RESENHA: O Ladrão de Raios
22 mar

RESENHA: O Ladrão de Raios

Resenhas

Victor Tadeu




Título: O Ladrão de Raios
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia/Infantojuvenil
Número de páginas: 400
SKOOB l GOODREADS

Adquira aqui: Submarino l Amazon l Saraiva

Sinopse: Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

O Ladrão de Raios é o primeiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, escrita por Rick Riordan e publicada pela Editora Intrínseca. No primeiro livro vamos conhecer um pouco sobre Percy Jackson um garotinho de apenas 12 anos e que pela sexta vez estava prestes a ser expulso do colégio interno, muitos acreditavam que o menino tinha algum tipo de problema e sempre colocavam isso em sua cabeça, mesmo ele tendo quase a certeza que tinha nada de errado. Pela primeira vez na vida Percy consegue fazer amizade com uma pessoa, o nome do seu novo amigo é Grover e a amizade fora feita no último colégio interno que eles estavam estudando.

Um excussão estava preste a ser realizada pelo colégio e Percy não estava muito animado, pois na maioria das vezes que fora expulso de colégios foram devidos alguns comportamentos durante excussões e ele não queria ser expulso novamente. Sendo obrigado a participar daquela atividade em classe fora do colégio ele não se sente confortável ao perceber que Nancy Bobofit estava implicando com seu amigo indefeso, o garotinho estava prestes a explodir e avançar em cima dela, mas não queria dá aquele gostinho de derrota e preferiu contar até 10 para ter controle da situação.

Durante a excussão Percy passou por uns maus bocados e tudo que ele queria era voltar à Academia Yancy — esse era o nome do colégio interno. Tudo estava indo bem até que Nancy volta a implicar com seu único amigo, Grover, e Percy perde o controle sendo repreendido por Sra. Dodds, professora que fazia de tudo para ferrar o pobre garotinho. Levando-o para dentro do museu que haviam feito a excussão ela o surpreende se transformando em uma criatura sobrenatural, na qual Percy Jackson ou se preferir Perseu Jackson não estava conseguindo raciocinar o que realmente estava acontecendo. Com o aparecimento repentino do seu professor Sr. Brunner ele consegue ser salvo, mas, ainda assim, se questiona com o que acabara de acontecer.

Juntando-se a Grover ele começa a questionar onde a sua professora estava, Grover e todos os outros diziam nunca ter visto a misteriosa Sr. Dodds e uma chuva de indagação começa a cair sob a cabeça de Percy Jackson. Voltando à Academia Yancy ele escuta uma conversa de Grover e Sr. Brunner e algumas coisas são esclarecidas, mas tudo começa a fazer sentindo quando o colégio interno entra de férias e todos retornam para casa. Percy Jackson não estava contente em retornar para casa, o fato de aturar seu padrasto Gabe Cheiroso — apelido dado ao seu padrasto — o incomodava, mas a única coisa o deixava feliz era rever sua mãe. Como na vida nem tudo é perfeito alguns eventos de deixar qualquer pessoa louca acontecem durante o retorno para a casa e o que Percy havia escutando na Academia Yancy estava começando a fazer sentido, ele não entendia porque Grover não saia de seu pé, mas aos poucos as coisas foram sidas esclarecidas.

“Durante o ano inteiro me meti em brigas para manter os valentões longe dele. Perdi o sono temendo que, sem mim, ele fosse apanha no ano que vem. E ali estava Grover agindo como se fosse ele a me defender. (página 32)”

Com eventos sem explicações aguçando seus pensamentos o pequeno garoto foge de Grover e consegue chegar em casa, ele acaba tendo uma surpresa quando sua mãe chega dizendo que iriam para a praia passar as férias, mas as coisas saem do controle novamente. Durante as poucas horas que eles chegam à praia tudo que havia sido escondido de Percy começa a se despencar e todas suas dúvidas começam a ser esclarecidas, além disso, Percy Jackson corre um grande perigo.

Como único meio de escape Grover aparece e sua mãe conta toda a verdade para o filho, eles partem para o Acampamento Meio-Sangue, mas durante o caminho Percy vê sua mãe transformar em pó e seu amigo Grover ter patas no lugar de pernas. Chegando ao Acampamento Meio-Sangue quase mortos Percy se depara com um lugar lindo e totalmente diferente de quase tudo que já viu, mas o que ele não sabia que muitas coisas ainda não tinham sido reveladas e que uma grande missão estava em suas mãos. Descobrindo ser um semi-deus filho de Poseidon, Percy Jackson visita o Óraculo e é revelado uma missão que para muitos era quase impossível, uma guerra estava prestes ocorrer no Olímpio e ele era o único a salvar todos. Percy parte para missão contando com ajuda de um sátiro e uma menina de cabelos loiros, Annabeth. O garotinho de 12 anos será capaz de salvar o Olímpio e evitar uma guerra devastadora? Será que tudo ouvido por Percy no Oráculo foi compreendido como deveria? Você só vai descobrir fazendo a leitura do livro e conhecendo a minha experiência com Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Acompanhada por mais quatro livros, a série Percy Jackson e os Olimpianos começa com um livro arrebatador. Esse primeiro contato com a história conhecemos um pouco mais sobre cada personagem e entendemos melhor sobre os deus e suas capacidades. Além disso, já é nos apresentado uma missão, ou seja, não é um livro de apenas apresentação, muito pelo contrário, é um livro com uma história totalmente instigante.

Confesso que meu primeiro contato com Percy Jackson foi assistindo ao filme, eu fiquei muito contente em ter assistido a adaptação cinematográfica baseada no livro, achei que o livro seria mil maravilhas e coloquei na cabeça que deveria fazer a leitura o mais rápido possível, mas não foi bem assim. Meu primeiro contato com a obra (livro) foi decepcionante, achei que iria ler uma história que já conhecia e que, além disso, saberia mais detalhes. E muito pelo contrário, a adaptação não tem quase nenhuma fidelidade ao livro, creio que não foi uma adaptação e sim uma inspiração cinematográfica, me parece que o diretor pegou os personagens, a tese da história e criou um roteiro diferente, mas que não fugisse tanto da trama. Fiquei muito chateada por ter encontrado uma história diferente e coloquei na cabeça que não iria gostar dos outros livros, mas acabei relendo a obra e advinha o que aconteceu? Eu estou completamente apaixonado pela série, já estou acabando de ler o segundo livro e estou louco para iniciar o terceiro. Acho que minha primeira leitura não foi prazerosa por não ter sido em um momento certo, mas também o fato de não ter costume de ler fantasia influenciou muito.

Pelo visto a resenha vai ficar um pouco grande, mas é porque estou escrevendo detalhadamente e tirando as dúvidas de alguns leitores que acompanham o blog. Como sei que algumas pessoas não gostam de resenhas longas irei expressar minha opinião daqui em diante e irei escrever uma matéria exclusiva sobre os três personagens que no meu ver são os principais, Percy Jackson, Grover e Annabeth, além disso vou aproveitar e escrever algumas curiosidades nessa matéria. Então em breve tem matéria exclusiva sobre a série.

Uma coisa que me deixou um pouco incomodado foi a forma que o autor decidiu a idade dos personagens. O único que participou do trio aventureiro e que já era “velho” era o sátiro Grover, Percy e Annabeth são crianças e achei muito pouco retrato isso. A forma que eles pensam dá a entender que são adultos ou jovens entrando na fase adulta, mas as únicas vezes que lembramos que eles são adolescentes bem novos é quando eles brigam por motivos banais, disputam quem é melhor que o outro e tomam atitudes infantis, mas durante a leitura é muito fácil esquecer que estamos acompanhando crianças em uma missão e não jovens adultos.

“Eu estava esperando há muito tempo por uma missão, Cabeça de Alga — disse ela.— Atena não é fã de Poseidon, mas se você vai salvar o mundo, sou a melhor pessoa para impedir que você estrague tudo. (página 155)”

Por outro lado a escrita de Rick Riordan é muito boa. Eu comecei ler o livro em uma tarde e quando chegou a noite desse mesmo dia eu já tinha lido 150 páginas, a leitura fluiu muito rápido e as aventuras e enrascadas que os personagens entram me deixaram muito curioso colaborando com uma leitura prazerosa. Além disso, o autor procura sempre nos passar informações que não temos, digo em relação as histórias dos deus, Acampamento Meio-Sangue e entre outros. São grandes pontos positivos que devemos levar em consideração.

Os personagens são bem construídos e não deixaram pontas soltas, ou melhor, deixaram mas são esclarecidas no segundo livro — já estou quase finalizando a leitura de O Mar de Monstros e posso te afirmar isso. Não aprofundarei nos personagens, pois irei falar sobre ele em uma matéria exclusiva, mas apesar dos pesares (falta de atenção na maturidade dos personagens) eles são personagens de nos arrancas risadas, suspiros e muitas vibrações de animação.

O cenário criado pelo autor foi bem elaborado, ele conseguiu lembrar de todos os seres da mitologia grega, além disso, lembrou de seres esquecidos nos livros de fantasias — digo pelos poucos que já fiz a leitura —, seres mitológicos bem interessantes e que dariam uma boa história. O Acampamento Meio-Sangue é muito bem retratado pela escrita do autor e isso enriquece muito na hora pensarmos como é o ambiente. Achei o cenário fantástico, outro ponto positivo que deve ser levado em consideração.

Talvez essa seja uma das maiores resenhas que já escrevi no blog e peço perdão para aqueles que não gostam, mas saiba que fiz de tudo para reduzi-la. Enfim, eu recomendo o livro para todos, todos mesmo, é um livro infantojuvenil com fantasia e não contém um vocabulário difícil, mas recomendo os jovens leitores lerem com calma, pois eles irão encontrar com algumas cenas um pouco complicada para absorver e isso pode ser um pouco complicado para eles. Depois de tudo que você leu volte a questionar, o garotinho de 12 anos será capaz de salvar o Olímpio e evitar uma guerra devastadora? Será que tudo ouvido por Percy no Oráculo foi compreendido como deveria? Saiba mais se aventurando em Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Comentários