CRÍTICA – Na Própria Pele – Caso Stefano Cucchi
12 set

CRÍTICA – Na Própria Pele – Caso Stefano Cucchi

Filmes

Victor Tadeu

Título: Na Própria Pele – Caso Stefano Cucchi
Título Original: Sulla Mia Pelle
Data de lançamento: 12 de setembro de 2018
Duração: 1h 41min
Direção: Alessio Cremonini
Gênero: Drama
Nacionalidade: Itália

Sinopse: Stefano Cucchi (Alessandro Borghi) foi o protagonista de um dos mais controversos casos judiciais da história da Itália. Stefano foi detido pela polícia em 2009, suspeito de atividades criminosas e acusado de posse ilegal de drogas. Dias depois, ele foi encontrado morto em sua cela preventiva, em estado de desnutrição e com diversos hematomas. As investigações do caso reverberam até hoje e evidenciam um lado sombrio do sistema judicial italiano.

Stefano Cucchi é um homem de 31 anos, ela vive em Roma mediando o tempo com seus pais e dedicação aos fazeres particulares. Porém em uma noite o rapaz decide passar o tempo junto com seu amigo, fazendo o uso de drogas ilícitas, quando um guarda observa a situação e encontra maconha e cocaína junto com Cucchi, prendendo-o por porte de droga. Só que, o que deveria ser somente uma noite na prisão, torna o maior pesadelo do jovem.

Na Própria Pele – Caso Stefano Cucchi é um longa-metragem distribuído pela Netflix, na qual carrega o selo Original Netflix e está sendo lançado dia 12 de setembro de 2018. A história é baseada em um fato real bastante marcado na Itália, por ser um dos casos judiciais mais impactante e chocante da localidade. No elenco acompanhamos Alessandro Borgi (Stefano Cucchi), Jasmine Trinca (Ilaria Cucchi) e Emanuele Cermen (Agente Pertini 1) que dão vida aos personagens.

O longa-metragem é um drama onde iremos acompanhar a vida de Stefano Cucchi momentos antes de ser abordado pela polícia até o momento de sua morte. Durante todo o desenrolar da história somos apresentados em cenas com poucos diálogos, onde os atores conseguem comunicar de forma fácil e nos atos de expressão corporal. Consequentemente, a ausência de diálogo frequente torna o longa um pouco escasso, porém longe de ser entediante.




O desenvolvimento de toda a produção consegue ser agradável e muitas das vezes surpreendente diante do caso real, assim dando um ar de um filme biográfico. — O que não está longe de ser. — A exploração em toda a situação que o protagonista e os profissionais acabam se encontrando é trabalhada de forma eficiente e aos poucos a história vai se aprofundando, assim de forma bastante natural.

Durante toda a trama o cinéfilo é capaz de acompanhar como Stefano Cucchi passou os seus dias guardando o maior remoço sentido pelos guardar, tudo isso aconteceu devido a sua insistência e falta de confiança de alguns profissionais da segurança pública. O espancamento e a situação precária que estava vivendo, foram os maiores motivos de sua morte e o diretor conseguiu transpassar a angústia vivida pelo jovem com muita nitidez.

Apesar de haver momentos impactantes, principalmente de forma sentimental, poderia ter sido melhor trabalhado toda a questão dos mal tratos sofridos pelo protagonista. Em nenhum momento temos uma visão nítida e direta das agressões desferidas, somente dos resultados — os hematomas e as dores — e isso pode dividir opiniões, já que alguns gostam de visualizar essas situações e outros preferem ser poupados.




A atuação de Alessandro Borgi como Stefano Cucchi chega ser bastante surpreendente, ele conseguiu transpassar muito a personalidade do jovem, aparentemente toda a produção fez um acompanhamento de preparo para ele entrar no personagem, até mesmo fisicamente. Ao longo da trama vamos conhecendo como Stefano tentou resistir a agressão sofrida e as formas que ele procurou de esconder a realidade daqueles que pudessem complicar a situação.

Desde o início o filme assume a sua identidade mostrando a perspectiva do usuário com a da sua família, sem contar que, os roteiristas Alessio Cremonini e Lisa Nur Sultan conseguiram retratar como outros 171 presos também passaram por essa decadência e incompetência policial, já que 172 pessoas foram mortas em 2009 sob custódia da polícia, dados reais.

Na Própria Pele – Caso Stefano Cucchi é um filme bastante tocando e muitas das vezes emocionante, porém poderia ter explorado melhor todo a questão da agressão e como houve essa investigação. Porém o diretor conseguiu tocar no ponto certo de como a segurança pública é capaz de ser corrupta e ousada como qualquer outra pessoa.

Nossa nota é:

Assista ao trailer

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