CRÍTICA – O Retorno de Mary Poppins
23 dez

CRÍTICA – O Retorno de Mary Poppins

Filmes, Novidades

Julia Giarola

Título: O Retorno de Mary Poppins
Título original: Mary Poppins Returns
Data de lançamento: 20 de dezembro de 2018 
Duração: 2h 11min
Direção: Rob Marshall
Gênero: Comédia Musical, Família, Fantasia
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Numa Londres abalada pela Grande Depressão, Mary Poppins (Emily Blunt) desce dos céus novamente com seu fiel amigo Jack (Lin-Manuel Miranda) para ajudar Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), agora adultos trabalhadores, que sofreram uma perda pessoal. As crianças Annabel (Pixie Davies), Georgie (Joel Dawson) e John (Nathanael Saleh) vivem com os pais na mesma casa de 24 anos atrás e precisam da babá enigmática e o acendedor de lampiões otimista para trazer alegria e magia de volta para suas vidas.

Em apologia ao clássico dos ano 60, um dos grandes lançamentos deste natal é O Retorno de Mary Poppins, um filme que tenta regressar a Disney aos anos de glória dos musicais. Lançado como uma sequência, o longa retorna com as aventuras da icônica personagem criada por P.L. Travers, mais como uma reintrodução para o público mais jovem, arrastando todo uma outra geração aos cinemas. O filme, porém, não vai além desta reintrodução já que, não funciona como sequência e não funciona como um apoio ao clássico. Ao contrário da incrível complementação, Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013), esta nova instalação tenta reproduzir cada elemento do original, sem acrescentar nada além do já visto anteriormente.

Infelizmente é impossível analisar o filme em um vácuo, sendo condenado para sempre à comparações com o clássico de 1964. Apresentando algumas risadas e momentos divertidos, O Retorno de Mary Poppins não é forte o suficiente para marcar uma geração como o filme original. Algumas sequências destaques que fazem o filme divertido fazem valer a pena o ingresso, assim como a participação de atores comprometidos e talentoso juntamente com a visão de Rob Marshall. Maryl Streep, como sempre rouba cada pedaço da tela durante suas cenas, assim como faz Dick Van Dycke.

Emily Blunt – que é sempre talentosa e carismática – faz seu melhor, mas mostra como o que Julie Andrews fez foi especial, sem conseguir replicar a sutileza e magia de sua performance. Mesmo introduzindo uma nova interpretação da babá, Blunt interpreta Mary Poppins, porém não é a personagem. Sem a suavidade que Andrews trouxe para o papel, Poppins perde um pouco do charme. Os melhores momentos da atriz é quando se permite ser espontânea, refletindo sua natureza amorosa e materna.

Seguindo milimetricamente cada passo e ponto de ação do primeiro filme, o roteiro é previsível, deixando aqueles que conhecem bem o clássico de 64 cientes do que está prestes a vir. O Retorno de Mary Poppins não se arrisca em sair do exato – EXATO – formato do original, perdendo algo vital que Walt Disney – juntamente à sua equipe – introduziu ao primeiro longa: ousadia. A manipulação e controle de Mary Poppins sobre a situação era sutil, enquanto, agora, é um detalhe a ser percebido até mesmo pelas crianças na audiência, e não somente um sub-tom para os adultos.

Quanto aos aspectos técnicos, é claro que Rob Marshall apresenta incríveis sequências musicais mesmo que as canções não consigam chegar perto da música icônica dos irmãos Sherman. Porém, os enquadramentos e fotografia mostram como a Disney esta comprometida com qualidade. Um aspecto que quebra este padrão é o figurino que parece não representar a classe e sofisticação que o original oferece – um detalhe subestimado em muitos filmes – onde a velha Disney conseguia se destacar; quando a velha Disney era pacote completo.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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