CRÍTICA: Jogo Perigoso

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Jogo Perigoso possui uma ideia mais do que interessante. Uma pessoa que aceita participar de um jogo tenebroso porque deseja dar uma boa vida as pessoas que ama. Pode não ser a ideia mais original, já que Round 6 (2021) e outras produções exploraram ideias semelhantes, mas continua sendo uma ótima forma de explorar certos dilemas da sociedade.

É claro que o filme da Amazon Prime não tem o menor interesse em criticar as injustiças da sociedade como a série de Hwang Dong-hyuk fez. Jogo Perigoso é um filme de ação que se apoia e muito em seu protagonista para tentar distrair o espectador. Na história, Dodge (Liam Hemsworth) descobre que tem câncer. Com pouco dinheiro e uma esposa gravida, ele se sente no fundo do peso e aceita ser caçado por um grupo de caçadores para dar uma boa vida aqueles que ama.




O filme em si consegue ser uma boa diversão. Mesmo que as cenas de ação não sejam tão bem-feitas como outras produções do gênero, Liam tem um certo carisma que faz com que os espectadores torçam por ele.

O roteiro e direção também não fogem muito do que é esperado. Tudo é feito de uma maneira muito simples e sem nenhuma intenção de explorar ao máximo a mitologia criada. É claro que é difícil saber se essa era a intenção inicial, já que Jogo Perigoso era uma série que a Amazon adaptou para um filme de duas horas. Não dá para saber se a série tinha pretensões maiores, mas com base em algumas cenas é bem provável que não.

Quem quiser algo mais pensado e criativo, vai achar Jogo Perigoso algo muito chato e bobo, mas aqueles que querem uma boa distração nem vão ver o tempo passar. Liam devia se dedicar mais a produções assim. Ele só precisa de um diretor que entenda melhor como fazer cenas de ação.




Assista ao trailer de Jogo Perigoso:


Título: Perigoso
Título original: Most Dangerous Game
Ano de lançamento: 
2020
Direção:
Phil Abraham
Roteiro:
Nick Santora
Gênero:
Ação
Nacionalidade:
Americano 

Sinopse: Dodge Tynes (Liam Hemsworth) aceita participar de um jogo depois de descobrir uma doença mortal. Para dar uma boa vida a sua esposa e filho recém-nascido, ele se torna a presa de um grupo de caçadores.

Por Felipe Gulyas

Felipe Gulyas é colunista do Desencaixados e escritor com a participação em diversas antologias nacionais e dos romances No fim do mundo, Canção de Ano Novo, O clube das duas horas e A garota na prisão de papel. Amante de fantasia, o artista está integrado no mundo da literatura e cinematografia desde pequeno e no site que compartilha um pouco de suas experiências.

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