ally, uma garota surda, e sua família estavam dispostos correrem da cidade e irem para algum ambiente tranquilo, porém nem todo o plano ocorre tão fácil quando imaginavam.

The Silence é um filme dirigido por John Leonetti (Annabelle) e distribuído originalmente pela Netflix, ele foi baseado em um livro do mesmo nome. Stanley Tucci, Kiernan Shipka e Miranda Otto estão no elenco e na adaptação acompanhamos uma família tentando sobreviver o caos que o mundo se encontra.

Após todo o sucesso de Bird Box, a Netflix demonstra investir pesadamente em histórias que relatam apocalipse e baseado em livros, uma forma de aumentar o seu portfólio e agradar os assinantes. Só que, The Silence pode não ser tão agradável quanto muitos esperam, principalmente por falhar em diversos aspectos e conter artistas de peso.

A contradição presente em no filme é vista desde o início até o final, colocando o expectador a questionar sobre a surdez de Ally; em momentos ela conversa normalmente, em outros através de sinais. Por outro lado, também é terrível acompanhar as cenas onde os personagens sussurram próximos das criaturas com uma sensibilidade forte na audição, o que não amedrontar o expetador.

Mesmo sendo uma produção com um investimento aparentemente baixo, era possível um desenvolvimento mais agradável em The Silence. Todos os elementos apresentados não são explorados e isso é bastante reforçado beirando os últimos minutos, momento esse que acontece a reviravolta — o que levemente pode ser um ponto positivo do longa.

É deprimente acompanhar Kiernan Shipka vivendo Ally nesse longa-metragem, a atriz é tão relevante e bem desenvolvida em outros títulos, que durante as cenas de The Silence é nítido percebermos como o roteiro foi prejudicial em seu papel. E mesmo ela sendo uma adolescente surda, isso traz uma inteligência surpreendente para dentro do enredo, porém os produtores não souberam trabalhar de forma eficiente para erguer a funcionalidade do filme.

Nem de longe The Silence é considerado uma história que causa medo, a forma como o diretor explorou toda a situação é bastante rasa, dando a oportunidade de elevar outros aspectos que não viabilizaram o longa. Infelizmente isso é motivo do expectador ter uma visão do que ocorrerá no final, consequentemente fazendo a trama ser previsível e desgastando o suspense fraco e sem aplicação.

Algumas pessoas estão afirmando que o filme é uma cópia barata de Um Lugar Silencioso, porém é necessário uma comparação extremamente simples e rápida para comprovar o contrário. The Silence é baseado em um livro escrito por Tim Lebbon e publicado em 2015, portanto, não sabemos exatamente quando foi escrito Um Lugar Silencioso, o que elimina essa possibilidade, e caso ocorra alguma cópia a situação possivelmente seria ao contrário.

The Silence é uma adaptação angustiante, além disso, acompanhar atores incríveis se perdendo durante a interpretação dos seus personagens é de cortar o coração. Este longa tinha tudo para ser incrível caso fosse melhor explorado e produzido, mas falha em diversas áreas de forma trágica. E mesmo que seja contraditório, na pior das hipóteses ocorre o risco do expectador não querer abandonar até o final.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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