Postado por: Amanda Barros

Título: Um Amor, Mil Casamentos
Título original: Love, Wedding, Repeat
Data de lançamento: 10 de abril de 2020 (Netflix)
Duração: 1h 40min
Direção: Dean Craig
Gênero: Comédia Romântica
Nacionalidade: Inglaterra; Itália
Sinopse: Um Amor, Mil Casamentos apresenta diferentes versões de um mesmo dia que se repetem para Jack. Ele terá que lidar com diversas confusões como uma ex-namorada, um convidado não convidado com um segredo e um possível romance na festa de casamento de sua irmã. Para isso, Jack precisa sedar a pessoa certa, mas quem sabe as possibilidades de se beber no copo errado?

O filme Um Amor, Mil Casamentos é a mais nova comédia romântica da Netflix e conta a história de Jack (Sam Claflin), um homem que está prestes a casar a irmã e vê seu desespero quando um ex dela resolve tentar destruir o casamento fazendo um escândalo. Determinada a salvar seu matrimônio, Hayley (Eleanor Tomlinson) faz seu irmão tentar dopar Marc (Jack Farthing), o homem que ameaça destruir tudo.

A narrativa introduz o casal principal logo nas cenas iniciais, Dina (Olivia Munn) é uma jornalista doce e simpática por quem Jack se apaixona ao primeiro contato, depois descobre-se que a vida dela não vem sendo tão fácil, então o irmão da noiva recebe a informação de que a moça está solteira, a partir daí ele decide se aproximar dela durante o casal, mas tudo parece ser ameaçado quando ele acaba dopando a pessoa errada.

O longa traz a premissa de diversas realidades paralelas, ou melhor, várias possibilidades apenas no trocar de lugares de uma mesa. A ideia de usar um viés quase filosófico para falar sobre sorte, azar e acaso é feito por uma narradora que por motivos desconhecidos se mantém anônima até o final do filme, e o que poderia ser aproveitado de outras maneiras vira uma mensagem simples e genérica do tipo “aproveite as oportunidades”.

Sam Claflin (Como Eu Era Antes de Você) tem uma atuação satisfatória e faz uma ótima dupla com Joel Fry (Game Of Thrones), os dois têm uma ótima química e garantem boas risadas. Entretanto o excesso de cenas dos dois fazem por vezes o espectador esquecer que é uma comédia romântica e sente-se só com uma comédia mesmo. Nesse ponto, inclusive o roteiro esquece um aspecto crucial, o desenvolvimento do romance do casal principal que acaba ficando em segundo plano.

Não somente o romance, mas também os personagens acabam ficando em segundo plano, o enredo aborda quase todos eles de maneira superficial, conta muitas coisas, mas não aprofunda em nenhuma delas. Isso acaba fazendo o espectador conhecer uma minúscula parte de cada um. Ainda que o casal principal tenha muita química faltou para os dois personagens um romance sólido que conquiste quem está assistindo.

O maior ponto positivo do filme é com certeza a comédia, algumas vezes abusa do cunho sexual, mas consegue divertir sem dúvida alguma. A ideia de explorar as diferentes possibilidades de tudo tendo um andamento diferente dependendo de quem tomaria o sedativo é o ponto forte quando o assunto é fazer o espectador rir.

Ainda que a ideia inicial seja interessante, o aspecto das possibilidades parece ser explorado de maneira superficial, pois o próprio enredo não faz muita questão de deixar claro qual dessas é a realidade de fato.

Um Amor, Mil Casamentos consegue divertir o espectador e falar de amor através de muitas situações com diversos personagens, menos profundamente do que deveria, mas comete o erro de colocar os próprios protagonistas em segundo plano e se perde em meio à narrativa. A história prende o espectador mais pelo carisma dos personagens do que pelo enredo. No fim é uma comédia, mas não tão romântica assim.

Nossa nota é:

Assista ao trailer: 

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