RESENHA: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
02 jun

RESENHA: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Resenhas

Julia Giarola

Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Autora: J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Editora: Rocco
Gênero: Fantasia / Aventura
Número de Páginas: 352
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Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

Com certeza a saga de Harry Potter possui uma das maiores comunidades de fãs de toda a industria. Não só os livros, mas também oo filmes inspiram diversos derivados e especulações graças ao incrível universo criado por J.K. Rowlings. Desta maneira é inevitável que muitos doo fãs mais dedicados criem novas histórias para os personagens como uma maneira de ode ao mundo mágico que amam tanto.

Como muitos sabem, fanfics são histórias criadas por fãs que utilizam os personagens das histórias que idolatram e os colocam cenários diferentes dos originais. Essa é uma das maneiras que as comunidades mostram admiração e respeito. Muitas fanfics são incrivelmente detalhadas e similares ao material de origem, o que acaba elevando ainda mais o universo que foi criado anteriormente pelo autor. Harry Potter, não é diferente, inclusive apresenta um enorme “banco de dados” de fanfics e teorias feita por fãs que conhecem muito bem a história de maneira a carregá-la além de seu tempo.

Várias fanfics, porém, são feitas por amadores que não capitam bem as essências reais dos personagens e nem mesmo da história, se apresentando como infantis e imaturas. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é exatamente isso. Sendo em formato do roteiro da uma peça realizada em Londres, o livro demonstra claramente que suas intenções não foram de carregar a história a diante, mas apenas servir como nostalgia aos fãs que sentem tanta falta do mundo mágico de J.K. Rowlings.

Agora acompanhando Harry Potter como um funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar, a história não consegue captar os tons dos livros de Rowlings, que provavelmente foi apenas consultora para esta história. A autora que nunca se limitou em apenas contar uma boa história, sempre mostrou enormes esforços para desenvolver diálogos verdadeiros entre seus personagens.

“Gina
Sua cicatriz está doendo?
Harry
Não. Não. Estou bem. Agora, esqueça isso e vamos dormir um pouco.
Gina
Harry. Há quanto tempo sua cicatriz não dói?
HARRY se vira para GINA, seu rosto diz tudo.
Harry
Vinte e ois anos. (Página. 52)”

Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados. Trazendo de volta os personagens mais queridos da série como Hermione e Ron, o roteiro da peça conta muito com o elemento nostalgia forçando situações que descaracterizam os personagens.

A trama começou indo bem enquanto acompanha a evolução de Alvo Potter em seus anos em Hogwarts, mostrando as dificuldades que passa por ter pais famosos, assim com sua improvável amizade com Scorpius Malfoy. Porém quando o enredo chega ao final do primeiro ato, a história desce ladeira abaixo. O elemento da viagem no tempo não cabe mais dentro do mundo mágico, sendo explorado apenas no terceiro livro por um motivo. J.K. Rowlings soube lidar muito bem com o vira-tempo, mas este livro não. Estando presente apenas para ter uma desculpa de voltar ás situações mais famosas e queridas da saga original, o elemento atrapalha todo o desenrolar da história que fica confusa e cansativa.

Lendo o livro, porém, podemos perceber que todas as cenas foram planejadas para serem grandiosas durante a peça fazendo com que o roteiro gire em torno disso. Claramente a história em si não era o foco desta produção e sim trazer de volta o mundo mágico de uma maneira diferente.

O livro que é descrito como a oitava história de Harry Potter não é nada disso, porém quem é fã com certeza irá ler ansioso e gostar de rever alguns dos personagens que mais amam, mesmo sendo mal escritos. Quem aí, já leu o roteiro da peça de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada? O que acharam da história? Deixo seu comentário abaixo.

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