CRÍTICA – Tau
29 jun

CRÍTICA – Tau

Filmes

Victor Tadeu

Título: Tau
Título Original: Tau
Data de lançamento: 29 de junho de 2018
Duração: 1h 37min
Direção: Federico D’Alessandro
Gênero: Suspense/Ficção Científica
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Sequestrada por um inventor que faz a cobaia para aprimorar um sistema de inteligência artificial robótica, uma jovem tenta fugir do seu cativeiro de alta tecnologia.

Após exercer seu trabalho ilegal como sequestradora de objetos, uma moça inicialmente não identificada é sequestrada por um cientista que está trabalhando severamente em sua nova invenção chama TauTau é um console robótico capaz de fazer inúmeros serviços domésticos, de segurança e vários outros que ajuda seu criador, porém a tão recente sequestrada consegue encontrar uma forma de sair da jaula que convivia com duas outras pessoas também sequestrada.

Com uma espécie de mordaça na boca e as mãos amarradas, a mulher consegue danificar o pequeno local em que vivia, porém Tau detecta o erro e é apresentado da mais desagradável forma possível aos encarcerados. Não conseguindo fugir da casa altamente vigia e controlada pelo sistema artificial, ela é obrigada a realizar diversos testes antes que sua mente fosse violentada com frequência pelo cientista.

Tau é o mais novo lançamento Original Netflix dessa sexta-feira (29/06/2018), ele é um suspense mesclado com ficção científica que promete ser uma grande aposta dos produtores. Com um elenco agradável e um enredo chamativo, hoje iremos falar um pouco mais sobre a história.

Ficção científica é um gênero muito pouco explorado e abordado em lançamentos da Netflix, por isso, muitas das vezes quando longas desse gênero vão para o catálogo tendem a desagradar os assinantes. Porém Tau estrou para provavelmente fazer a diferença, pois a sua pitada de suspense e drama consegue flexibilizar a visão de um cinéfilo diante da produção.

Tau é um console altamente bem desenvolvido, ele é o foco central do filme e a ideia é excepcional. Colocando os personagens em perigo, a maquina consegue equilibrar momentos de tensão, pacatos e outros totalmente entediante. Os produtores tiveram uma excelente ideia com a tese da história, mas cometeram o pequeno erro foi na construção do roteiro, que acaba sendo um grande elemento em longas.

Acompanhando a história, inicialmente conseguimos lembrar de cenas muito semelhantes ao filme gore Centopeia Humana, em certos momentos podemos acreditar que é até uma versão mais adequada. Só que, possamos entender que algumas referências passivas são feitas durante as cenas, na qual, provavelmente não foi intencional, o que pode acabar dividindo opinião entre os assinantes netflix.

Os protagonistas da história são poucos e bem construídos, porém com tanto tempo gasto poderia ser aproveitado para explorar mais a história deles. A cobaia e Tau são quem carrega todo o longa, e é nesses momentos que conseguimos nos comover pelo sentimentos exposto por eles. Conforme o tempo vai passando a casa é mais explorada, vamos conhecendo melhor o console e tudo colabora para uma grande emoção que finaliza a história.

Toda a produção digital de Tau está de parabéns, o trabalho feito por eles está digna de uma boa admiração, a fotografia está excelente e confortável aos olhos, tudo isso colabora para um momento de lazer prazeroso. Além disso, a trilha sonora é um pouco batida, mas consegue ser um grande recurso para nos empolgar em cenas contagiante.

A produção desse filme conseguiu desenvolver um conteúdo mediano para os fãs de sci-fi, só que, acaba sendo uma grande produção para àqueles que não conhecem grandes títulos do meio. Por isso, a indicação de Tau é inevitável, pois a história consegue abranger vários públicos com a capacidade de arrancar sentimentos divergentes de cada um.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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