A história de Jack, o Estripador
09 maio

A história de Jack, o Estripador

Coluna, Serial Killers

Myrna Ariel

Em 1888 na região violenta de Londres, o serial killer mais conhecido do mundo cometeu o seu primeiro assassinato. Chamado de Jack o Estripador pelos jornalistas da época, o assassino foi o responsável por uma série de crimes e gerou um grande mistério para os investigadores do final do séc. XIX. Até hoje especialistas perguntam-se: Quem seria Jack?

Jack o Estripador ficou conhecido pelo assassinato de prostitutas em estradas vazias e escuras. O método utilizado era horripilante e desumano, ele cortava a garganta das vítimas, mutilava os corpos e retirava os órgãos do abdômen, útero e até do rosto. Em 1888, quando iniciou as investigações o Estripador era acusado pela morte de cinco mulheres: Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly. Existem mais outros seis casos que foram adicionados à sua lista, mas não entraram na investigação.

Cerca de 2 mil pessoas prestaram depoimento sobre o caso e 80 foram interrogadas, mas a polícia não conseguiu desvendar o mistério que era Jack e encerrou a investigação em novembro de 1891. Existia uma lista com os possíveis suspeitos, a impressa e os escritores se empenhavam para descobrir quem seria o assino, mas até Lewis Carroll (Autor de Alice no País das Maravilhas) foi acusado. Outro nome conhecido entre os suspeitos foi o príncipe Albert Victor que teria cometidos os assassinatos porque sofria de Sífilis e enlouquecera por causa da doença.

O mistério de Jack incentivou muitos escritores a investigarem o caso mesmo depois da polícia ter encerrado o trabalho. Livros como O Diário de Jack, o Estripador de Shirley Harrison ou Eu sou Jack, o Estripador de James Carnac traz a história do serial killer de uma maneira diferente. Como não se tinha o conhecimento da identidade do assassino muitas teorias foram criadas ao longos dos anos para poder explicar a sua mente.

Em 2001 foi lançado o filme Do Inferno, onde é contada a história dos assassinatos. Entre o elenco está John Deppy que interpreta o Inspetor Frederick Abberline e também outros grandes atores como Ian Holm e Robbie Coltrane. O longa-metragem foi uma adaptação do Graphic Novel: Do Inferno, do escritor de quadrinho Alan Moore.

Depois de um século a identidade de Jack foi revelada pelo investigador Russel Edwards que lançou o livro Desvendado Jack o Estripador. Russel teria comprado um xale que supostamente teria sido retirado do corpo de Catherine, uma das vítimas. Analisando o tecido o investigador descobriu que era do século 19 e que vinha da Europa Ocidental. O xale tinha uma mancha de sangue e utilizando amostra de DNA de descendentes da mulher assassinada, foi comprovado que o pano foi retirado do corpo da vítima.

A equipe de investigação não parou apenas no DNA do sangue, também foi encontrado manchas de sêmen no tecido e ao encontrarem um descendente do maior suspeito dos investigadores do século 19, finalmente foi revelada a identidade de Jack o Estripador.

Aaron Kosminski era um imigrante judeu que veio do Imério Russo e morava com sua mãe e irmãs. Apesar de ser barbeiro, Kosminski já não trabalhava a muito tempo. Ele chegou a ser interrogado e a polícia notou que ele tinha um comportamento delirante. Os investigadores suspeitavam dele, mas não tinham provas concretas e temiam que os judeus fossem atacados se divulgada a sua imagem.

Dois anos depois dos assassinatos, Kosminski teve um ataque esquizofrênico e foi internado em um reformatório. Quando saiu alguns anos depois, ele estava deteriorado, dizia ouvir vozes e que podia ver todas as ações feitas por cada humano da Terra. Ele foi levado para um manicômio e acredita-se que morreu em tornos dos 53 anos.

Jack o Estripador ficou conhecido no mundo todo e até hoje em Londres é possível fazer um tour pelos lugares onde aconteceram os assassinatos. A região já sofreu muitas modificações, poucos coisas são iguais às do século 19, mas mesmo assim muitos aventuram-se tentando descobrir um pouco mais sobre o Estripador.

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