CRÍTICA — Estrada Sem Lei
29 mar

CRÍTICA — Estrada Sem Lei

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: Estrada Sem Lei
Título original: The Highwaymen
Data de lançamento: 29 de março de 2019 (Netflix)
Duração: 2h 11min
Direção: John Lee Hancock
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Frank Hamer (Kevin Costner) e Maney Gault (Woody Harrelson) são dois policiais aposentados quando Bonnie e Clyde começam sua onda de assaltos e assassinatos. Porém, quando o FBI se mostra incapaz de capturar os bandidos, eles são recrutados como investigadores especiais para resolver o caso.

A Netflix está cada vez aumentando o seu portfólio de longa-metragens inspirados em histórias verdadeiras, recentemente esses títulos estão fazendo muito sucesso, principalmente diante da mensagem que eles passam ao expectador. Porém, um novo filme inspirado em um caso verdadeiro chega na plataforma de streaming com a ideia de diversificar a sessão de baseado em história verdadeira.

Estrada Sem Lei conta a história de dois policiais aposentados retorna ao trabalho após os criminosos Bonnie e Clyde começarem colocar toda a população em perigo, justamente devido os seus assaltos e assassinados. Comprometidos pela idade, ambos pretendem entrar em uma jornada totalmente perigosa, tudo isso visando o conforto e a segurança das comunidades.

Estrada Sem Lei é um filme dirigido por John Lee Hancock, ele foi lançado mundialmente 10 de março, mas a Netflix está distribuindo-o originalmente através da sua plataforma de streaming. O longa-metragem conta uma história verdadeira, estrelada por Kevin Costner e Woody Harrelson, porém Kathy Bater, John Carroll Lynch e entre outros também estão no elenco.

Filmes inspirados em casos reais requer um compromisso muito grande com a história e o público, os atores e toda a equipe de produção precisa ter cuidado piedosos, e em Estrada Sem Lei esse requisito foi atendido. Os atores Kevin Costner e Woody Harrelson vivendo os policias aposentados conseguiram se destacar por transpassar suas preocupações e prioridades dentro do longa-metragem, enriquecendo muito as cenas.

Inicialmente o longa-metragem não consegue representar totalmente a forma que a população começa endeusar Bonnie e Clyde, porém durante a história vamos acompanhando nitidamente a intensidade que o povo torna os criminosos comi ídolos, muitas das vezes seus fãs indo contra a segurança pública, evitando passar informações para complicar o serviço dos polícias. O diretor John Lee Hancock (Malévola, 2014) fez um trabalho incrível com esse aspecto, já que ocorreu de verdade e fora bem apresentado neste título produzido após anos.

John Lee Hancock conseguiu desenvolver um longa-metragem bastante desafiador e curioso, desde o início não sabemos muito sobre Bonnie e Clyde, vamos conhecendo-os durante as cenas e isso torna uma experiência bastante agradável, consequentemente levando o expectador fazer parte dessa investigação. Os elementos utilizados para apreciar a época ambientada são mecanismos muito importantes e presentes em Estrada Sem Lei e acompanhar dois idosos, muitas das vezes sem paciência, levanta um leve humor — não muito funcional — na história.

O trabalho de produção desse filme está incrivelmente bem trabalhada, todo o figurino faz jus à época que ele é ambientado, o roteiro também se fortalece conforme todo o desenrolar da trama e, além disso, as referências marcantes do ano são muito presentes, principalmente os carros e o poder das armas.

Apesar de ser um filme agradável, Estrada Sem Lei não é totalmente surpreendente, mas tem culhão para levar hipóteses de histórias como essa retornarem para o mercado cinematográfico. Com uma perseguição arriscada, complicada e repleta de reviravoltas, o longa-metragem consegue se destacar diante de diversos outros título do mesmo gênero.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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