3 livros para ler no Dia Internacional das Mulheres
08 mar

3 livros para ler no Dia Internacional das Mulheres

Coluna, Notícias

Victor Tadeu

Tudo começou de forma triste, infelizmente desde o início de tudo as mulheres carregam um histórico socialmente desgastante, onde a humilhação e desvalorização fazia parte do cotidiano. Porém, uma data foi estabelecido há anos para que a sociedade lembre que qualquer mulher — incluindo as trans — também precisa de respeito e reconhecimento.

Apesar de existirem provas que o incêndio intencional carbonizando diversas mulheres em Nova York (1987) é um mito, existem motivos para as mulheres terem uma data de celebração, orgulho e, acima de tudo, empoderamento. Há anos elas foram reprimidas, censuras e muitas das vezes submissas, por isso, na atualidade é necessário movimentos sociais serem ativos para que o passado não volta à tona, deixando de lado todas as conquistas.

Suas histórias já foram apagadas, mas muitos historiadores e pesquisadores foram responsável por dar voz para diversas mulheres que hoje são representadas na literatura, como a incrível Maria Firmino dos Reis, a primeira mulher negra publicar um livro no Brasil, recentemente o Grupo Companhia das Letras conseguiu resgatar a história e republicou pelo selo editorial Penguin.

Mesmo com essa representação ascendendo fortemente na atualidade, existem alguns títulos que gostaríamos de apresentar para vocês, principalmente para ser lido durante o Dia Internacional das Mulheres, uma forma que o Desencaixados encontrou de lembrar aos leitores — independente do sexo e/ou orientação sexual — de algumas mulheres reais e/ou ficcionais.

Nessa data especial, apresentaremos para vocês três livros diferentes para serem lidos e apreciados — de forma empoderada ou reflexiva — durante qualquer data, mas especificadamente no Dia Internacional das Mulheres.

Extraordinárias – Mulheres que Revolucionaram o Brasil, de Duda Porto de Souza e Aryane Carro

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Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país.

Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.

Extraordinárias – Mulheres que Revolucionaram o Brasil é uma coletânea de histórias de mulheres incríveis que marcam o avanço do país. O título foi publicado no Dia Internacional das Mulheres de 2018 pela Editora Seguinte, um selo editorial do Grupo Companhia das Letras.

Duda Porto de Souza e Aryane Carro são as responsáveis por desenvolver essa obra, sendo indica por nós pela qualidade de conteúdos. Esse é um título incrível para ser lido nesse dia tão especial, onde todas podem ser relembradas, enriquecendo a valorização e conhecimento do leitor.

Exceção Hostil, Luiz Gustavo M. Pereira e Gabriel Godinho Sampaio

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Acira Pereira Sampaio é uma mulher lésbica e deficiente, infelizmente ela perdeu alguns membros do corpo durante um acidente de carro, onde sua mãe acabou falecendo. A menina foi criada dentro de um orfanato, onde conheceu dois amigos, formando um trio empenhado e diverso.

Porém, quando entram na faculdade descobrem como a intolerância é extremamente presente na sociedade e após vários ataques de um grupo organizado chamado CHUD, na qual o intuito era atacar violentamente todas as minorias da sociedade, Acira decide lutar da forma que consegue, entrando em um esquadrão.

Exceção Hostil é uma HQ LGBT publicada de forma independente, ela foi escrita por Gabriel Godinho Sampaio e ilustrada por Luiz Gustavo M. Pereira. Esse é o primeiro quadrinho de uma série sem previsão para o lançamento do 2° volume.

O título foi indicado por demonstrar o poder de uma mulher contra a minoria, apresentando que elas também podem ser super-heroínas, sendo elas negras, lésbicas, magras, gordas e/ou independente de qualquer outra característica/condição, sexualidade e/ou gênero.

Vox, de Christina Dalcher

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Dra. Jean McClellan sempre foi uma mulher desacreditada com o extremismo presente por alguns grupos, em sua cabeça a situação não poderia piorar, mas sempre sua amiga de quarto alertava que o governo pretendia tirar a voz das mulheres.

Infelizmente McClellan teve que lidar com a realidade da pior forma possível, todas as mulheres dos Estados Unidos foram obrigadas usar um contador de palavras, onde elas podiam falar somente cem (100) palavras por dia, caso contrário eram eletrocutadas. A censura e repressão foi instalada por um governo patriarcal, mas Dra. estava preste a confrontar toda o sistema.

Vox é o primeiro livro de uma possível série literária escrita por Christina Dalcher, ele foi lançado em 2018 pela Editora Arqueiro e trata de assuntos sérios, apesar de contar uma história metaforicamente realista.

No site contém uma resenha do título, e mesmo havendo alguns pontos que não gostamos muitos, o título é muito recomendado por demonstrar a resistência e poder da mulher, como ela pode fazer a diferença, sendo qualquer outro homem.

Existem diversos outros livros e escritoras que podem ser lidas e lembradas durante o Dia Internacional das Mulheres, como a filosofa Djamila Ribeiro e seu best-seller Quem Tem Medo do Feminismo Negro? (Companhia das Letras), Fome – Uma Autobiografia do (meu) Corpo da representante feminista Roxane Gay e diversos outros.

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