CRÍTICA: Ghoul – Trama Demoníaca – 1° Temporada
24 ago

CRÍTICA: Ghoul – Trama Demoníaca – 1° Temporada

Séries

Victor Tadeu

Título: Ghoul – Trama Demoníaca
Título Original: Ghoul
Data de Lançamento: 24 de agosto de 2018
Duração: 3 episódios (50 min)
Direção: Patrick Graham
Gênero: Suspense/Terror
Nacionalidade: Índia

Sinopse: Dos responsáveis por Sobrenatural, Corra! e Udta Punjab, Ghoul – Trama Demoníaca é uma série arrepiante sobre um prisioneiro que chega a um centro de interrogatório militar remoto e vira o jogo contra seus interrogadores, expondo seus segredos mais vergonhosos. Você pode enfrentar os demônios deste mundo, mas e os que não estão entre nós?

Nina Rahim é uma mulher que trabalha para o departamento de segurança da Índia, na qual, está sempre lutando pelo bem da prátia, principalmente pelo fato de há 20 aos eles estarem sofrendo ataque terrorista constantemente. Porém, o seu pai não apoiava as leis fundamentadas pelo governo e um certo dia é pego pelos militares que controlavam o regime. Não concordando com o pai, Nina continue no departamento e é convocada para interrogar o comandante dos terroristas, e nessa missão ela descobre que uma criatura sobrenatural está entre eles, colocando a vida de todos em risco.

Ghoul — Trama Demoníaca é uma série de terror indiana lançada mundialmente dia 24 de agosto, ela é uma produção da empresa, onde carrega o título Original Netflix e explora o folclore árabe. Dirigida por Patrick Graham e produzida por Jason Blum e Michael Hogan, o título pode ser uma grande novidade para os assinantes da plataforma de streamig.

Ambientado na Índia, o filme explora a cultura folclórica árabe de forma totalmente eficiente, nele iremos conhecer Ghoul, uma espécie de demônio que ao ser invocado ele aparece em figura humana, tendo a capacidade de revelar os pecados internos de todo mundo, além disso, o pacto de alma é feito através de um símbolo com o próprio sangue. Em um ramo em que zumbi, brinquedos assassinos e entidades já está batido, o Ghoul é uma grande aposta.

Ghoul — Trama Demoníaca é uma série que tem o desenvolvimento lento, porém toda a história é direta e acontece de forma rápida, já que a primeira temporada conta com somente 3 episódios com média de 50 minutos cada. O terror presente é remediado com altos e baixos, em certos momentos a produção conseguiu desenvolver uma forma de assustar os expectadores, porém em outras cenas utilizam técnicas já conhecidas no meio cinematográfico.

Os protagonistas do título são bem desenvolvidos, cada um carrega a sua essência e dos atores fizeram um trabalho incrível ao conseguir transmitir todos os sentimentos da história. Em Ghoul — Trama Demoníaca iremos ter um antagonista que consegue ser um ponto forte na história e que, ao mesmo tempo, deixa todo o enredo mais instigante, empolgante e curioso. Além disso, a situação que os militares se encontram também é um elemento muito chamativo e agoniante dentro da série.

Devido ao cenário político presente em Ghoul — Trama Demoníaca iremos acompanhar um regime não tão longe da realidade de muitas pessoas, na qual, o roteirista e toda a equipe técnica do título conseguiram desenvolver uma crítica social muito bem empenhada e realista, porém a mesma é concretizada no final da série, o que torna todo a trama ainda mais instigante e reflexiva.

A fotografia utilizada pela equipe é de qualidade agradável, não tem tantas novidades, mas também não carrega erros. Mas, por outro lado, o trabalho musical e de efeitos da série poderia ter tido uma atenção maior, já que os efeitos sonoros muitas das vezes não são desferidos nas cenas, o que influência ar de horror falhando miseravelmente em um susto que tinha tudo para ser agoniante e bem trabalhado.

Ghoul — Trama Demoníaca é uma série muito bem desenvolvida, mas que não traz tanto susto como esperado, ela têm críticas sociais e culturais, na qual, agrega os conteúdos de forma eficiente. A conclusão dessa temporada é aberta deixando a dúvida se uma continuação será desenvolvida, ou, se os últimos momentos são de pura reflexão e/ou para amedrontar o expectador.

Nossa nota é:

 

Assista ao trailer

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