CRÍTICA: Halloween Kills

O diretor David Gordon Green mostrou em 2018 que conhece muito bem a franquia Halloween, ao trazer para os cinemas um filme que conseguiu agradar os fãs mais antigos tanto quanto trazer novos para o mundo de Michael Myers (Nick Castle) e Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). O retorno desses dois personagens não podia ter sido melhor e muitos já estavam ansiosos para ver o que aconteceria no segundo capítulo da trilogia

Infelizmente, a Universal decidiu que Halloween Kills chegaria ao serviço de streaming Peacock no mesmo dia de sua estreia nos cinemas. Isso fez muitos pensarem que talvez eles quisessem usar a franquia para aumentar o número de assinantes, mas então as notas dos críticos vieram e talvez a verdade fosse que o estúdio não estivesse tão confiante no novo trabalho de David.

É difícil dizer o que motivou os executivos, mas Halloween Kills é mesmo aquele tipo de filme que tem tudo para dividir as pessoas. Parte disso se dá pelo fato de que parece que dois filmes estão ocorrendo ao mesmo tempo. O primeiro, é o clássico assassino que deixa uma trilha de corpos naquele estilo slasher. Já o segundo, tenta se aprofundar na ideia de como as pessoas podem se perder na raiva e como multidões raivosas podem ser mais assustadoras do que monstros.

São histórias interessantes de se acompanhar. O problema é que David não consegue juntá-las de uma maneira satisfatória. Mesmo sua direção criativa e respeitosa com o trabalho de John Carpenter, não é o suficiente para que o espectador esqueça esse problema gritante. No final, Halloween Kills não vai muito além dos sustos.

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Título: Halloween Kills
Título original: Halloween Kills: O Terror Continua 
Ano de lançamento: 
2021
Direção:
 David Gordon Green
Roteiro:
David Gordon Green, Green, Danny McBride e Scott Teems
Gênero:
Terror
Nacionalidade:
Americano 

Sinopse: Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) acredita que o pesadelo finalmente acabou, mas Michael Myers (Nick Castle) sobreviveu ao incêndio. A cidade de Haddonfield decide tomar as rédeas da situação e partem para luta contra o monstro.

Por Felipe Gulyas

Felipe Gulyas é colunista do Desencaixados e escritor com a participação em diversas antologias nacionais e dos romances No fim do mundo, Canção de Ano Novo, O clube das duas horas e A garota na prisão de papel. Amante de fantasia, o artista está integrado no mundo da literatura e cinematografia desde pequeno e no site que compartilha um pouco de suas experiências.

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