CRÍTICA: Desventuras Em Série – 2ª Temporada
07 jan

CRÍTICA: Desventuras Em Série – 2ª Temporada

Notícias, Séries

Myrna Ariel

Série: Desventuras Em Série
Título Original: A Series Of Unfortunate Events
Ano de Lançamento: 2017
Duração: 3 temporadas
Criador: Daniel Handler
Gênero: Mistério / Comédia
Nacionalidade: Estados Unidos

Sinopse: Os órfãos Baudelaire são três irmãos muito inteligentes; Violet é a mais velha, Klaus é o irmão do meio e Sunny é a mais nova, com três anos. Quando seus pais morrem, eles passam a morar com diferentes tutores, e o primeiro é o Conde Olaf, que irá tentar roubar a herança deixada pelos pais.

As desventuras continuam perseguindo os órfãos Baudelaire, desde a morte dos seus pais em um incêndio suspeito os irmãos Violet, Klaus e Sunny precisam fugir das garras do seu antigo tutor, o Conde Olaf. Mesmo sendo entregues a outros responsáveis, Olaf sempre dá um jeito de aparecer na vida das crianças.

Quando o Sr. Poe – banqueiro da cidade e responsável pelo testamento dos pais Baudelaire – decide deixa-los em um conservatório os irmãos não imaginavam que mais desgraças iriam acontecer em suas vidas. Com a metade de uma luneta encontrada nas cinzas da mansão Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny terão que enfrentar a Escola Preparatória Prufrock e desvendar os enigmas que cercam suas vidas.

Desventuras em Série é uma adaptação dos livros escritos por Lemony Snicket, pseudônimo de Daniel Handler, produzida pela Netflix. A série literária tem um total de 13 livros, e para a adaptação foi decidido a divisão de 2 episódio por livro, então nesta segunda temporada temos as histórias dos livros: Inferno no Colégio Interno, O Elevador Ersatz, A Cidade Sinistra dos Corvos, O Hospital Hostil e O Espetáculo Carnívoro, assim totalizando 10 episódios.

O primeiro capítulo já começa na Escola Preparatória Prufrock, onde os órfãos foram deixados pelo Sr. Poe, o interessante é que os próprios personagens fazem alguns trocadilhos relacionados ao envelhecimento deles. Como os personagens principais são crianças, é comum que de uma temporada para outra elas envelheçam um pouco, mas Netflix não demorou muito para as gravações dessa temporada e ainda decidiram gravar a 2° junto com a 3° para evitar esse problema.

A 2° temporada teve mais pontos positivos do que a primeira, a produção continuou fiel aos livros e o roteiro foi brilhante envolvendo todos os mistérios da C.S.C. Quem já leu os livros foi à loucura com algumas cenas, como por exemplo, a do açucareiro que será muito importante para o enredo.

O cenário em que a história se passa nesta temporada não tem tantos problemas com cores como a anterior, e está questão era uma das que mais estava me preocupando, se eles continuariam com a mesma paleta ou não. Eu até citei na crítica da primeira temporada essa relação das cores com a história.

Tivemos também a apresentação de novos personagens, e os atores que os interpretaram foram fantásticos. Lucy Punch trouxe para a série uma Esmé Squalor totalmente “na moda“, com um carisma que encanta qualquer um. Nathan Fillion e Sara Rue também emocionaram muito o público e trouxeram um pouco mais de explicação sobre C.S.C. com os seus personagens Jacques Snicket e Olivia Caliban.

Nesta temporada tivemos vários arcos acontecendo ao mesmo tempo, a história deixou de ser apenas sobre o Conde Olaf querer a herança dos órfãos e acabou tomando proporções muito maiores, tornando tudo mais complexo. Chega um momento em que o telespectador já está desesperado com a quantidade de desventuras que perseguem os órfãos e tenta desvendar todo o mistério por traz da história.

Os atores que interpretam Violet e Klaus, Malina Wissman e Louis Hynes, parecem ter incorporado mais os personagens, eles conseguiram passar emoção nas cenas tristes e alegria nas poucas cenas em que os órfãos experimentaram esse sentimento. O único fato negativo que ainda tenho para a série é a utilização de efeitos computadorizados na personagem da Sunny (Presley Smith), eles usaram menos do que na 1° temporada, mas em algumas cenas ainda fica estranho e da para perceber que é efeito.

No geral está temporada foi mais positiva do que negativa, tivemos mistério, romance, mortes, comédia, citações de grandes escritores, como Edgar Allan Poe, e é claro que tivemos muitas desventuras.

Nossa Nota é: 

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