CRÍTICA – Planeta dos Macacos: A Guerra
15 ago

CRÍTICA – Planeta dos Macacos: A Guerra

Filmes

Julia Giarola

Filme: Planeta dos Macacos: A Guerra
Título original: War For The Planet Of The Apes
Data de lançamento: 03 de agosto de 2017
Duração: 2h 20min
Direção: Matt Reeves
Gênero: Ficção científica, Ação, Aventura
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

Trilogias vem fazendo sucesso nos últimos anos, principalmente depois de filmes tais como Jogos Vorazes. Estes todos, porém, nasceram nas sombras de uma das melhores trilogias de todos os tempo: Senhor dos Anéis. A saga perfeita de três capítulos soube balancear os tons de seus filme preparando cada um com devido cuidado. A chave de ouro foi sua conclusão em 2003 com O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei impressionando os fãs de Tolkien e também as críticas, que fez o longa levar para casa 11 Oscars, empatando em primeiro lugar com Titanic (1997) e Ben-Hur (1959) como o filme mais premiado pela Academia. A nova saga de Planeta dos Macacos conseguiu também criar este ritmo incrível para seus filmes, construindo devagar seu universo, mas também sua história de uma maneira delicada.

Com um enredo poderoso em mãos, os cineastas conseguiram desenvolver a conclusão desta trilogia de maneira sofisticada, estabelecendo um alto nível para futuros blockbusters. Desde 2011 impressionando com seus efeitos especiais e histórias complexas, este veio para colocar o toque final nesta incrível jornada. Planeta dos Macacos: A Guerra começa com um ritmo eletrizante, porém perde um pouco de seu entusiasmo ao decorrer da trama. Porém o longa não perde a pegada ao decidir fazer esta virada para um tom mais emocional, pois este se compromete em vez de ficar alternando entre climas. O filme toma uma decisão e a segue a risca.

Matt Reeves comanda cada cena com uma habilidade artística invejável, acrescentando uma beleza extra em cada cena. Com um enredo emotivo e complexo nas mãos, o diretor consegue elevar a tensão quando é necessário, mas também a emoção do público que não consegue evitar se importar com estes personagens. Juntamente à impecável trilha sonora de Michael Giacchino, o filme atinge novos níveis para as grandes massas que estão tão acostumadas com tramas superficiais que não prestam atenção em qualidade técnica.

Responsável por grandes composições em filmes tais como Os Incríveis (2004) e Rogue One: Uma História Star Wars (2016), Michael Giacchino está conseguindo se tornar um dos grandes compositores da atualidade roubando muito a atenção nos filmes. A trilha sonora deste filme é simplesmente maravilhosa, principalmente no cinema, permitindo a audiência se emergir completamente em cada situação do filme. Com certeza um dos pontos altos do longa.

Quanto a história, esta toma um rumo interessante quando decide abordar a natureza autodestrutiva da raça humana em vez de simplesmente estabelecer uma guerra entre homens e macacos. Esta escolha se provou incrivelmente esperta ao não forçar ninguém a tomar lados nesta batalha, muito menos nos pedir para torcer contra nossa própria espécie. O homem sofre seu inevitável destino que é a autodestruição, a luta antiga de homem contra homem, e isto foi brilhante!

Os efeitos especiais com certeza evoluíram ao decorrer dos três filmes permitindo que os atores façam sim uma importante contribuição ao filme. A tecnologia de captura de movimentos não é novidade na indústria, porém definitivamente conseguiu seu destaque nos filmes do Planeta dos Macacos. O grande destaque, é clara, é Andy Serkis, que se consagrou o rei desta técnica, conseguindo se diferenciar significantemente dos outros macacos do filme, algo difícil de conquistar. Sua atuação é brilhante e carrega imensamente a trama emocional do filme. Outro grande destaque no elenco foi a nova adição Steve Zahn, que interpreta o macaco Bad Ape, como o alívio cômico do filme. Com uma comédia sutil, o ator conseguiu roubar as poucas cenas que participa e adiciona algo a mais nesta história.

Em conclusão, Planeta dos Macacos: A Guerra é um filme muito divertido de se assistir, principalmente no cinema, onde você poderá aproveitar ao máximo da incrível trilha sonoro, maravilhosa fotografia e direção impecável. Não deixem de conferir este filme!

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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Comentários

  • RUTE COUTO

    QUE SHOW DOIDA PRA VER