CRÍTICA – Cam
17 nov

CRÍTICA – Cam

Filmes, Notícias

Victor Tadeu

Título: Cam
Título Original: Cam
Data de lançamento: 16 de novembro de 2018 (Netflix)
Duração: 1h 34min
Direção: Daniel Goldhaber
Gênero: Suspense
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Alice (Madeline Brewer) é uma ambiciosa jovem mulher que trabalha com pornografia de webcam. Quando uma misteriosa mulher idêntica a ela toma seu canal, ela se vê perdendo o controle sobre os limites que estabeleceu em relação a sua identidade online e os homens na sua vida.

Alice é uma garota muito ambiciosa, principalmente no seu ramo de trabalho, que é atrás de uma câmera satisfazendo diversos homens sexualmente. Virtualmente a mulher é conhecida como Lola, uma das Cam Girls mais desejada de um site sexual, porém, ela está determinada a liderar o ranking das meninas mais visualizada, consequentemente Lola começa realizar apresentações marcantes, colocando a sua imagem totalmente em risco.

Cam, um filme de investigação enigmática sobre a vida de uma Cam Girl. Na história acompanhamos Madeline Brewer interpretando de forma magnífica Alice e Lola, uma única personagem com diversas personalidades, e na direção encontramos Daniel Goldhaber iniciando a sua carreira

Explorando o lado mais arriscado e temido da internet, o diretor Daniel Goldhaber conseguiu desenvolver um longa-metragem que muitas das vezes lembra Nerve, até mesmo alguns detalhes de cenário. A ganância humana também está presente no meio virtual e com a jornada de Lola tentando lidar com problemas desenvolvidos por ela mesmo acompanhamos de modo totalmente enigmático como a nossa imagem está em risco na web.

A abordagem do mundo virtual com o real é um assunto que os produtores estão investindo cada vez mais, principalmente em uma época que a internet está sendo alvo de prioridades. A abordagem é muito válida e precisa ser estudada com muita atenção. Em Cam podemos observar como a vida de Alice (Madeline Brewer) foi um dos pontos mais fortes para levantar diversas questões sobre a vida de pessoas que levam a prostituição — física ou virtual — como trabalho sério.

Relacionamento familiar, preocupação com a aparência, investimento próprio, obsessão pela popularidade, sentimentos entre fregueses e diversos outros assuntos vividos por uma Cam Girl é exemplificado através de Lola, consequentemente esses são um dos elementos que consegue prender o expectador devido todo o desenvolvimento da história, deixando ela ainda mais instigante, enigmática e curiosa.

Como de se esperar, no filme conseguimos acompanhar de forma rápida, porém com muita realidade e deixando o seu marco, a presença da incompetência da segurança pública ao ajudar uma pessoa indefesa. Além disso, o diretor conseguiu utilizar essa situação para demonstrar como o machismo está presente em diversas áreas, principalmente quando se trata de uma mulher que se exibe nua em uma webcam.

O cenário de Cam foi muito bem trabalhado, a equipe de produção investiu bastante em cores neon muitas das vezes sendo encantador, além disso, o figurino e as ideias de apresentações pela webcam utilizado pelas protagonistas são muito bem elaborados, chegando retratar até onde as pessoas conseguem gastar dinheiro para satisfazer seus prazeres sexuais, e por outro lado, até onde as apresentadoras estão dispostas a sugar a disponibilidades em dinheiro dos usuários.

Cam é um filme sobre os perigos da internet, na qual demonstra a vida de uma pessoa que utiliza essa ferramente para manter a estabilidade financeira. E apesar de ser muito interessante, o título acaba tendo um final muito arriscado, podendo dividir opinião do público e/ou dando brecha para uma possível continuação.

Nossa nota é:

Assista ao trailer

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