CRÍTICA – Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível
27 ago

CRÍTICA – Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível

Filmes

Julia Giarola

Título: Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível
Título original: Christopher Robin
Data de lançamento: 16 de agosto de 2018
Duração: 1h 44min
Direção: Marc Forster
Gênero: Aventura, Animação
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Christopher Robin (Ewan McGregor) já não é mais aquele jovem garoto que adorava embarcar em aventuras ao lado de Ursinho Pooh e outros adoráveis animais no Bosque dos 100 Acres. Agora um homem de negócios, ele cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância decidem entrar no mundo real para ajudá-lo a se lembrar que aquele amável e divertido menino ainda existe em algum lugar.

Com a volta de clássicos e autorreferência como um essencial nesta nova era da cultura pop, algo como Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível parece apropriado. Se diferenciando, porém, de muitos outros lançamentos que ou se apoiam totalmente no efeito nostalgia, ou se disfarçam como metalinguagem artística, este novo lançamento da Disney consegue se distanciar da premissa solitária ao expandir seu conceito para algo a mais. Apresentando uma história simples, porém charmosa, o filme lançado alcança alguns clássicos tais como Hook – A Volta do Capitão Gancho (1991), mesmo que não seja muito ambicioso.

Utilizando a nostalgia como uma ferramenta da trama, Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível apresenta um conceito simples, mas com bastante eficiência. Se baseando das aventuras clássicas de Ursinho Pooh e seus amigos, o longa traça um equilíbrio interessante entre a diversão e dinâmica que atrai as crianças e o charme que encanta os adultos. Mesmo se posicionando como um filme que não toma tantos riscos, o novo lançamento da Disney cumpre sua tarefa, sendo exatamente o que queria ser: uma aventura reconfortante com uma bela e simples mensagem sobre infância e amadurecimento.

Com Marc Forster no comando, o filme conta sua história com eficiência, mesmo que esta se arraste um pouco no começo. Levando seu tempo para estabelecer um contexto emocional que será trabalhado durante o enredo, o roteiro recupera sua dinâmica interessante após o primeiro ato. Reintroduzindo os personagens que conhecemos e amamos, a nova perspectiva no qual assistimos suas interações na tela – agora como adultos – serve como a autorreferência perfeitamente encaixada que o longa procura.

Também se beneficiando da qualidade dos efeitos técnicos tais como fotografia, trilha sonora e figurino, Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível consegue estabelecer seu ambiente, apresentando um velho conceito de uma Londres sombria explorado em clássicos tais como Mary Poppins (1964). Utilizando este sub-tom obscuro para expandir seus temas mais maduros, o filme casa seus elementos técnicos como motivações artísticas.

Os tons maduros e humor simples consegue alternar entre o público infantil – que deixa passar os detalhes mais obscuros e sombrios da trama – e a audiência adulta – que aproveita os níveis disponibilizados pelo filme. As dinâmicas entre os personagens, especialmente Christopher Robin e os animais animados por computação são orgânicas graças ao charme adicionado pela animação. Os diálogos divertidos, fazem de Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível uma tranquila ida ao cinema, se classificando como uma agradável surpresa neste mês de agosto.

Nossa nota é:

Assista ao trailer:

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