CRÍTICA: (Des)encantado – 1ª Temporada
04 set

CRÍTICA: (Des)encantado – 1ª Temporada

Séries

Victor Tadeu

Série: (Des)encantado
Título original: Disenchantment
Ano de lançamento: 2018
Duração: 10 episódios
Criador: Matt Groening
Gênero: Fantasia, Animação
Nacionalidade: EUA

Sinopse:Bean (Abbi Jacobson) é uma princesa alcoólatra que vive no reino mágico de Dreamland ao lado de Luci (Eric Andre), seu demônio pessoal, e de Elfo (Nat Faxon), seu melhor amigo. Além dos problemas com a bebida, essa jovem da realeza está disposta, juntamente com sua turminha, a viver as mais inusitadas aventuras, nem que para isso tenha que encarar terríveis ogros ou tolos humanos.

Bean é uma princesa que não concorda com as regras estabelecida pelo reino comandado por seu pai, por isso ela vive em uma taverna bebendo cerveja e se divertindo com vários outros alcoólatras. Porém, um certo dia é destinada a casar com o príncipe de um reino vizinho, para uma aliança ser formada, só que, a mesma não tem intenções de passar o resto de sua vida ao lado do homem. Salvando a sua vida, Bean acaba encontrando com Elfo e um demônio que juntos encaram altas aventuras.

(Des)encantado é uma série em animação lançada dia 17 de agosto na Netflix, na qual, foi criada por Matt Groening, o mesmo criado de Simpsons e Futurama. A animação é destinada ao público adulto e até momento contém uma temporada com 10 episódios, onde Abbi Jacobson, Nat Faxon e Eric André estão integrados no elenco.

Até um tempo atrás existia um grande tabu entre vários conservadores sobre o desenvolvimento de animações para o público adulto, assim, vetando qualquer teoria que desenho é somente para crianças. Apesar dessa visão ainda ser recente, a recepção de (Des)encantado anda sendo extremamente bem aceita pelos assinantes Netflix, o que reflete em uma produção incrível dentro da série.

Assistindo a animação somos apresentados a um cenário muito bem conhecido em desenhos, porém, com personagens totalmente divergentes e inovadores no mercado cinematográfico. A série carrega uma essência muito singular ao de Simpsons, mas o criador conseguiu trazer um conteúdo contemporâneo dentro do roteiro, cenário e toda a produção desenvolvida em (Des)encantado, principalmente utilizando a princesa Bean como protagonista do enredo.

O humor presente na série é muito atual, a equipe de produção conseguiu mesclar memes da internet com referências de clássicos, séries e filmes — principalmente com personagens da Disney — dentro da animação. Apesar de ser uma forma arriscada de produzir humor, Matt Groening conseguiu utilizar elementos e mecanismo eficientes de incluir todas as referências na série, assim, sabendo o momento exato de satirizar as coisas.

Os personagens foram criados de forma surpreendente, a princesa Bean acaba sendo uma militante de forma passível dentro da história de (Des)encantado. Durante o acompanhar da história conseguimos perceber que a vida traçada e destinada de forma inquestionável para a princesa, não é exatamente aquilo que ela quer. Assim, a mesma consegue desferir frases demonstrando o quanto as mulheres são limitadas em um governo comandado por homem incompreensível, no caso o seu pai, muitas das vezes chega lembrar Mulan.

É válido ressaltar que muitas das vezes os traços das animações lembra alguns personagens de Simpsons, existem até teorias para concretizar essa referência. Porém, isso não significa que o desenho foi desenvolvido de qualquer forma, muito pelo contrário, toda a produção gráfica está bem agradável aos olhos e é bastante fluente para o humor presente na série.

(Des)encantado é uma série com vocabulário muitas das vezes chulos que não será o agrado de muitas pessoas, por isso, a indicação dela fica sob a análise crítica aqui feita. Fica a critério de cada um achar que deve consumir o conteúdo inovador e bastante humorado ou não, porém, o site alerta que a indicação não é feita por adolescente com menos de 14 anos. Caso você gosta das animações produzidas por Matt Groeing, não pense duas vezes antes de conhecer seu novo trabalho nessa série.

Nossa nota é:

Assista ao trailer

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