CRÍTICA – Lionheart
04 jan

CRÍTICA – Lionheart

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: Lionheart
Título original: Lionheart
Data de lançamento: 04 de janeiro de 2019 (Netflix)
Duração: 1h 35min
Direção: Genevieve Nnaji
Gênero: Comédia drámatica
Nacionalidade: Nigéria

Sinopse: Adaeze (Genevieve Nnaji) é uma executiva calma e competente que trabalha na empresa de seu pai, a Lionheart Transport. Ela prova constantemente sua habilidade de trazer lucros e lidar com situações difíceis, mas quando seu pai adoece quem é dado a posição de chefe é seu tio não tão competente. Porém, seu desejo de lutar pelo que merece precisa ser deixado de lado e ela precisa se juntar a seu tio para salvar a Lionheart quando eles descobrem que a empresa está falindo.

A Lionheart Transport é uma empresa de transporte público da Nigéria que está passando por situações complicadas, principalmente devido uma concorrente que anda alcançando números simbólicos. Com as condições de saúde do dono, uma nova pessoa precisa representar a empresa, pois ela está falindo. Mas, Adaeze é surpreendida quando o seu pai – dono da Lianheart – decide colocar seu tio para tomar conta dos afazeres, podendo colocar tudo em risco.

Lionheart é uma produção Nollyhood – produções de destaque da Nigéria – que está sendo distribuída em outros territórios pela Netflix, ela é dirigida por Genevieve Nnaji (Meio Sol Amarelo, 2013) que também está estrelando no elenco como protagonista principalmente, vivendo Adaeze.

Com momentos calmos e dramáticos o longa-metragem acaba apostando em uma comédia dramática, porém com alguns erros que colocaram toda a produção em risco, principalmente pelo fato das cenas serem entediantes e carregada de poucas novidades. O filme acaba se mantendo em questões sociais, onde conseguem conquistar o expectador, mas não com tanta precisão para recompensar nos momentos monotonia.

Infelizmente Adaeze é colocada ao lado do tio devido as decisões de seu pai, e claramente o filme mostra que essa atitude é devido ao pensamento sexista que o homem tem, onde as mulheres precisam estar ao lado de um homem para serem instruídas, mas não é exatamente isso que acontece. Genevieve Nnaji acaba sendo uma ótima atriz neste quesito, por outro lado, seu tio só reforça esse levantamento com os pensamentos machistas e conservador em diversos momentos.

Não é somente o sexismo e o machismo que é levantado em Lionheart, outras necessidades – muito presente nos continentes Africanos – também são abordadas no filme, como a desigualdade social e a forma que os afetados encontram para lidar com toda a situação. Apesar de o longa não aprofundar nesses problemas e, além disso, demonstra de forma superficial e curta, é possível ter uma visão ou desperto de curiosidade por esses assuntos, principalmente pelo teor realista.

A produção de Lionheart é sustentabilidade entre altos e baixos, a fotografia é muito boa e muitas das vezes surpreendente, mas o roteiro responsável por Ishaya Bako acaba sendo um dos problemas muito presente em diversos momentos, consequentemente acarretando na comédia tão esperada no filme.

Lionheart é um filme nigeriano que poderia ter explorado mais áreas para um melhor desempenho, porém consegue levantar questões necessárias de forma simples e realista, principalmente no local em que o título é ambientado.

Nossa nota é:

Assista ao trailer;

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