5 motivos para ler A Parte Que Falta
14 mar

5 motivos para ler A Parte Que Falta

Coluna

Victor Tadeu

JoutJout Prazer é um canal no Youtube que atualmente carrega 1.600.292 inscrito, ele é dirigido pela Julia Tolezano e devido aos assuntos importantes e a simplicidade transparecido em seus conteúdos, ela conseguiu conquistar o coração de muitas pessoas. A moça teve um grande reconhecimento após falar sobre relacionamento abusivo em um vídeo, mas isso não significa que seus outros vídeos são ruins, muito pelo contrário, JoutJout está sempre trazendo assuntos, conceitos e teorias importantes para os seus inscritos.

Recentemente ela publicou um vídeo com o título A FALTA QUE A FALTA FAZ, nele ela começa a apresentar o livro A Parte Que Falta, de Shel Silverstein que foi publicado pela Companhia das Letras através do selo Companhia das Letrinhas. Durante o vídeo, Julia começa a fazer a leitura dele para o público e no final expõe a sua teoria e visão sobre aquela história para o mundo quase todo, semana passada em vários veículos de informações muitas pessoas comentaram sobre esse vídeo, inclusive ele ficou em primeiro lugar por muito tempo na Alta do Youtube.

A Parte Que Falta conta a história de um ser redondo que está procurando a “parte” que lhe falta, ele anda por vários lugares cantarolando e procurando a parte que vai lhe completar. O livro tem 112 páginas, é infantil, mas tem uma mensagem muito grande e responsável através da história, por isso, hoje iremos apresentar para vocês alguns motivos para adquirir a obra, fazer a leitura e/ou presentear alguma pessoa que inclua nos tópicos que iremos abordar.

1- EXPECTATIVAS

O protagonista da história anda vagando pelo mundo à procura da parte que lhe falta, ele investe de todas as formas possíveis, passa por situações complicadas e nunca desiste. A expectativa e desejo de encontrar a parte que falta é tão grande que torna o único objetivo de vida dele, só que, infelizmente esse não é um erro somente dele, mas sim, de muitas outras pessoas.

Criar expectativas de vida é muito bom, ter esperança do seu desejo bem-sucedido talvez seja os melhores pensamentos que possamos ter na vida, mas esses mesmos pensamentos são capazes de acabar com você. Os seres humanos têm o costume de criar expectativas de tudo, principalmente daquilo que não depende somente dele, só que, os mesmos acabam se rebelando quando não dá certo, pois o resultado de uma expectativa em vão é a decepção.

A primeira lição que podemos aprender ao fazer a leitura do livro, é não criar expectativas de tudo, principalmente quando o objetivo não depende só de você.

2- OPORTUNIDADES

Durante a vida são proporcionados para nós várias oportunidades, essas oportunidades são variadas em diversos meios sociais ou circunstância e quase sempre optamos por agarrar ela da melhor forma possível. Na história o protagonista teve oportunidades de encontrar a parte que lhe faltava, só que o inesperado acontece e ele segue tentando encontrar a parte com muita esperança.

Muitas das oportunidades que temos são únicas, só que, nem sempre elas são essenciais para nós, nem sempre elas estão de acordo com nossas metas e/ou desejo, e infelizmente não é todas as vezes que sabemos diferenciar a boa oportunidade para uma oportunidade não tão boa. Fazendo a leitura do livro você vai conseguir analisar claramente como as oportunidades são diversas e nem sempre é aquilo que acreditamos ser.

A segunda lição que o livro pode nos proporcionar, é que nunca saberemos qual será a última oportunidade, por isso, precisamos acreditar e dá uma chance para a próxima.

 

3- RESPEITO

Infelizmente muitas pessoas são obrigadas a conviver com pessoas sem o mínimo respeito durante os dias, essa falta de respeito está em qualquer lugar; na rua, no ambiente de trabalho, em casa, na relação, com desconhecido e vários outros. Por um lado, estamos cada vez mais trabalhando pesadamente para combater esse problema muito sério, principalmente em uma sociedade intolerante e machista.

No livro não é dito o gênero e sexualidade do protagonista — ele é um ser rolante —, por isso esse tópico é incluso para TODAS as pessoas independente da idade, orientação sexual ou identidade de gênero. O ser rolante encontra uma parte que encaixa perfeitamente na parte que lhe faltava, só que, a forma que ele aborda essa parte perfeita para o seu vácuo é de total falta de respeito e ela trata o ser rolante de forma séria e bastante coerente.

O legal dessa cena é que reflete muito na abordagem de homens ao conversar com mulheres, principalmente em festas — inclusive carnaval — onde eles acham que elas são deles e ponto final. Além disso, o livro parece também incentivar as mulheres a serem curtas e diretas para os homens insistentes que não sabem aceitar um NÃO.

A terceira lição do livro é incrível, pois, enaltecer a sua gentileza e tirar as suas dúvidas antes de forçar a barra é o dever de todo mundo.

4- SER AUTO-SUFICIENTE

Parece não ser notado, mas nos ensinam desde pequenos que precisamos estar sempre procurando a nossa “metade da laranja”, estar sempre procurando a pessoa ideal para ser feliz eternamente. Isso aparenta não ser um problema, mas acaba sendo quando nem todas as pessoas estão incluídas nesses requisitos que nos ensinam procurar.

O protagonista lida com a negação de uma parte e durante o diálogo deles dá para fazer uma observação incrível que muitas pessoas deveriam aplicar como estilo de vida. A peça diz que não é parte de ninguém, pois ela já é completa, só que, outra parte em uma cena mais adiante contradiz um pouco a primeira e nos dá uma lição incrível.

Pode soar egoísta, mas nós precisamos acreditar que já somos auto-suficiente para nós mesmos, precisamos começar a crer em nossas capacidades e não depender de nenhuma outra pessoa para nos fazer feliz. Se a nossa felicidade depender de outra pessoa, iremos ser felizes somente quando essa pessoa quiser, e isso não é o certo, temos que aprender visualizar o próximo em qualquer taxa de relação — amizade, namoro, noivado, casamento, familiar e afins — que já somos completos sozinhos e ele está ali para te ajudar no que for possível e você ajudá-lo no que também for possível.

A quarta lição de A Parte Que Falta, é nos ensinar que já somos completos o suficiente ao ponto de não depender do próximo para sermos felizes.

5- APROVEITAR OS MOMENTOS

É bem comum encontrarmos pessoas sempre enxergando o lado ruim de uma separação em qualquer ciclo de relacionamento — amizade, namoro, noivado, casamento, familiar e afins —, infelizmente essas mesmas pessoas se roem por não ter “aproveitado” o seu tempo, sendo que, a mesma está sendo cega a ponto de não aceitar e olhar para os momentos bons.

Durante toda a história acompanhamos o protagonista rolando à procura da parte, ele encontra e fica muito feliz por isso, só que, um dia acaba separando por vontade própria dessa parte que lhe fez tão bem. Ao invés dele sair reclamando, apontando o tempo que perdeu por algo tão simples e não tão necessário, ele apenas continua seguindo a vida sem nenhum desgosto.

É muito bom a gente aprender a aproveitar os momentos com uma pessoa ou objeto durante o presente e saber compreender que no passado — após separar — aquilo te fez bem, por isso, não precisamos ficar olhando o lado negativo como se nada de bom tivesse proporcionado para você. Ser compreensível e aceitar/aproveitar o presente e o passado é essencial para uma vida sem reclamações.

A quinta e última lição que o livro pode te apresentar, é que você não pode se prender no lado negativo de tudo, muito pelo contrário, precisa enxergar todo o lado positivo e ser mais feliz.

Lições baseadas em minha experiência de leitura.

Sobre o livro:

Título: A Parte Que Falta
Autor: Shel Silverstein
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: Infantil
Número de páginas: 112
SKOOB

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Sinopse: Com sua poesia hábil e sensível, Silverstein aborda neste livro a busca do autoconhecimento e da completude. A metáfora se dá por meio da história de um ser circular a quem falta uma parte. Otimista, ele se lança no mundo à procura de preencher esta lacuna. À medida que descobre o universo ao redor – e também a si mesmo –, percebe que as relações interpessoais são muito mais complexas e delicadas do que pensava e que a felicidade quase sempre está dentro de nós mesmos – e não no outro. Uma prova de que a liberdade é o maior bem que podemos possuir.

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