RESENHA: O Sol Também é uma Estrela
12 jul

RESENHA: O Sol Também é uma Estrela

Resenhas

Victor Tadeu

Título: O Sol Também é uma Estrela
Autora: Nicola Yoon
Editora: Editora Arqueiro
Gênero: Ficção/Romance
Número de páginas: 288
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Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.

Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.

O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Natasha é uma garota jamaicana que aos 8 anos de idade mudou para Estado Unidos com sua mãe, mas infelizmente toda sua família se tornou ilegal por ficar mais tempo que foi permitido no país. A pobra garota levava uma vida totalmente fechada e guiada pela ciência que ela tanto ama, mas só que um acidente foi gravemente acontecido resultando na deportação dela, do seu irmão e de seus pais de volta para Jamaica.

Apesar de ser totalmente conformada com a situação, Natasha não estava querendo retornar para seu país natal, até porque a menina adotou as tradições norte-americanas e tinha previsto e preparado todo o seu futuro nos Estados Unidos. Ainda com muita esperança de permanecer no país, Natasha corre atrás de ajuda no último dia do prazo que foi estabelecido para sua família retornar para Jamaica.

“— Não acha que é hora de desistir, Tasha? Não acha que o que está fazendo é inútil. (página 11)”

Determinada em mudar a sua ficha no país, a jamaicana é indicada para um dos melhores advogados de imigrantes de Nova York. E é nesse caminho feito para chegar ao prédio do profissional que ela encontra Daniel, um coreano nascido nos Estados Unidos que segue as tradições coreanas.

Daniel sempre teve uma infância submissa ao irmão mais velho e muitas das vezes era “invisível” na família, para se destacar profissionalmente e ter orgulho para falar da sua vida na mesa durante as refeições ele estuda para seguir a carreira de medicina — decisão escolhida pelo pai. Também em Nova York indo ao prédio onde seria realizado sua entrevista para a faculdade ele seguia o trajeto, e é nessa tão famosa rua que o destino entrelaça Natasha e Daniel. Por um lado ela está lutando para continuar sua singela vida no país, por outro ele está a caminho do seu futuro que permanece ao país e por cima de tudo isso o universo está conspirando a favor de todos.

O Sol Também é uma Estrela, de Nicola Yoon e publicado pela Editora Arqueiro é um livro que trata de dois jovens para resolver assuntos sérios em 24 horas. O livro é uma chuva de romance e humor, esse é o segundo livro da autora que já recebeu vários prêmios de admiração.

Creio eu que muitas pessoas já conhecem o livro pelo sucesso que ele fez na pré-venda e durante os primeiros meses de venda, até hoje vejo pessoas que fizeram a leitura delirando na história de Natasha e Daniel, mas infelizmente eu não tive a capacidade de fazer a leitura tão rápida quanto os outros devido a minha ressaca literária. Só que hoje venho trazer nessa resenha alguns fatores que não vi nenhum amigo comentando durante a exposição das suas opiniões.

Apesar de O Sol Também é uma Estrela ter um grande foco no relacionamento de Natasha e Daniel — o romance da história — eu acho que o foco da autora não foi falar sobre o amor envolvido entre os dois, mas sim sobre pessoas, pois a forma que todos aqueles que estavam responsáveis pelo destino de ambos tiveram uma grande influências positivas e/ou negativas devido outras pessoas ficou bem destacado no livro. E essa é uma questão filosófica muito interessante, pois é dessa forma que nossa vida é seguida, nós somos resultados de influenciadores que influenciaram quem nos influenciou e o resultado é muito relativo, sem falar que a situação de cada pessoa que nos manipulou ou foi manipulada muitas das vezes são por causa de um acontecimento momentâneo que a abalou — sim, estou falando de pessoas que se deixam ser levadas pela emoção do momento —, talvez essa explicação fique confusa para algumas pessoas, mas não é só sobre esse quesito de seres humanos que o livro trata.

“Os seres humanos não são criaturas razoáveis. Em vez de governados pela lógica, somos governador pelas emoções. O mundo seria um lugar mais feliz se o oposto fosse verdade. Por exemplo, baseada num único telefonema, comecei a esperar um milagre. E nem acredito em Deus. (página 43)”

Além da manipulação momentânea Nicola Yoon também ressaltou MUITO a diversidade durante a história. Natasha é jamaicana, usa penteado afro e é negra, Daniel é coreano, branco e segue um padrão de vida TOTALMENTE diferente da sua nova “amiga”. Os dois tornam amigos em questão de minutos e segue um dia inteiro se apaixonando e conhecendo a cultura do outro, apesar da diversidade a autora conseguiu utilizar essa ideia para quebrar os esteriótipos de jamaicanos e coreanos, até porque Natasha não é maconheira — muitos tem essa imagem de jamaicano —, ela não escuta somente reggae e entre outros detalhes que só lendo é possível assemelhar, por outro lado, Daniel não pretende ser uma pessoa extremamente inteligente — coreanos tendem se dedicar toda a sua vida para serem bem-sucedidos —, ele não é de exatas e sim um poetista e, além disso, procura muito quebrar a cultura coreana que o pai o estabelece.

Durante a leitura do livro nós temos acesso a 3 — ou mais — perspectivas, entre elas são de Natasha, Daniel e o Universo. Sim, o Universo faz parte da história é nele que temos mais conhecimento sobre os personagens terciários e tudo que aconteceu antes daquele dia. Nicola Yoon utilizou a perspectiva do Universo para contar a história do cabelo afro, e até hoje eu estou parabenizando essa mulher por me manter informado sobre esse passado que influenciou TANTA gente, sempre busquei respostas, mas nunca encontrei. Além da história sobre o cabelo afro, ela utiliza Natasha com seus conhecimentos científicos para falar sobre a ciência e acaba quebrando alguns paradigmas, enfim, Nicola Yoon está entrando para a minha lista de autores favoritos pelo fato dela representar e incluir em seu livro muitos assuntos não discutidos e tampados pela sociedade e grandes influenciadores.

Como o livro é passado em um único dia, algumas pessoas se irritam com o fato do romance entre os dois serem tão apressado. Eu particularmente não gosto de histórias com amores a primeira vista e conquistas muito fáceis, só que entre os dois foi um relacionamento tão agradável e sincero que não é muito cabível a gente não “shippar”, além disso, se quem leu for enxergar profundamente consegue ter uma base e uma explicação sobre o relacionamento previsto e tão rápido.

Por tudo que vocês leram da minha resenha até aqui pode soar que o livro é muito positivo, só que tem algumas pequenas coisinhas que me incomodaram durante a leitura. Eu não vou citar quais são, até porque seria spoiler — quem quiser saber pode entrar em contato conosco —, mas independente disso eu não deixo de amar imensamente a história dessas duas pessoas maravilhosas que mudaram a minha visão de vida alheia e de pessoas, AAAAAH, eu não sei como descrever como estou grato pela Editora Arqueiro ter me apresentado essa obra.

Focando na parte editorial eu simplesmente não tenho nada o que reclamar. A capa do livro é maravilhosa, ela é simples e as cores utilizadas foram bem escolhidas. A diagramação está impecável e muito confortável para uma leitura agradável, sem falar que os capítulos curtos são grandes influências para uma leitura mais rápida e de acordo com o cronograma da história — o livro se passa em média de 24 horas. É como eu disse, não tenho nada o que reclamar, muito pelo contrário, só o que elogiar.

Eu ainda não fiz a leitura de Tudo e Todas as Coisas que também foi escrito por Nicola Yoon e esse ano (2017) teve uma adaptação cinematográfica, mas já li algumas resenhas e ouvir opiniões de amigos sobre a obra. Algumas foram positivas e outras um pouco neutra, e eu sou aquele tipo de pessoa que não é levada pela opinião dos outros, gosto de ler e tirar as minhas próprias conclusões. Então, podem anotar na agendinha de vocês, em breve farei a leitura de Tudo e Todas as Coisas e resenharei para vocês, caso eu goste farei um sorteio de O Sol Também é uma Estrela e Tudo e Todas as Coisas.

Ficou bem nítido que eu indico essa obra para todo mundo, talvez eu não consiga estabelecer uma faixa etária certa para fazer a leitura desse livro, mas se você tiver vontade, faça. Ele não tem nenhum conteúdo sexual explícito — caso tenha me desculpe —, além disso, tem um romance muito profundo e leve ao mesmo tempo um humor inexplicável que consegue arrancar risadas de todo mundo.

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