CRÍTICA: Super Drags — 1ª Temporada
09 nov

CRÍTICA: Super Drags — 1ª Temporada

Notícias, Séries

Victor Tadeu

Série: Super Drags
Título original: Super Drags
Data de lançamento: 2018
Duração: 5 episódios
Criadores: Paulo Lescaut, Anderson Mahanski, Fernando Mendonça
Gênero: Animação
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Patrick, Donny e Ramon são três amigos que trabalham em uma loja de departamento. Durante o dia, eles precisam lidar com os cliente do local e o chefe implicantes, mas à noite eles se libertam e se transformam em três beldades repletas de brilho: Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesimem. juntas, elas são as Super Drags.

Patrick, Donny e Ramon são amigos que durante o dia trabalham em uma loja de departamento, na qual o chefe é extremamente implicante. Porém, quando as portas fecham e a comunidade LGBTQ+ necessita de alguma ajuda os três se transformam nas drags queen Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesimem para salvar a sociedade.

Atualmente uma cantora drag queen está se acomodando na cidade para realizar uma apresentação para o seu público, porém existem pessoas tentando impedir que a atração faça o seu trabalho. Incomodada com toda a situação, as Super DragsLemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesimem — tentam impedir qualquer forma de opressão e/ou impedimento diante do trabalho da cantora.

Super Drags é uma produção brasileira que está sendo distribuída pela Netflix, consequentemente carregando o selo original do serviço de streaming. A animação conta a história de três drags queen combatendo toda opressão e/ou inimizade existente dentro da comunidade LGBTQ+, fazendo uma grande alusão à atual situação de convivência em nossa sociedade.

A animação é exclusivamente para o público adulto, assim vetando qualquer interação com crianças, reforçando que animações não é para crianças e contém diversos públicos (clique aqui para entender melhor. O desenvolvimento de Super Drags é admirável, abordando um assunto importante em seus poucos episódios e demonstrando os dois lados — do oprimido e opressor.

Em todos os episódios podemos perceber que Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut procuraram explorar temas atuais dentro da história, eles trabalhar de forma bem estudada com essas abordagens, demonstrando o pensamento do senso comum e levantando os argumentos usados por aqueles que lutam à favor da minoria.

As ilustrações utilizadas para desenvolver toda a série é muito admirável, os criadores souberam trabalhar de forma incrível adicionando referências do meio LGTBQ+ dentro da produção, inclusive adicionaram os membros do canal Filhos da Grávida de Taubaté. Porém, é válido ressaltar que em alguns momentos houve falha ao estereotipar algumas atitudes desferidas pelas drags, assim, podendo incomodar uma porcentagem considerável de expectador.

A comunidade LGBTQ+ costuma usar gírias muitas das vezes não conhecida por muitas pessoas, essas gírias são frequentes dentro de Super Drags, em todos os momentos que foram oportunos os criadores adicionaram uma gíria e/ou referência também muito utilizada no meio. Apesar desse ser um grande ponto do humor encontrado na animação, algumas das vezes costuma soar forçada, assim, pesando todo o entretenimento, podendo ser um grande assunto para discuti.

Pabllo Vittar tem participação no elenco de vozes sendo a cantora Goldiva, a mesma que corre grande risco sob as mãos de Elza, uma drag queen já velha buscando ser jovem novamente ao sugar a juventude das pessoas. Esse é um ponto muito relevante de toda a produção, pois incluíram membros da comunidade para realizar o trabalho, pois as Super Drags também ganharam vozes de drags do Brasil.

Apesar de serem animações distintas Super Drags lembra muitos os desenhos que marcaram uma geração em meados dos anos 2000, ao assistir os episódios conseguimos lembrar vagamente de As Meninas Super Poderosas, As Três Espiãs Demais e entre outros títulos muito bem desenvolvidos e aclamado alguns anos atrás — até hoje eles são bem assistidos em alguns territórios.

A objetificação de pênis é outro elemento que pode dividir opiniões do público, algumas pessoas podem se incomodarem diante de uma sociedade que marginaliza os membros da comunidade LGBTQ+. É muito comum ouvirmos pelas ruas e noticiários pessoas comparando a Parada do Orgulho LGBTs com Carnaval, dizendo que é só putaria e ninguém se dar ao respeito. Acreditamos que esses são argumentos sem conceitos, porém, essa objetificação pode ser um gancho e/ou reforça o pensamento dos conservadores. Esse é outro ponto que vale uma discussão muito saudável.

Super Drags é uma animação muito bem desenvolvida, porém com algumas ressalvas. Ela levanta questões importantes diante de pessoas marginalizada, inclusive os preconceitos e padrões massacrantes presente na própria comunidade LGBTQ+. Os episódios do título são curtos, dando a possibilidade de uma maratona agradável com os amigos.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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