CRÍTICA – July 22
10 out

CRÍTICA – July 22

Filmes

Victor Tadeu

Título: 22 de Julho
Título original: 22 July
Data de Lançamento: 10 de outubro de 2018 (Netflix)
Duração: 2h 41min
Direção: Paul Greengrass
Gênero: Drama/Biogáfico
Nacionalidade: Norueguês

Sinopse: Após os terríveis atentados na Noruega, um jovem sobrevivente, famílias em luto e a população se unem na busca por justiça e superação.

Tudo aconteceu de forma rápida e muito bem desenvolvida, Anders Behring Breivik, um homem de extrema-direita, visando um ato político realiza um ataque terrorista em Oslo. A primeira ação acontece na zona do prédio governamental, ou seja, próximo ao primeiro-ministro, e deixa centenas de feridos e alguns mortos, assim, deixando toda a sociedade atenta.

Porém, o terrorista segue intacto colocando a segunda parte do plano em ação, Sr. Breivik tinha o intuito de ceifar a vida dos filhos daqueles que estavam atuando a política, e ele escolheu um acampamento que reunia mais de 600 adolescentes que estavam passando um tempo na ilha de Utoya e uma média de 60 pessoas morreram.

July 22 é um longa-metragem baseado em um ataque terrorista real, ocorrido em Oslo na Noruega. Na direção encontramos Paul Greengrass participando de mais uma produção com fragmentos reais, ele é bastante conhecido por também dirigir Voo United 93. O filme foi lançado dia 10 de outubro pelo serviço de streming Netflix, a mesma responsável pela distribuição.

O desenvolvimento do filme é bastante atraente, já que acompanhamos perspectivas diferentes, principalmente de um dos sobreviventes ao ataque e do terrorista. O diretor conseguiu desenvolver um trabalho muito instigante quando teve a ideia de aplicar as consequências que os presentes durante os atos sofreriam — ou sofrem até hoje, depois de toda a tragédia.

Viljar é um dos sobreviventes que obteve mais sequelas, correndo grande risco de vida Greengrass teve uma oportunidade bastante extensa para demonstrar ao público como uma vítima de atentado pode reagir durante e depois do ato. E, apesar de ser um elemento bastante complexo de estudar em conteúdo cinematográfico, o diretor soube trabalhar de forma chamativa no longa, principalmente por aprofundar nas magoas e dificuldades do protagonista Viljar, interpretado por Jonas Strand Gravli.

22 de Julho, o título que o filme recebeu no Brasil, não tem um diálogo tão aprofundado, já que o diretor aparenta ter empenhado melhor nos quesitos visuais, principalmente nas cenas de suspense e dramáticas, onde o longa se enriquece ainda mais. Além disso, a atuação dos atores consegue ser bastante valorizada na história desse título, justamente pelo trabalho sentimental transpassado por eles, e a personalidade da maioria se mantêm em todo o filme.

Após a mediana distribuição de Na Minha Pele — Caso Stefano Chucci, clique aqui para ler nossa critica, a Netflix parece está apostando em longas baseados em fatos reais, principalmente em casos impactantes e recentes, já que 22 July ocorreu em 2011 e o Caso de Stefano Chucci em 2009. E isso é bastante importante no Brasil, principalmente devido ao quadro político e social que nos encontramos durante 2018 e alguns anos anteriores, onde política está virando motivo de fanatismo e policiais estão abusando do poder com muita frequência.

July 22 não é um filme excelente, porém está bem próximo de ser. Consideravelmente podemos defini-lo como bom, principalmente devido toda a produção e preferências do diretor ao abordar um assunto tão forte na cinematografia, mesmo sendo um dos marcos de Greengrass. O título carrega cenas fortes e ao mesmo tempo curiosas, assim, sendo uma opção agradável para quem tem interesse em conhecer um dos maiores ataques terrorista da Noruega.

Nossa nota é:

Assista ao trailer

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