RESENHA: Haunting e Poltergeist
28 abr

RESENHA: Haunting e Poltergeist

Resenhas

Victor Tadeu

Título: Haunting e Poltergesit, Contos de Fantasmas e Assombrações
Autores: São 19 autores
Editora: Editora Illuminare
Gênero: Antologia de Horror/Suspense
Número de páginas: 120

Adquira aqui: Exemplares esgotados, em breve em formato digital na Amazon

Sinopse: Haunting e Poltegeist, Contos de Fantasmas e Assombrações é mais uma antologia organizada pela Rosana Mierling, autora de Diário de uma Escrava e uma das maiores organizadoras de antologias da Editora Illuminare. O livro foi publicado recentemente e contém 19 contos com tema horror e mistério.

Haunting e Poltegeist, Contos de Fantasmas e Assombrações é mais uma antologia organizada pela Rosana Mierling, autora de Diário de uma Escrava e uma das maiores organizadoras de antologias da Editora Illuminare. O livro foi publicado recentemente e reúne 19 autores, cada um contando um conto de horror e suspense, envolvendo diversos aspectos.

A Editora Illuminare é uma porta para vários autores iniciantes, ela sempre procura organizar projetos literários para realizar o sonho daqueles que nunca tiveram uma oportunidade. Então é bem comum eles estarem organizando antologias para revelar novas estrelas da literatura, e em Haunting e Poltergeist não foi diferente. Apresentando contos curtos e impactantes, a Rosana Mierling conseguiu unir uma galerinha muito dedicada em uma só antologia.

É comum encontramos em filmes e histórias de terror e suspenses, premissas repetitivas e com o mesmo desfecho. Tive essa mesma impressão quando peguei o livro para fazer a leitura, só que acabei quebrando a cara quando comecei ler o primeiro conto. Fiquei muito feliz, pois estamos falando de autores com poucas experiências na área, e o melhor de tudo, é que cada um foi capaz de criar uma história totalmente diferente das que conheço, assim proporcionando uma experiência literária maravilhosa para mim.

” — Mas os brancos de hoje herdaram a propriedade e a riqueza de seus antepassados. E nós negros herdamos o abandono, a pobreza, a morte — Sérgio completou, olhando nos olhos de Guilherme — Com a prioridade e a riqueza, os brancos de hoje exercem a escravidão do descaso. Continuamos a lhes servir, continuamos a apanhar, continuamos a morrer. E tudo parece natural, porque pagam um maldito salário! (página 20, Espelho D’Água, de Amélia Greier)”

Durante a leitura percebi que os autores entendiam muito bem dos assuntos, pois eles conseguiram criar histórias em fazenda — local que contém mais lendas e boatos assustadores —, centros, ruas paradas, casas abandonadas e afins, mas, por outro lado, também foram utilizados objetos em alguns contos, como espelhos, guarda-roupa, quadro e outros semelhantes. Alguns preferiram aprofundar nas histórias envolvendo o passado, padres, culturas, mas outros já decidiram ir direto ao ponto chocando o leitor com um impacto só.

Apesar de achar todos os contos interessantes, eu fiquei com alguns favoritados como o Espelho D’Água, de Amélia Greier que é um dos maiores contos da antologia, ele aborda assuntos muito interessantes sobre a escravidão, além disso, tem uma reviravolta muito surpreendedora e os personagens lembram muito as histórias que pessoas do interior tem o costume de nos contar. Outro conto que também achei muito interessante, foi A Vigança, de Lisa Hallowey, o conto é mais curto que o da Amélia Greier, mas também abordar um assunto que me tocou bastante, o final dele foi muito imprevisível e o fato da autora envolver entidade perturbando uma só pessoa, me deixou bastante atento e assustado.

” Entre o céu e a terra, existem vários mistérios. Nunca duvide do desconhecidos. Os mortos podem voltar para se vingar. (página 47, A Vingança, de Lisa Hallowey)

Eu sempre costumo encontrar erros irrelevantes em livros, mas nunca deixo de citar em resenhas, pois creio que ajuda bastante a editora e/ou o autor em uma segunda edição da obra. Em Haunting e Poltergeist eu encontrei no conto Vingança do Além, do Carlos Asa dois hifens no lugar de travessões, e para quem tem TOC — eu sou um deles — isso pode virar um problemão possivelmente fazendo o leitor abandonar o livro. Por tanto, se tiver uma segunda edição fica aí uma dica para revisão.

A capa do livro condiz muito com as histórias, ela tem essa pegada escura e sombria, aguçando o leitor lutar contra a curiosidade de saber o que tem além do designer gráfico, mas a única coisinha que poderia ser melhorado é a parte de trás, achei as cores das palavras muito escuras para uma capa com tonalidades da mesma. O trabalho interno da obra está maravilhoso, as ilustrações são muito bacanas e a diagramação está muito confortável, mas caso você precisa usar óculos para ler, faça a leitura com eles no rosto, pois a fonte não é grande e também não é pequena e eu tive que forçar um pouco as vistas porque estou sem os óculos — isso foi experiência particular, não leve como um grande problema.

Concluo essa resenha indicando a leitura dessa antologia para todos, principalmente para você que gosta de conhecer novas histórias de terror com aspectos totalmente inovadores. Os contos são tão gostosos de fazerem a leitura, que realizei uma maratona súbita durante uma madrugada e fiz a leitura em três horas, até prometi o sorteio de um exemplar, mas acabei sendo informado que os livros esgotaram e agora vai ter só em formato digita na Amazon.

Comentários