Postado por: Amanda Barros

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Título Brinquedo Assassino
Título original: Child’s Play
Data de lançamento: 22 de agosto (Brasil)
Duração: 1h 30min
Direção: Lars Klevberg
Gênero: Terror
Nacionalidade: Estados Unidos

Sinopse: No aniversário de seu filho (Gabriel Bateman), Karen (Aubrey Plaza) o presenteia com o boneco mais aguardado dos últimos tempos. Quando crimes estranhos começam a acontecer pela vizinhança, eles passam a suspeitar que o brinquedo pode não ser tão inofensivo quanto parece.

Uma das franquias mais conhecidas pelo público devido suas sequências, também não escapou do reboot, recurso muito utilizado atualmente. Brinquedo Assassino estreou dia 22 de agosto nos cinemas brasileiros disposto a trazer uma nova proposta para a história do famoso Chucky (Mark Hamill).

Nessa nova versão da história do boneco assassino, o protagonista é Andy (Gabriel Bateman), um garoto deslocado e sem amigos, filho de Karen (Aubrey Plaza), uma mãe solteira e trabalhadora que faz de tudo para dar o melhor para o garoto e, ao mesmo tempo, dar a atenção que ele precisa, coisa que nem sempre ela consegue fazer. Sendo assim, Karen consegue um boneco Buddi para dar de presente ao menino para comemorar seu aniversário, o que ela não imagina é que tudo pode dar errado.

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Nessa nova versão da história a proposta é um Chucky mais próximo da realidade dos dias atuais, inclusive esse ponto do roteiro é um dos melhores aspectos do filme. Ao invés de trazer um enredo exatamente igual a que já era conhecida com o tom mais sobrenatural, que inclusive ainda é muito usado em outras produções como Anabelle, por exemplo, os roteiristas resolveram contar sua narrativa num tom mais Black Mirror com o brinquedo sendo na verdade uma espécie de robô que interage com as crianças principalmente.

A ideia de início é muito boa, porém o que dificulta o desenvolvimento dela é a superficialidade com a qual foi apresentada, com furos visíveis de roteiro como o ódio desmotivado contra um candidato a padrasto, aprendizados de Chucky com o mundo externo muito rápidos e aparições sem explicações do boneco, visto que agora ele não é mais um ser sobrenatural, portanto força e rapidez inexplicáveis não são facilmente aceitáveis. A ocultação desses recursos provavelmente se dá por causa da duração do longa, mas mesmo assim não justifica a inserção de cenas que parecem sem conexão nesse cenário.

Os atores principais, Gabriel Bateman e Aubrey Plaza têm consistência e entregam atuações boas e críveis até onde o roteiro precisa e com certeza são o maior motivo para o longa não ser mais desorganizado ainda. Além deles há ainda personagens carismáticos como Detetive Mike (Bryan Tyree Henry), Pugg (Ty Consiglio), Falyn (Beatrice Kitsos) e a mais do que fofa Doreen (Carlease Burke). Ainda que não seja um elenco tão estrelado, com certeza foi bem escolhido.

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Outro aspecto que faz o enredo todo ser menos crível é a aparência do boneco, é certo que o visual foi respeitado, porém não encaixa em uma história tão atual que um brinquedo tão estranho com visual retrô até demais fosse atrair tantos compradores, principalmente partindo do princípio que o público-alvo do produto são as crianças, é de se parar pra pensar que tipo de pais comprariam um objeto tão medonho com uma câmera interna para dar aos seus filhos?

A história tem um momento de clímax realmente mais emocionante e empolgante que o resto do filme, mas nem esse ato, nem o elenco e nem mesmo David Katzenberg e Seth Grahame-Smith (os mesmos produtores de It) na produção foram capazes de salvar todo um roteiro e direção mal conduzidos. Ainda que com boas atuações e uma ideia interessante, o longa contém diversas cenas risíveis e pouquíssimo terror, portanto Brinquedo Assassino não escapa de ser um reboot malsucedido que mirou no terror e no drama, mas no máximo acertou na comédia.

Nossa nota é:

2

Assista ao trailer:

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