CRÍTICA — O Rei Leão
18 jul

CRÍTICA — O Rei Leão

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: O Rei Leão
Título original: The Lion King
Data de lançamento: 18 de julho de 2019
Duração: 1h 58min
Direção: Jon Favreau
Gênero: Animação/Aventura
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar (Chiwetel Ejiofor) faz com que Mufasa (James Earl Jones), o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra amigos que o ensinam a mais uma vez ter prazer pela vida.

 

É bastante notável como diversas histórias estão sendo reutilizadas dentro do mercado cinematográfico, vários diretores estão aderindo as novas tecnologias para apresentar a mesma narrativa aos antigos e novos fãs. Com isso, um dos mais aguardados live-action acaba de ser lançado, mas as apostas frequentemente pregadas pelo público precisam ser limitadas diante de toda produção já conferida por nós.

Simba é um jovem leão que futuramente será o rei da selva, porém todo seu futuro acaba tomando rumos indesejáveis quando seu tio, Scar, desenvolve um plano tendencioso para matar Mufasa, o atual rei. Traumatizado pela culpa que carrega em relação a morte do pai, Simba foge do reino e começa trilhar uma nova vida.

O Rei Leão é uma animação lançada pela Disney em 1994, mas que acabou de ganhar uma adaptação dirigida por Jon Favreau. O título está sendo bastante aguardado pelos expectadores, automaticamente deixando as expectativas nas alturas, mas precisamos conversar sobre o desenvolvimento do longa-metragem, que pode não atender as especulações do público.

Visando desenvolver um live-action bastante fiel ao desenho, O Rei Leão consegue atingir o ápice da fidelidade, mas não se destaca por evitar explorar outras questões dentro do enredo, principalmente cenas otimizadas em relação a animação. A tentativa de refazer as mesmas cenas, às vezes com as mesas falas, acaba ofuscando na total funcionalidade atrativa deste título.

A dupla Timão e Pumba consegue ser muito destacada durante o live-action, inclusive roubando diversas cenas e, em partes, apagando totalmente o protagonista. A forma cômica dos personagens são essencialmente explorados neste título, provavelmente sendo um dos únicos animais realmente chamativos dentro de O Rei Leão. Em determinadas cenas o diretor Jon Favreau utilizou o suricato e o javali para levantar mensagens importante de forma bastante humorada e sarcástica.

As características maléficas e muito caricatas de Mufasa infelizmente não são presentes, isso acarreta muito toda a personalidade do antagonista conhecido pela animação, em momentos acaba sendo muito decepcionante. Por outro lado, o elenco de dublagem consegue ter altos e baixos, como a péssima recepção vocal de Simba adulto (Ícaro Silva) e a mediana conexão de Nala também já adulta (Iza), até mesmo no elenco de voz Timão e Pumba tornam se destacarem.

Jon Favreau realizou um trabalho muito aconchegante com essa adaptação, mas não trouxe novidades para o cenário tão diverso e hipnotizante de O Rei Leão. É totalmente válido ressaltar que as apostas em ângulos de câmera traz diferenças significantes para as cenas; sabendo encantar visualmente e não surpreendentemente.

Todo trabalho de produção contém seus momentos de muito destaque, os detalhes minimizadamente pensados caracterizaram bastante os personagens diante da realidade do live-action, inclusive os produtores tiveram uma atenção redobrada ao expressar as condições presentes nas cenas, apostando em efeitos encantadores. A trilha sonora era um dos elementos mais questionados, mas consegue passar marcante tão quanto na animação, só que, o elenco de voz atrapalha muito as falas e algumas músicas — falas também — soam de forma mecânica e não visualizamos o movimento, e fala, realmente sendo feita pelo animal, isso perde muito o encanto desta fantasia.

O Rei Leão é uma live-action que muito prometeu e não conseguiu cumprir as promessas, consequentemente sendo um título bastante mediano, só que, interessante de assistir. Com toda certeza esta é uma produção que reunirá adultos e crianças, mas cada um apresentará experiências divergente pelo simples fato de alguns conhecerem o clássico e outros não.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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