5 motivos para ler Os Meninos da Caverna
03 maio

5 motivos para ler Os Meninos da Caverna

Coluna, Notícias

Victor Tadeu

Tudo começou em junho de 2018, especificadamente no dia 23, quando doze meninos entre 11 e 16 anos ficaram presos em uma caverna tailandesa junto com o seu técnico. A ideia era comemorar uma partida de futebol e teve um dos piores destinos imaginado por todos eles, resultando em um resgate dado por impossível que durou 18 dias.

O repórter Rodrigo Carvalho ficou responsável pela cobertura de todo o incidente, e diante das condições e informações que foram reveladas ele desenvolveu um livro em formato de reportagem para dar voz aos meninos mesmo após todo o ocorrido, título esse chamado Os Meninos da Caverna e publicado pela Globo Livros no final do ano passado.

A obra contém diversos assuntos importantes e necessários para todos que deixaram de assistir a Copa do Mundo para acompanhar o resgate e, por isso, aproveitando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio) vamos indicar alguns motivos para vocês lerem Os Meninos da Caverna, de Rodrigo Carvalho.

O suficiente para ser completo

Ao iniciar a leitura do livro não temos ciência de tudo que encontraremos durante as páginas, sabemos pouco através do sumário. Mesmo muitos não lembrando exatamente o que ocorreu durante o resgate, Rodrigo Carvalho fez questão de apresentar uma reportagem completa em todos sentidos.

Os Meninos da Caverna aprofunda como o resgate foi realizado, dando visibilidade para os mergulhadores, a posição dos familiares e como uma grande parte do mundo tentou ser útil, mesmo com a Copa do Mundo estando em auge.

Além do resgate, o escritor e jornalista soube contar como os meninos levam a vida após o incidente, concluindo com um título suficiente para contar muito ao leitor. Mesmo com poucas páginas essa é uma obra completa e recheada de lições de vida.

 

Meditação pode salvar vidas

A meditação foi uma das práticas que garantiu um longo prazo de vida dos meninos, o técnico preso junto com os jovens é um monge que conhece diversos mecanismos da meditação e as utilizou em favor de suas vidas.

Em entrevista e no próprio livro é afirmado e relatado como a meditação foi favorável dentro da caverna, alguns jovens apresentavam certos problemas de saúde, como infecção pulmonar e lesão superficiais. A prática foi responsável para todos relaxarem e autoconhecerem, consequentemente driblando alguns problemas incapazes de se resolverem nas condições encontradas.

Mesmo sem água potável, alimentação ou algum kit médico a prática em respirar conscientemente foi o fator eficaz, mas houve apenas uma divergência.

A intolerância não é tolerável

Apesar de todos estarem seguindo as instruções do técnico, existia apenas um garoto que preferiu acreditar em sua religião e seguir seus ensinamentos, estamos falando de Adul, o único cristão presente na caverna e que ficou pedindo socorro para Deus livrá-los daquele lugar, essa também foi uma forma de tranquilizá-lo e faze-lo esquecer dos problemas ali presentes.

Quando aprofundamos na vida de Adul Salm-on, não estamos falando apenas de religião. O garoto tem uma das histórias mais comoventes presentes no livro, ele é refugiado e foi recebido na Tailândia impactando a vida dos seus pais. Hoje muitos o conhecem como O Menino Sem Pátria.

Adul é responsável por levantar diversas questões necessárias e importantes dentro da obra, Rodrigo Carvalho fez um trabalho excelente ao contar a história de sua vida, levantando uma comoção de valorização nos leitores.

Não é exatamente sobre um desastre, mas sim humanidade

Diante de todo o desespero, muitos acabaram não sabendo como os habitantes da província, e região, se portaram em relação aos meninos presos dentro da caverna. Apesar de muitos estrangeiros se pronunciarem por ajudar, os moradores estavam se matando em todos os sentidos que fizesse o resgate ser funcional, com pouco ou muito que tinham para oferecer.

Rodrigo Carvalho soube apresentar ao leitor como os tailandeses são empáticos o suficiente em ajudar o próximo sem pensar duas vezes, eles ajudaram em orações, ações e boas vibrações para os jovens, técnicos e aqueles que trabalham à favor.

Os Meninos da Caverna relata de forma realista como o povo tailandês é empático, automaticamente servido de exemplo para muitos outros.

Os brasileiros também prestaram condolências

“Numa noite, meu filho teve uma crise de pânico e ficou falando alto, nervoso ‘Mãe, por que Deus não salva esses meninos? Por que Deus não faz isso?! Eles devem estar com falta de ar mãe’ só se falava disso aqui em casa”, contou uma brasileira que mora me Bangkok (capital da Tailândia), e é dessa forma que somos introduzidos no caso de Duda, mesmo está não sendo uma fala dela.

Apesar de não ter sido muito presente na mídia, uma garotinha brasileira foi responsável por uma das ações mais emocionantes partida do Brasil. Duda reside no Piauí e é de origem humilde, porém fez de tudo para levar uma carta para Adul.

Durante a leitura do livro sabemos como a carta chegou ao destinatário, podemos adiantar que não foi muito fácil, e, além disso, é nos apresentado o que Maria Eduarda disse ao “Menino Sem Pátria”.


Existem diversos outros motivos para vocês fazer a leitura de Os Meninos da Caverna, aproveitando essa interesse, clique aqui e faça a leitura da nossa resenha, lá você encontra um pouco mais sobre a obra.

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