Postado por: Safira Andrade

Título: Frozen 2
Título original: Frozen 2
Data de lançamento: 2 de Janeiro de 2020
Duração: 103 min/ 1hr43min
Direção: Chris Buck e Jenifer Lee
Gênero: Animação/ Família/ Fantasia
Nacionalidade: Estados Unidos
Sinopse: De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajuda Elsa a compreender a origem de seus poderes.

Três anos após a Coroação de Elsa como Rainha de Arendel, e toda a aventura que isso trouxe, a rainha e sua irmã Anna estão mais próximas que nunca. Determinadas a sempre ficar uma ao lado da outra, seus planos são interrompidos por um canto que chama Elsa a mergulhar no desconhecido e solucionar um problema que há décadas assola a Floresta Encantada.

Apesar de serem baseados nos contos de Hans Christian Andersen, ambos os filmes trazem enredos bem diferentes dos originais, o que os aproximam mais do mundo real do que da ficção. Enquanto o Primeiro quebrou vários paradigmas como mocinha não ser salva por um príncipe e a disputa entre o bem e o mal que se transformou no dilema entre o medo e o amor, o segundo filme procura dar voz a história das minorias.

A minoria no filme é representada pelo povo Northuldra, que por sua vez e inspirado nos Lapões, tribo indígena que vive no norte da Europa e já sofreu discriminação por sua língua e cultura. O que não e diferente no filme já que o avô de Elsa, Rei Runeard, causa problemas entre os Northuldra e Arendel por preconceito originado da desinformação sobre a cultura do povo.

Seria muito difícil a continuação da história de Elsa e Anna superar o primeiro filme, mas pode-se dizer que chegou bem perto. O filme tem mais cenas engraçadas, mas também algumas mais sérias o que o torna além de complementar, essencial para a compreensão dos poderes de Elsa e a história de seus pais.

A trilha sonora foi feita de forma inteligente e assim, transmite os sentimentos complementando as cenas de uma forma bastante especial. Entretanto, duas canções se destacam no filme. Minha Intuição (Into the Unknown – Panic! At the Disco), tida como a canção principal, e Não sei onde estou (Lost In the Woods), em que Kristoff mostra todo o seu lado romântico incorrigível desastrado.

Como sempre, a dublagem brasileira foi feita de forma exemplar. A adaptação tanto das canções como das expressões do inglês para o português aproximam a arte ao espectador, tornando o filme democrático e acessível a maioria das classes e idades. A dublagem só falha com a música principal do longa, Minha Intuição, que peca em algumas estrofes ao tentar transmitir o que a versão original passa. O que acontece é que em inglês a música deixa escapar algumas dicas sobre a nova aventura das irmãs enquanto em português a letra passa longe dessa intenção.




No quesito efeitos especiais, o segundo filme consegue superar seu antecessor. Os animadores realmente usaram de toda a sua criatividade para tornar a experiência visual única. As cores, o jogo de luz e sombra, a riqueza dos detalhes da agua, por exemplo, chega muito perto da realidade. Os efeitos dos poderes de Elsa trazem novas formas no longa, o que e compatível com o enredo já que a personagem está redescobrindo seu passado e seus poderes.

O desenvolvimento ocorre fluidamente e com uma sequência boa de fatos, o que não torna a atividade cansativa ou de difícil compreensão. É claro que é necessário assistir o primeiro filme para entender o segundo, mas muitos esquecem, ainda mais com o hiatus de 7 anos entre os dois filmes então, a cena em que Olaf explica a história anterior para os militares de Arendel e o povo Northuldra, que já estão há anos sem contato com o mundo exterior, é realmente muito inteligente.

Como é de se imaginar, a direção de uma animação e diferente de um filme com atores e atrizes humanos. O Trabalho consiste em garantir a fluidez das sequencias, a veracidade das expressões e coordenar a equipe extensa de artistas que trabalha junta para que no fim, o resultado seja satisfatório. Pode-se dizer então que Chris Buck e Jenifer Lee, que também é roteirista, obtiveram êxito.

Por fim, analisando a obra como um todo, O Filme é muito gostoso de assistir, realmente bem família com cenas que comovem desde os mais novos aos mais velhos. Com um enredo muito criativo, cativante e crítico, pode-se dizer que aqueles com um olhar mais sagaz conseguem retirar do filme uma lição sobre como é importante que a história seja contada, corretamente, para que a paz possa ser mantida, sendo assim, um filme extremamente importante para assistir.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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