CRÍTICA — À Queima-Roupa
12 jul

CRÍTICA — À Queima-Roupa

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: À Queima-Roupa
Título original: Point Blank
Data de lançamento: 12 de julho de 2019 (Netflix)
Duração: 1h 29min
Direção: Joe Lynch
Gênero: Ação
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Para salvar a esposa grávida, um enfermeiro se vê forçado a ajudar um criminoso ferido em uma corrida contra o tempo e policiais corruptos

Em diversos momentos na vida somos colocados diante de situações desagradáveis, onde nos adaptamos visando um futuro melhor, mas nem todas as vezes essas situações são de livre e espontânea vontade. À Queima-Roupa é um filme de ação que nos apresentará um homem do bem infiltrando cada vez mais dentro de uma rede criminal para salvar a sua família.

Paul é um enfermeiro bastante animado pelo nascimento do seu filho, porém toda as suas especulações para um parto tranquilo vão embora após ele e sua esposa tornaram reféns de uma gangue. A jornada do futuro pai é bastante complicada, ele precisa atender aos pedidos dos criminosos presencialmente para buscar sua amada e filho, mas o universo parece conspirar o contrário.

À Queima-Roupa é um filme dirigido por Joe Lynch, ele está sendo originalmente distribuído pela Netflix e carrega um elenco de peso, inclusive atores integrados no MCU como Anthony Mackie e Frank Grillo. A história é uma perseguição de gangues bastante intensa, ampliando o catálogo da plataforma de streaming.

Na tentativa de desenvolver um longa-metragem colocando pessoas desconhecidas como aliadas visando salvar o dia, o diretor acabou caindo em mais um clichê dos filmes de ação, mas isso não significa que seu trabalho tenha sido em vão. Mesclando perseguição com dosagens de humor, Joe Lynch soube equilibrar a história, acertando em diversos momentos e surpreendendo o expectador aos poucos.

Tratando de um enredo já conhecido dentro do mercado cinematográfico, À Queima-Roupa ainda consegue de destacar ao trazer pequenas novidades humorísticas para dentro das cenas. Transitando em momentos de perseguições, revelações, trocas de tiros e comoções, a história consegue ser imprevisível, deixando o público ser levado ao desenrolar do caso, mas o final é tão comum quanto diversas outras produções do gênero.

Os personagens desse longa conseguem se destacar devido as suas individualidades, as atuações são muito boas, inclusive acompanhar Frank Grillo como Abe liderando o futuro de Anthony Mackie que vive Paul é muito instigante. Desde as primeiras cenas somos recepcionados com bastante ação e um leve humor, uma degustação do que acompanharemos por alguns minutos, é válido destacar que essa dosagem de equilíbrio é mantida até o final do filme.

Joe Lynch realizou um trabalho admirável ao colocar uma pessoa sem envolvimento com crime disposto arriscar toda sua carreira visando salvar a vida da sua família. Por mais conhecido que isso seja, a adrenalina que o diretor apostou nesse caso trouxe uma singularidade muito admirável e interessante de acompanhar. Por outro lado, o passado de Ben e seu irmão Mateo é rasamente comentado, mas também deixa muitas atitudes justificadas, trazendo um drama rápido para À Queima-Roupa.

A produção desse filme é razoável, o roteiro é amarrado o suficiente para elevar o trabalho dos atores, consequentemente deixando o expectador também amarrado pela história. A trilha sonora é mediada entre músicas animadas e outras de suspense, da mesma forma que as cenas são levadas, o que pode deixar algumas pessoas incomodadas, até porque muitos estão esperando uma perseguição somente à base de tiro, porrada e bomba.

À Queima-Roupa é um filme de ação imprevisível, mas com final clichê. A história não requer tanta atenção para compreender o motivo de todas as perseguições, mas gira em torno de cenas com bastante suspense e revelações inacreditáveis.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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